Massa de ar polar avança pelo Centro-Sul e deve provocar madrugadas geladas, risco de geada e temperaturas negativas em áreas de altitude, com maior impacto no Sul e reflexos também em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
O avanço de uma massa de ar polar deve fazer desta terça-feira (16) o período de frio mais intenso da atual incursão sobre o Centro-Sul do Brasil, com risco de temperaturas negativas no Sul e queda acentuada nos termômetros em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Segundo reportagem publicada pelo site Meteored Brasil, o ar frio ganhou força após a combinação entre uma frente fria no oceano e áreas de instabilidade entre o Sudeste e o Centro-Oeste, condição que favoreceu a entrada da massa polar sobre parte do país.
Entre esta terça-feira (16) e a madrugada de quarta-feira (17), a condição mais crítica deve atingir principalmente áreas de altitude do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde o relevo favorece marcas mais baixas durante a noite.
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Em Santa Catarina, a projeção indica chance de temperaturas negativas em toda a Serra e no Planalto, com possibilidade de mínimas de até -6°C em pontos mais frios, especialmente em baixadas e áreas de maior altitude.
Massa de ar polar avança pelo Centro-Sul
Com ventos de sul transportando ar frio para o interior do continente, a massa polar começou a avançar com mais força na segunda-feira (15), logo após a mudança no padrão do tempo provocada pela frente fria no oceano.
A queda nas temperaturas, antes mais concentrada no Sul, também alcançou Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, embora a intensidade mais elevada siga restrita aos estados sulistas, especialmente em regiões serranas e pontos de maior altitude.
No Rio Grande do Sul, as menores temperaturas são esperadas em áreas da Campanha, do Sul, do Oeste, da Serra, do Norte e de parte da região Central, com maior sensação de frio durante a madrugada e no início da manhã.
De acordo com a previsão do Meteored Brasil, o frio ganhou novo impulso nesta terça-feira (16), com potencial para temperaturas abaixo de zero na Serra Gaúcha, no Norte gaúcho, na Serra Catarinense, no Meio-Oeste catarinense e no extremo sul do Paraná.
Na região de Porto Alegre, a queda deve ser menos intensa do que nas áreas serranas, mas capital e Região Metropolitana ainda sentem mudança acentuada em relação aos dias anteriores, com vento e umidade ampliando a sensação de frio.
Serra Catarinense pode registrar frio extremo
As regiões de maior altitude de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul concentram o principal risco de frio extremo nesta onda polar, porque combinam relevo elevado, noites mais frias e maior perda de calor durante a madrugada.
Na Serra Catarinense e no Planalto, os modelos indicam temperaturas negativas, enquanto pontos específicos podem registrar marcas ainda menores por causa do acúmulo de ar frio em vales, baixadas e áreas afastadas dos centros urbanos.
Esse comportamento costuma fazer com que a temperatura próxima ao solo fique abaixo da prevista para a cidade como um todo, já que modelos meteorológicos nem sempre captam com precisão as variações locais do relevo.

O site Meteored Brasil também apontou que pontos isolados da Serra Catarinense podem se aproximar de -6°C, especialmente em baixadas e áreas de maior altitude, onde o frio fica retido por mais tempo durante a madrugada.
Na segunda-feira (15), a intensidade da massa polar já havia aparecido em registros negativos no Sul, segundo a CNN Brasil, que citou dados do Climatempo e informou mínima de -4,7°C em São Joaquim, na Serra Catarinense.
Geada coloca centenas de cidades em alerta
Além da queda nos termômetros, a onda de frio aumenta o risco de geada em parte do Sul do país, fenômeno favorecido por ar frio intenso, umidade próxima ao solo, céu mais aberto e perda de calor durante a madrugada.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso de perigo potencial para geada em 333 municípios, segundo levantamento citado pelo Meteored Brasil, com maior concentração de cidades sob atenção na Serra Gaúcha, na Serra Catarinense e em áreas do centro e do sul gaúcho.
Pelo Rio Grande do Sul, a geada pode aparecer de forma ampla na Serra, na Campanha, no Norte e em pontos da região Central, enquanto Santa Catarina deve ter risco mais concentrado na Serra, no Planalto e em parte do Meio-Oeste.
No Paraná, a possibilidade de temperaturas negativas é menor e tende a ficar mais restrita ao extremo sul do estado, embora cidades do interior ainda possam registrar amanhecer frio e Curitiba também sinta a queda nos termômetros.
São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio sentem a queda
Fora da Região Sul, a massa de ar polar chega com menor intensidade, mas ainda altera o padrão do tempo, principalmente nas primeiras horas do dia, quando o frio tende a ser mais perceptível em áreas elevadas e no interior.
Em São Paulo, as menores temperaturas devem ocorrer entre o fim da madrugada e o início da manhã, com maior impacto no interior, na região metropolitana e em pontos de altitude, enquanto o litoral registra mínimas mais altas por influência marítima.
Mesmo sem frio extremo no litoral paulista, vento e umidade podem ampliar a sensação de frio ao longo do dia, especialmente em áreas expostas, onde a mudança na direção dos ventos reforça a percepção de queda térmica.
No Mato Grosso do Sul, o frio se concentra no centro-sul do estado e deve ser sentido com mais força durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, enquanto o Rio de Janeiro recebe o ar frio de forma mais moderada.
Pela previsão, áreas serranas e o sul fluminense podem ter redução nas temperaturas, mas sem o mesmo potencial de marcas negativas observado nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina durante esta incursão polar.
Frio chega antes do inverno oficial
Poucos dias antes do início oficial do inverno no Hemisfério Sul, previsto para 21 de junho de 2026, a onda de frio reforça um padrão comum da transição entre estações, quando frentes frias se tornam mais frequentes.
Mesmo ainda no outono, massas de ar polar conseguem avançar com força pelo Brasil nesta época do ano, especialmente quando sistemas frontais no oceano abrem caminho para a entrada de ar frio de origem polar.
Nesta incursão, a diferença está na intensidade da queda de temperatura e no alcance da massa fria, que não se limita ao Sul e também influencia parte do Sudeste e do Centro-Oeste ao longo da semana.
A frente fria seguinte deve avançar entre os dias 19 e 20, com retorno da chuva à Região Sul, segundo previsão citada pela CNN Brasil, enquanto a massa polar mantém madrugadas geladas, geadas e temperaturas muito baixas na última semana do outono.

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