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Energia renovável se manteve estável no mercado em comparação a energia nuclear em meio a pandemia

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 27/09/2020 às 10:09
Atualizado em 21/03/2022 às 10:34
energia renovável - energia nuclear
painéis solares fotovoltaicos e turbinas eólicas, gerando energia alternativa de eletricidade da natureza Conceito de ecologia.
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A produção de energia renovável avançou em meio à pandemia Covid-19, resistindo melhor do que a ligada à energia nuclear, que caiu diante de uma queda na demanda

No 1º trimestre de 2020, “a implantação e produção da energia renovável resistiu  melhor aos efeitos da pandemia (…) do que o setor de energia nuclear”, destacou a edição 2020 do World Nuclear Industry Status Report, relatório anual dedicado para o assunto.

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Energia renovável teve alta de 3%

Neste período, a produção de energias renováveis cresceu cerca de 3%, enquanto a sua quota relativa na produção mundial aumentou 1,5 pontos percentuais.

Segundo os autores, este aumento deve-se principalmente a um “aumento de dois dígitos na percentagem de energia eólica e a um salto na produção de energia solar fotovoltaica (FV) de projetos instalados durante o ano anterior.”

Energia nuclear teve queda

A produção nuclear, por outro lado, caiu “cerca de 3%” no período, em resposta à menor demanda e porque menos reatores estavam operacionais em algumas regiões.

Covid-19 “é a primeira pandemia dessa magnitude” na história da energia nuclear, afirma o documento. Em 2019, a participação da produção de eletricidade a partir de energias renováveis (excluindo hidroeletricidade) no cabaz energético ultrapassou pela primeira vez a da energia nuclear (10,39% contra 10,35%). No entanto, o impacto de médio prazo da pandemia na matriz energética está “longe de ser claro”, segundo o relatório.

Também em 2019, a produção anual de eletricidade nuclear aumentou. Atingiu 2.657 terawatts-hora líquidos (TWh), um aumento de 3,7% em relação a 2018 “e apenas 3 TWh a menos que o pico histórico de 2006”, podemos ler no relatório. Metade desse aumento está ligada a um aumento de mais de 19% na produção nuclear chinesa.

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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