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MPF exige mais de R$ 20 bi da Braskem pelos danos da extração de sal-gema em Maceió

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 20/08/2019 às 01:00 Atualizado em 19/08/2019 às 18:44

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Braskem Maceió
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Odebrechet e Petrobras, acionistas da Braskem devem, depositar ao menos 15% do valor inicial pretendido, pelos danos causados no município de Maceió

O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Trabalho que acompanha o Caso Pinheiro em Alagoas, ingressou com ação civil pública (ACP), com pedido de liminar, contra a empresa química e petroquímica Braskem S.A., pelas rachaduras e afundamento dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro em Maceió.

Na região há uma falha geológica e a empresa deveria ter realizado testes antes de fazer perfuração e mineração, iniciada ainda nos anos 70.

O órgão pede reparação de pelo menos R$ 20,5 bilhões pelos danos causados no município de Maceió, sendo que a Braskem e suas acionistas Odebrechet e Petrobras devem, em caráter liminar, depositar R$ 3,075 bilhões, ou 15% do valor inicial pretendido, em um fundo privado.

A Braskem é controlada atualmente pela Odebrecht, que possui 38,3% das ações e 50,1% do capital votante da petroquímica. A Petrobras possui 36,1% das ações e 47% do capital votante.

“Caberá, ainda, às empresas manter capital de giro no fundo nunca inferior a R$ 2 bilhões ou, após definido o cronograma físico e financeiro da reparação, a 100% dos gastos previstos para os 12 meses subsequentes”, diz o comunicado do MPF.

No fim de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) desbloqueou R$ 3,7 bilhões em recursos da Braskem, em decisão favorável à petroquímica em outro processo judicial contra a companhia.

Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, determinou que os processos contra a petroquímica são de competência da Justiça Federal.

A fim de prevenir que a Braskem continue a operar com os mesmos problemas, submetendo a população a danos da mesma espécie, o MPF requer a realização de auditoria independente que avalie a governança corporativa da empresa. Caso a Braskem não contrate auditoria externa, caberá a obrigação subsidiariamente à Odebrecht e à Petrobras.

O MPF requer o monitoramento das estruturas de operação da Braskem, o que abrange estudos rotineiros de sonares, campanhas topográficas, estudos geomecânicos, providências para a manutenção adequada das minas, monitoramento constante dos poços de explotação de água, visando a segurança hídrica.

A Braskem ainda não se manifestou sobre a nova ação.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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