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Refinaria da Petrobras Reduc, tem suas atividades paralisadas parcialmente e estatal é intimada pelo MPF a pagar 50 milhões

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 19/12/2019 às 22:39

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MPF pede paralisação parcial da Reduc e pagamento de R$ 50 mi pela Petrobras
MPF pede paralisação parcial da Reduc e pagamento de R$ 50 mi pela Petrobras
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Na ação movida pelo MPF contra a Petrobras pede a redução do lançamento de efluentes e a adequação da atividade produtiva da Reduc no prazo de 30 dias.

Petrobras é processada pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, a ação civil pública solicita a paralisação parcial da refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ), até que haja uma regularização da emissão de efluentes no Rio Iguaçu e na Baía de Guanabara, informou o órgão em nota. Lava Jato 70 mira fraude em contratos de R$ 6 bilhões de afretamento de navios Petrobras.

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Também são réus na ação, que tem como objetivo garantir o cumprimento de obrigações socioambientais, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Estado do Rio de Janeiro, afirmou o MPF.

Na ação movida pelo MPF, pede a redução do lançamento de efluentes e a adequação da atividade produtiva no prazo de 30 dias, além de solicitar a adoção de plano emergencial para o cumprimento de diversas ações que a empresa deveria ter adotado no termo de ajustamento de conduta (TAC) que firmou com o Poder Público em 2011.

O TAC se encerrou em 2017 sem o cumprimento de medidas que seriam fundamentais, na visão do MPF, para uma proteção efetiva do meio ambiente.

Segundo o MPF, a assinatura de acordos da empresa com o INEA e o Estado do Rio de Janeiro vem servindo ao adiamento de cumprimento de obrigações por parte da empresa.

“Verifica-se que a postergação indefinida do cumprimento de obrigações essenciais acaba por legitimar a violação, em larga escala, de princípios constitucionais ambientais e de toda a legislação correlata”, afirma o procurador da República Julio José Araujo Junior, em nota nesta quinta-feira,19.

A Petrobras deverá reparar os danos causados ao meio ambiente e à saúde da população, por meio de investimentos em projetos socioambientais no valor de R$ 50 milhões, a serem estabelecidos em conjunto com a população local, com participação obrigatória do MPF.

Já o INEA e o Estado devem reparar os danos causados pela omissão na fiscalização, por meio do aporte de recursos para a implantação de projetos destinados ao tratamento de saúde da população afetada. Além disso, os três réus deverão reparar os danos morais coletivos causados à população, em conjunto com o INEA e o Estado do Rio de Janeiro. No valor de R$ 40 milhões.

A apuração do ógão apontou a existência de problemas no licenciamento da refinaria e constante despejo de substâncias tóxicas na Baía de Guanabara e seus corpos hídricos adjacentes, com fortes impactos na biodiversidade local.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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