Sorvetes artesanais passaram de aposta de R$ 86 a fonte de renda para Monaliza Joyce Silva, 34 anos, em Carapicuíba. Mãe de sete filhos, ela deixou o emprego noturno como operadora de máquina, vende pelo portão, aplicativos e redes sociais, fatura cerca de R$ 6 mil por mês em casa.
Os sorvetes artesanais mudaram a rotina de Monaliza Joyce Silva, de 34 anos, moradora de Carapicuíba, em São Paulo. Mãe de sete filhos, com idades entre 5 e 17 anos, ela deixou um emprego noturno como operadora de máquina e encontrou na produção caseira uma forma de sustentar a família.
A história foi publicada em 20 de abril de 2026 e mostra uma trajetória construída a partir de um começo simples. Com apenas R$ 86, Monaliza comprou embalagens e bases para os primeiros sabores, colocou uma placa no portão e passou a vender direto de casa.
Rotina noturna ficou pesada para mãe de sete filhos
Antes de empreender, Monaliza trabalhava com carteira assinada como operadora de máquina no turno da noite. A rotina envolvia longos períodos em pé e a responsabilidade de cuidar dos filhos durante o dia, o que tornou a conciliação cada vez mais difícil.
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A situação ficou ainda mais pesada durante a gravidez dos gêmeos, os filhos mais novos. O cansaço físico, a necessidade de acompanhar consultas e as demandas da casa fizeram a mãe repensar o caminho profissional.
Relação com sorvete começou ainda na infância

A ligação de Monaliza com sorvetes não surgiu de repente. Quando criança, ela acompanhava a avó preparando versões simples, como milho e coco, e aprendeu cedo as receitas básicas.
Mesmo dominando os sabores tradicionais, ela queria ir além. A ideia de criar novas combinações ficou guardada enquanto a vida adulta seguia por outros caminhos, até que a necessidade de renda trouxe a cozinha de volta ao centro da rotina.
R$ 86 foram o ponto de partida para vender no portão
Com a decisão de deixar o emprego, Monaliza começou de forma direta. Antes dos sorvetes, ela já vendia doces e salgados informalmente, mas percebeu que os gelados tinham boa aceitação em encontros na própria casa.
Foi então que os sorvetes artesanais ganharam mais espaço. Ela comprou os primeiros materiais com R$ 86, iniciou sabores como morango, maracujá e menta, e colocou uma placa no portão para avisar os vizinhos sobre as vendas.
Começo teve pouca estrutura e pedidos instáveis
O início não foi simples. Monaliza enfrentou problemas como falta de estrutura e produtos derretendo, mas decidiu organizar melhor a produção para continuar vendendo.
Em 2025, ela entrou no iFood. O primeiro pedido veio três dias depois do cadastro, mas os meses iniciais foram instáveis. Em uma fase, chegou a ficar até duas semanas sem vender nada, e o faturamento do segundo mês foi de R$ 800.
Curso no Senai ajudou a melhorar técnica e conservação
A virada começou quando Monaliza decidiu ajustar preços e investir em aprendizado. Ela fez um curso no Senai e passou a entender melhor pontos técnicos da produção, especialmente textura e conservação.
Também percebeu a importância de separar os alimentos da casa dos produtos vendidos. Essa mudança ajudou a profissionalizar o trabalho e reduziu riscos de higiene em uma produção feita dentro do ambiente familiar.
Cardápio cresceu depois da chegada dos sabores com chocolate

No começo, o cardápio era limitado, o que restringia a escolha dos clientes. A situação mudou quando Monaliza passou a produzir opções com chocolate e percebeu uma saída maior.
Em pouco tempo, vendeu 55 potes. A partir desse resultado, ampliou gradualmente as opções até chegar a 23 itens no cardápio, incluindo sorvetes de pote e picolés trufados.
Freezer e aplicativos ampliaram a capacidade de venda
Com o crescimento dos pedidos, a estrutura precisou acompanhar. Um freezer horizontal, recebido com ajuda da família, permitiu produzir mais, conservar melhor os produtos e organizar o estoque.
Depois de cerca de quatro meses nos aplicativos, o faturamento mensal já girava em torno de R$ 3 mil. Mais tarde, Monaliza criou um perfil no Instagram para mostrar a produção e entrou também na 99Food, o que ajudou a dobrar o alcance das vendas.
Renda mensal chegou a cerca de R$ 6 mil
Atualmente, a renda mensal gira em torno de R$ 6 mil, segundo as informações publicadas sobre a história. Os dias mais movimentados são de sexta a segunda, período em que a procura pelos produtos aumenta.
A produção dos sorvetes artesanais conta com ajuda da família, principalmente dos filhos e do marido. O que começou como venda no portão passou a sustentar a casa e se tornou a principal fonte de renda familiar.
Loja física entrou nos planos para o futuro
Depois de transformar a cozinha em negócio, Monaliza passou a mirar um novo passo: abrir uma loja física. A ideia é ampliar os sabores, organizar melhor a operação e levar a marca para além da venda caseira.
A projeção citada na fonte é fechar o ano com cerca de R$ 80 mil de faturamento. O dado mostra a ambição de crescimento, mas também reforça que a trajetória ainda depende de estrutura, demanda e continuidade das vendas.
História mostra empreendedorismo por necessidade e persistência
A trajetória de Monaliza Joyce Silva não começou como um grande investimento, mas como uma resposta prática a uma rotina difícil. Ela precisava estar mais perto dos filhos e, ao mesmo tempo, garantir renda para sustentar a casa.
Os sorvetes artesanais viraram o caminho possível entre cuidado familiar, trabalho e sobrevivência financeira. A história chama atenção porque mostra como um pequeno começo, quando organizado, pode virar sustento real para uma família inteira.
Você acha que vender comida em casa ainda é uma das saídas mais fortes para mães que precisam conciliar renda e cuidado com os filhos? Deixe sua opinião nos comentários.

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