Apresentado pela KNDS na Eurosatory 2026, o CAPINT combina o chassi testado do Leopard 2A8 com torre não tripulada, motor diesel de 1.500 cavalos, canhão ASCALON de 120 milímetros e integração com drones e veículos robóticos, surgindo como uma solução intermediária para as forças europeias durante a década de 2030.
A KNDS apresentou na Eurosatory 2026 o CAPINT, tanque blindado para clientes europeus. O projeto combina o chassi do Leopard 2A8 com torre não tripulada, integração a veículos robóticos e atuação com drones.
A fabricante franco-alemã reúne as empresas responsáveis pelos tanques Leopard 2 e Leclerc. Em 2025, o grupo tinha mais de 11 mil funcionários, receita de € 4,4 bilhões e carteira de pedidos avaliada em € 33,1 bilhões.
Tanque blindado surge como solução intermediária
O CAPINT foi desenvolvido como uma capacidade intermediária enquanto o Main Ground Combat System, programa planejado pela França, avança em ritmo mais lento. Em vez de esperar até 2040, a proposta é disponibilizar o veículo durante a década de 2030.
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O chassi do Leopard 2A8 oferece mobilidade e blindagem testadas, além de aproveitar uma cadeia logística existente. Essa escolha também reduz riscos de desenvolvimento e mantém potência semelhante à dos carros de combate ocidentais atuais.
O motor diesel entrega 1.500 cavalos, equivalentes a 1.119 kW. O conjunto poderá receber baterias e sistema de tração elétrica, ampliando o armazenamento de energia e reduzindo assinaturas infravermelha e acústica em operações.
Torre remota mantém tripulação no casco
A novidade está na torre sem tripulantes. Os militares permanecem protegidos dentro do casco e controlam o armamento remotamente. Sem pessoas na torre, a estrutura pode ser menor, mais leve e ocupar menos espaço.
O armamento previsto é um canhão KNDS ASCALON de 120 milímetros, com alma lisa e carregador automático. O sistema mantém compatibilidade com estoques de munição padrão da Otan e pode receber calibres maiores futuramente sem redesenho completo.
Drones ampliam função de comando
O tanque poderá atuar ao lado de drones e veículos robóticos, formando uma equipe tripulada e não tripulada. Nesse arranjo, funcionará como plataforma blindada de comando, mas poucos detalhes foram divulgados.
A KNDS mostrou uma evolução do Leopard 2 A-RC 3.0, com torre remota, tripulação de três pessoas e capacidade para canhões de 120, 130 ou 140 milímetros, além de armamento secundário contra enxames de drones.
O que você considera mais importante neste tanque blindado: a proteção da tripulação, a compatibilidade com munição da Otan, a possibilidade de adotar calibres maiores ou a integração com drones e veículos robóticos? Deixe sua opinião nos comentários e explique qual recurso pode pesar mais no futuro dos combates terrestres.

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