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A brasileira que pode ser a pessoa viva mais velha do planeta tem 119 anos, mora em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, gosta de banana, não usa medicamentos e agora enfrenta uma corrida contra documentos perdidos para entrar no Guinness

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 17/06/2026 às 14:48
Atualizado em 17/06/2026 às 14:50
A brasileira que pode ser a pessoa viva mais velha do planeta tem 119 anos, mora em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, gosta de banana, não usa medicamentos e agora enfrenta uma corrida contra documentos perdidos para entrar no Guinness
Deolira Gliceria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Rio de Janeiro, chama atenção de médicos e pesquisadores por sua idade extraordinária, rotina simples e possível entrada no Guinness como uma das pessoas mais longevas já registradas.
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Deolira Gliceria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Rio de Janeiro, chama atenção de médicos e pesquisadores por sua idade extraordinária, rotina simples e possível entrada no Guinness como uma das pessoas mais longevas já registradas.

Uma brasileira de 119 anos pode estar diante de um feito histórico capaz de colocar novamente o Brasil no centro das atenções mundiais. Deolira Gliceria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, afirma estar a poucos meses de completar 120 anos e busca ser reconhecida oficialmente como a pessoa mais velha viva do mundo.

O caso ganhou repercussão internacional depois que a história foi divulgada pela Reuters. Deolira nasceu, segundo documentos apresentados por sua família, em 10 de março de 1905, na zona rural de Porciúncula, município do interior fluminense.

Se a idade for confirmada por entidades oficiais, a brasileira poderá superar o registro atualmente reconhecido pelo Guinness World Records, que aponta outra brasileira, a freira Inah Canabarro Lucas, do Rio Grande do Sul, como a pessoa viva mais longeva do planeta, aos 116 anos.

Brasileira de 119 anos vive no interior do Rio e impressiona médicos

A brasileira que pode ser a pessoa viva mais velha do planeta tem 119 anos, mora em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, gosta de banana, não usa medicamentos e agora enfrenta uma corrida contra documentos perdidos para entrar no Guinness
Deolira Gliceria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Rio de Janeiro, afirma ter 119 anos e chama atenção de médicos por manter bom estado geral de saúde, não usar medicamentos contínuos e buscar reconhecimento no Guinness como possível pessoa mais longeva viva do mundo.

Deolira Gliceria Pedro da Silva vive atualmente em uma casa colorida em Itaperuna, onde recebe cuidados de duas netas: Doroteia Ferreira da Silva, de 60 anos, e Leida Ferreira da Silva, de 64 anos.

Mesmo com idade muito acima da média nacional, a bisavó chama atenção por um detalhe raro: segundo seu médico, ela apresenta bom estado geral de saúde para a idade e não faz uso de medicamentos contínuos.

O geriatra Juair de Abreu Pereira, responsável por acompanhar Deolira com frequência, afirmou que ela completaria 120 anos em 2025. Para o médico, a brasileira tem condições físicas surpreendentes para alguém que já teria atravessado mais de um século de história.

A longevidade da idosa também despertou o interesse de pesquisadores. Um deles é Mateus Vidigal, da Universidade de São Paulo, que estuda o caso dentro de um projeto voltado à compreensão da população de pessoas muito idosas no Brasil.

Família tenta provar idade e levar caso ao Guinness World Records

A família de Deolira afirma ter documentos que indicam seu nascimento em 1905, mas o reconhecimento oficial ainda enfrenta obstáculos. Segundo relatos médicos, enchentes graves que atingiram a região há quase duas décadas teriam destruído grande parte dos documentos originais da brasileira.

Esse detalhe pode se tornar decisivo. Para o Guinness World Records, não basta apenas declarar a idade. É necessário apresentar documentação sólida, verificável e aceita pelas organizações responsáveis por confirmar recordes mundiais.

Em comunicado, o Guinness informou que não podia confirmar o recebimento da solicitação envolvendo Deolira, já que recebe pedidos de várias partes do mundo de pessoas que também afirmam ser a pessoa viva mais velha do planeta.

Por isso, embora a família e os médicos estejam confiantes, o caso ainda depende de validação oficial. O ponto central não é apenas a idade alegada, mas a capacidade de comprovar cada etapa da vida da idosa por meio de registros reconhecidos.

Documentos apontam nascimento em 1905, mas verificação ainda é desafio

Documento de nascimento com ano de 1905 ilustra o principal desafio da família de Deolira Gliceria Pedro da Silva: comprovar oficialmente a idade da brasileira de Itaperuna, que afirma ter 119 anos e busca reconhecimento no Guinness como uma das pessoas mais longevas do mundo.
Documento de nascimento com ano de 1905 ilustra o principal desafio da família de Deolira Gliceria Pedro da Silva: comprovar oficialmente a idade da brasileira de Itaperuna, que afirma ter 119 anos e busca reconhecimento no Guinness como uma das pessoas mais longevas do mundo.

De acordo com as informações apresentadas pela família, Deolira teria nascido em 10 de março de 1905, em uma área rural de Porciúncula. Isso significa que ela teria vivido a infância em um Brasil completamente diferente, ainda marcado por poucas estruturas públicas, comunicação limitada e registros civis mais frágeis em regiões afastadas.

Essa realidade ajuda a explicar por que casos de extrema longevidade podem ser difíceis de comprovar, mesmo quando há relatos familiares consistentes. Em áreas rurais antigas, documentos poderiam ser registrados com atraso, perdidos ao longo do tempo ou destruídos por acidentes naturais, como enchentes.

Mateus Vidigal destacou justamente essa fragilidade documental. Segundo o pesquisador, Deolira não foi excluída dos estudos sobre pessoas muito idosas, mas existe o problema da falta de documentação aprovada por organizações como o Guinness World Records.

Ainda assim, ele reconhece que Deolira é, sem dúvida, uma centenária, mesmo que sua idade exata ainda precise passar por validação formal.

Sem medicamentos, com boa alimentação e sono regular

Um dos pontos que mais chamam atenção na rotina da brasileira é a ausência de medicamentos. Enquanto muitas pessoas com idade bem inferior lidam com hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas, Deolira, segundo sua família, não apresenta esses problemas.

A neta Doroteia Ferreira da Silva resumiu o espanto da família ao comparar a saúde da avó com a das gerações mais novas. Ela afirmou que gostaria de chegar à idade de Deolira com a mesma disposição e destacou que, enquanto outras pessoas da família enfrentam problemas como hipertensão e diabetes, a idosa “não tem nada disso”.

Segundo o médico Juair de Abreu Pereira, fatores como alimentação saudável, bons hábitos de sono e convivência familiar próxima podem ajudar a explicar a longevidade da brasileira.

Outro detalhe simples da rotina chamou atenção: Deolira gosta de comer banana, alimento comum no Brasil e presente em sua alimentação.

Brasil pode ter as duas pessoas mais velhas do mundo?

O caso de Deolira ganha ainda mais força porque o Brasil já aparece no topo dos registros oficiais de longevidade. Atualmente, o Guinness reconhece Inah Canabarro Lucas, freira nascida no Rio Grande do Sul, como a pessoa viva mais velha do mundo.

Se Deolira conseguir comprovar documentalmente sua idade, o país poderá protagonizar uma situação rara: uma brasileira substituiria outra brasileira no posto de pessoa mais longeva do planeta.

Por enquanto, a história permanece entre a admiração e a cautela. Deolira Gliceria Pedro da Silva é tratada por sua família como uma mulher que atravessou gerações, viu o Brasil mudar profundamente e chegou a uma idade que poucas pessoas no mundo conseguem alcançar.

Mas, para que seu nome entre oficialmente no Livro Guinness dos Recordes, ainda falta o passo mais difícil: transformar uma vida impressionante em um registro reconhecido internacionalmente.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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