Um novo ciclone extratropical formado sobre o oceano Atlântico avança pelo Sul do Brasil provocando temporais, chuva frequente e ventos com rajadas de até 80 km/h no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A Climatempo aponta a quinta-feira (23) como o dia mais crítico da semana, com frente fria intensa, queda de temperatura e corredor de umidade que se estende até o Paraguai.
O ciclone extratropical que se formou sobre o oceano já está impondo uma semana de tempo instável ao Sul do Brasil. A atuação do sistema começou na segunda-feira (20) com a formação de um cavado no interior do Rio Grande do Sul, afetando principalmente a metade oeste do estado, incluindo regiões como Campanha, Fronteira Oeste e Missões. A partir de terça-feira (21), a intensificação das condições meteorológicas ampliou as áreas de instabilidade, e no Extremo-Oeste e Oeste de Santa Catarina a chuva chegou já nas primeiras horas da madrugada.
O ciclone atua em conjunto com o avanço de uma frente fria, o que potencializa a ocorrência de chuvas em diferentes pontos dos dois estados durante o feriado de Tiradentes. As rajadas de vento podem alcançar 80 km/h, especialmente no sul, leste e litoral gaúcho. O sistema deve perder força ao atingir a altura de Santa Catarina, já em deslocamento para o oceano Atlântico, o que limita o impacto direto sobre outras regiões do país. Ainda assim, a combinação de frente fria, umidade elevada e vento mantém um cenário que exige atenção, sobretudo em áreas com histórico de acumulados elevados de chuva.
Como o ciclone extratropical influencia o tempo no Sul do Brasil
Segundo informações divulgadas pelo portal ndmais, o mecanismo por trás da instabilidade é claro. O ciclone se forma sobre o oceano e funciona como um motor que puxa umidade e a injeta sobre o continente, enquanto a frente fria associada ao sistema avança de sudoeste para nordeste, varrendo o Rio Grande do Sul e chegando a Santa Catarina. Essa combinação cria condições favoráveis para chuvas persistentes, com volumes que podem ser significativos em curto espaço de tempo.
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As rajadas de vento são outro efeito direto do ciclone. A diferença de pressão atmosférica entre o centro do sistema e as áreas continentais acelera o deslocamento do ar, gerando ventos fortes que aumentam a sensação de instabilidade e podem causar danos em áreas urbanas, como queda de árvores e destelhamentos. O litoral gaúcho é a região mais exposta às rajadas, que podem superar 80 km/h nos momentos de maior intensidade do sistema.
O que esperar da quarta-feira e por que a quinta será o dia mais perigoso
Na quarta-feira (22), o ciclone já estará consolidado em alto-mar, mas sua influência sobre o território gaúcho permanece forte.
As frentes de ar avançam e as chuvas intensas podem atingir grande parte do estado, com volumes que exigem atenção especial de moradores em áreas de encosta e várzeas. A umidade transportada pelo sistema alimenta a formação de nuvens carregadas que se renovam ao longo do dia.
A quinta-feira (23) é apontada pelos meteorologistas como o dia mais crítico da semana. A frente fria avança com força máxima, provoca queda acentuada de temperatura na Serra Gaúcha e em áreas de Santa Catarina, e organiza um corredor de umidade que se estende até o Paraguai.
Esse corredor funciona como um canal que transporta vapor d’água por centenas de quilômetros, mantendo a chuva ativa em uma faixa ampla do território. A mudança no tempo será perceptível não apenas pela precipitação, mas também pelo frio que acompanha a passagem da frente fria.
Os impactos que o ciclone pode causar nas regiões mais vulneráveis
Regiões com histórico de acumulados elevados de chuva são as que mais precisam de atenção nesta semana. O Rio Grande do Sul carrega a memória recente das enchentes de maio de 2024, e qualquer sistema meteorológico que traga volumes significativos de precipitação acende o alerta das autoridades e da população.
Embora o ciclone atual tenha trajetória mais definida em direção ao oceano, o que reduz a intensidade dos impactos em comparação com episódios anteriores, a combinação de chuva persistente e vento forte não deve ser subestimada.
Áreas de encosta, margens de rios e regiões urbanas com drenagem deficiente são os pontos mais vulneráveis. A recomendação das autoridades é evitar deslocamentos desnecessários durante os picos de chuva e vento, especialmente entre quarta e quinta-feira, quando o sistema atinge sua fase mais ativa sobre o território gaúcho.
Santa Catarina também deve registrar chuvas no litoral e nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul, embora com menor intensidade.
O que acontece depois da passagem do ciclone e como fica o fim de semana
Mesmo na sexta-feira (24), os resquícios do sistema ainda atuam sobre a costa de Santa Catarina e o litoral do Rio Grande do Sul.
A instabilidade atmosférica não desaparece de imediato, e chuvas pontuais podem ocorrer nessas áreas antes que o tempo comece a firmar de forma mais consistente. A frente fria já terá avançado para latitudes mais baixas, mas a umidade residual mantém o céu carregado nas faixas litorâneas.
A tendência para o fim de semana é de melhora gradual, com abertura de sol e queda nos acumulados de precipitação.
O frio, no entanto, deve permanecer, já que a massa de ar de origem polar que acompanha o ciclone costuma manter as temperaturas baixas por alguns dias após a passagem do sistema. Para quem vive no Sul, a recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos e se preparar para uma semana em que a instabilidade será a regra, não a exceção.
Você está na área de atuação desse ciclone? Como está o tempo na sua cidade? Conte nos comentários se a chuva e o vento já chegaram à sua região, sua informação pode ajudar outros leitores a se prepararem para o que ainda vem pela frente.

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