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O ciclone extratropical que se formou no oceano já está empurrando uma frente fria com chuvas fortes sobre o Sul do Brasil, e os meteorologistas alertam que a quinta-feira será o dia mais perigoso, com volumes significativos de chuva e frio avançando até o Paraguai

Publicado em 22/04/2026 às 00:51
Atualizado em 22/04/2026 às 13:36
Ciclone extratropical empurra frente fria com chuva forte sobre o Sul do Brasil. Oceano alimenta instabilidade. Quinta é o dia mais perigoso da semana.
Ciclone extratropical empurra frente fria com chuva forte sobre o Sul do Brasil. Oceano alimenta instabilidade. Quinta é o dia mais perigoso da semana.
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Um novo ciclone extratropical formado sobre o oceano Atlântico avança pelo Sul do Brasil provocando temporais, chuva frequente e ventos com rajadas de até 80 km/h no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A Climatempo aponta a quinta-feira (23) como o dia mais crítico da semana, com frente fria intensa, queda de temperatura e corredor de umidade que se estende até o Paraguai.

O ciclone extratropical que se formou sobre o oceano já está impondo uma semana de tempo instável ao Sul do Brasil. A atuação do sistema começou na segunda-feira (20) com a formação de um cavado no interior do Rio Grande do Sul, afetando principalmente a metade oeste do estado, incluindo regiões como Campanha, Fronteira Oeste e Missões. A partir de terça-feira (21), a intensificação das condições meteorológicas ampliou as áreas de instabilidade, e no Extremo-Oeste e Oeste de Santa Catarina a chuva chegou já nas primeiras horas da madrugada.

O ciclone atua em conjunto com o avanço de uma frente fria, o que potencializa a ocorrência de chuvas em diferentes pontos dos dois estados durante o feriado de Tiradentes. As rajadas de vento podem alcançar 80 km/h, especialmente no sul, leste e litoral gaúcho. O sistema deve perder força ao atingir a altura de Santa Catarina, já em deslocamento para o oceano Atlântico, o que limita o impacto direto sobre outras regiões do país. Ainda assim, a combinação de frente fria, umidade elevada e vento mantém um cenário que exige atenção, sobretudo em áreas com histórico de acumulados elevados de chuva.

Como o ciclone extratropical influencia o tempo no Sul do Brasil

Segundo informações divulgadas pelo portal ndmais, o mecanismo por trás da instabilidade é claro. O ciclone se forma sobre o oceano e funciona como um motor que puxa umidade e a injeta sobre o continente, enquanto a frente fria associada ao sistema avança de sudoeste para nordeste, varrendo o Rio Grande do Sul e chegando a Santa Catarina. Essa combinação cria condições favoráveis para chuvas persistentes, com volumes que podem ser significativos em curto espaço de tempo.

As rajadas de vento são outro efeito direto do ciclone. A diferença de pressão atmosférica entre o centro do sistema e as áreas continentais acelera o deslocamento do ar, gerando ventos fortes que aumentam a sensação de instabilidade e podem causar danos em áreas urbanas, como queda de árvores e destelhamentos. O litoral gaúcho é a região mais exposta às rajadas, que podem superar 80 km/h nos momentos de maior intensidade do sistema.

O que esperar da quarta-feira e por que a quinta será o dia mais perigoso

Na quarta-feira (22), o ciclone já estará consolidado em alto-mar, mas sua influência sobre o território gaúcho permanece forte.

As frentes de ar avançam e as chuvas intensas podem atingir grande parte do estado, com volumes que exigem atenção especial de moradores em áreas de encosta e várzeas. A umidade transportada pelo sistema alimenta a formação de nuvens carregadas que se renovam ao longo do dia.

A quinta-feira (23) é apontada pelos meteorologistas como o dia mais crítico da semana. A frente fria avança com força máxima, provoca queda acentuada de temperatura na Serra Gaúcha e em áreas de Santa Catarina, e organiza um corredor de umidade que se estende até o Paraguai.

Esse corredor funciona como um canal que transporta vapor d’água por centenas de quilômetros, mantendo a chuva ativa em uma faixa ampla do território. A mudança no tempo será perceptível não apenas pela precipitação, mas também pelo frio que acompanha a passagem da frente fria.

Os impactos que o ciclone pode causar nas regiões mais vulneráveis

Regiões com histórico de acumulados elevados de chuva são as que mais precisam de atenção nesta semana. O Rio Grande do Sul carrega a memória recente das enchentes de maio de 2024, e qualquer sistema meteorológico que traga volumes significativos de precipitação acende o alerta das autoridades e da população.

Embora o ciclone atual tenha trajetória mais definida em direção ao oceano, o que reduz a intensidade dos impactos em comparação com episódios anteriores, a combinação de chuva persistente e vento forte não deve ser subestimada.

Áreas de encosta, margens de rios e regiões urbanas com drenagem deficiente são os pontos mais vulneráveis. A recomendação das autoridades é evitar deslocamentos desnecessários durante os picos de chuva e vento, especialmente entre quarta e quinta-feira, quando o sistema atinge sua fase mais ativa sobre o território gaúcho.

Santa Catarina também deve registrar chuvas no litoral e nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul, embora com menor intensidade.

O que acontece depois da passagem do ciclone e como fica o fim de semana

Mesmo na sexta-feira (24), os resquícios do sistema ainda atuam sobre a costa de Santa Catarina e o litoral do Rio Grande do Sul.

A instabilidade atmosférica não desaparece de imediato, e chuvas pontuais podem ocorrer nessas áreas antes que o tempo comece a firmar de forma mais consistente. A frente fria já terá avançado para latitudes mais baixas, mas a umidade residual mantém o céu carregado nas faixas litorâneas.

A tendência para o fim de semana é de melhora gradual, com abertura de sol e queda nos acumulados de precipitação.

O frio, no entanto, deve permanecer, já que a massa de ar de origem polar que acompanha o ciclone costuma manter as temperaturas baixas por alguns dias após a passagem do sistema. Para quem vive no Sul, a recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos e se preparar para uma semana em que a instabilidade será a regra, não a exceção.

Você está na área de atuação desse ciclone? Como está o tempo na sua cidade? Conte nos comentários se a chuva e o vento já chegaram à sua região, sua informação pode ajudar outros leitores a se prepararem para o que ainda vem pela frente.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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