MPF quer barrar o andamento das obras da Usina Nuclear Angra 3 e exige pagamento da Eletronuclear de R$30 milhões em multa

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Eletronuclear é responsável por obras da usina nuclear angra 3, MPF pede pagamento de R$30 milhões e exige  que Ibama não dê novas licenças para andamento do projeto  

O MPF (Ministério Público Federal) quer que a construção da usina nuclear Angra 3 permaneça parada até que a Eletronuclear pague as compensações ambientais acordadas com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis).

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Ao solicitar a autorização para construir a usina, a Eletronuclear assumiu uma série de compromissos como ações direcionadas a populações da região e investimento de R$ 50 milhões em saneamento para Angra dos Reis e Paraty.

Caso as condições não sejam atendidas, a licença para a construção poderá ser anulada e a permissão para operação não será emitida.

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Os procuradores do MPF ainda exigiram que seja suspensa em caso de não pagamento, toda e qualquer eventual renovação envolvendo a usina nuclear angra 3. O Principal objetivo dos procuradores do MPF é que a Eletronuclear fique impedida de realizar qualquer que seja a atividade que envolva a usina angra 3.

Por fim, o MPF deseja também que a empresa responsável pela usina nuclear angra 3 apresente ao IBAMA uma espécie de plano sustentável atualizado e pague também uma multa de 30 milhões de reais, em nota a Eletronuclear explicou  que ainda não foi comunicada oficialmente da ação e, por isso, não pode se posicionar no momento.  

Angra 3 será a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Quando entrar em operação comercial, a nova unidade com potência de 1.405 megawatts, será capaz de gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período. Com Angra 3, a energia nuclear passará a gerar o equivalente a 50% do consumo do Estado do Rio de Janeiro.

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Valdemar Medeiros
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