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África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda queima diesel para funcionar, enquanto empresas correm para cobrir antenas com energia solar e evitar apagões no sinal

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 13/06/2026 às 15:54
Atualizado em 13/06/2026 às 16:06
África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda queima diesel para funcionar
África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda queima diesel para funcionar
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A troca do diesel por energia solar nas torres de celular da África tenta reduzir custos, proteger comunidades rurais, manter chamadas de emergência, pagamentos pelo celular e acesso à internet mesmo longe de redes elétricas confiáveis.

A África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda depende de diesel para funcionar. Essa estrutura mantém o sinal em vilarejos, estradas e áreas rurais onde a eletricidade nem sempre chega com estabilidade.

Essa informação foi publicada por AP News, agência de notícias internacional sediada nos Estados Unidos. O dado mostra um problema pouco visto pelo usuário comum: antes da ligação chegar ao celular, existe uma torre que precisa de energia o tempo todo.

Quando o combustível atrasa, fica caro ou falta, o impacto pode chegar direto ao morador. Sem torre ligada, o sinal falha, o pagamento pelo celular trava, a chamada de emergência não completa e pequenos negócios perdem contato com clientes.

A torre no meio da estrada também precisa de energia para o celular funcionar

Uma torre de celular é a estrutura que espalha o sinal usado em chamadas, mensagens, internet e pagamentos pelo aparelho. Para o morador, ela parece apenas uma antena alta. Para a comunidade, ela pode ser o ponto que mantém serviços básicos conectados.

Em muitas regiões rurais da África, a rede elétrica não é confiável ou não chega até as torres. Por isso, geradores movidos a diesel viraram uma solução comum para manter o sistema ligado.

A troca do diesel por energia solar nas torres de celular da África tenta reduzir custos, proteger comunidades rurais
A troca do diesel por energia solar nas torres de celular da África tenta reduzir custos, proteger comunidades rurais, acesso à internet e outros.

O problema é simples de entender. Se a torre depende de combustível e o combustível não chega, o sinal pode cair. Esse risco pesa mais em lugares onde o celular é usado para receber dinheiro, vender produtos e pedir socorro.

Diesel virou um custo pesado para manter o sinal de celular

O diesel alimenta a maioria das cerca de 500 mil torres de telecomunicação da África. Esse combustível precisa ser comprado, transportado e colocado manualmente nos geradores em muitos locais.

Além do preço, há o desafio da distância. Uma torre em área rural pode depender de caminhões, estrada boa, segurança no transporte e manutenção constante. Cada falha nesse caminho aumenta o risco de interrupção.

Lande Abudu, especialista sênior de energia para a África na GSMA, organização global que representa operadoras móveis, afirmou que o diesel sempre foi um grande custo e que eventos globais tornaram esse gasto ainda mais instável.

No Quênia, empresa diz que 82% de suas 500 torres já usam energia solar

AP News, agência de notícias internacional sediada nos Estados Unidos, detalhou que a Atlas Tower Kenya afirma investir US$ 52,5 milhões para construir 300 novas torres de telecomunicação movidas a energia solar.

A empresa também informa que 82% de suas 500 torres já funcionam com energia solar. A operação atende grandes empresas de telefonia, como Safaricom, Airtel e Telkom Kenya.

O número chama atenção porque mostra que a energia solar não aparece apenas em casas, fazendas ou telhados. Ela também entra na infraestrutura escondida que mantém o celular funcionando em áreas afastadas.

Como painéis solares ajudam a evitar apagões no sinal

Uma torre solar usa painéis para transformar a luz do sol em eletricidade. Essa energia alimenta os equipamentos da antena, enquanto baterias guardam parte da carga para manter o funcionamento em outros períodos.

Em sistemas mistos, o diesel fica como apoio limitado. Na prática, isso reduz a dependência de combustível e diminui o risco de queda quando há atraso no abastecimento.

Para vilarejos rurais, essa diferença pode ser grande. Uma torre ligada com mais estabilidade ajuda a manter internet, chamadas, pagamentos pelo celular e serviços de emergência funcionando por mais tempo.

A conexão afeta comércio, saúde, educação e socorro

O sinal de celular não serve apenas para conversar. Em muitas comunidades, ele ajuda moradores a receber dinheiro, pagar compras, vender produtos, acessar informações de saúde e manter contato com escolas e serviços.

Martin Imwatok, professor no norte do Quênia, relatou que a comunidade enfrentava dificuldade para processar pagamentos pelo celular e até para chamar ajuda médica antes da instalação de uma torre de telecomunicação.

Torre de comunicação
Torre de comunicação

A fala mostra por que a energia por trás da antena importa. Quando uma torre desliga, o problema não fica preso ao equipamento. Ele chega ao mercado local, ao atendimento de saúde, ao transporte e à rotina das famílias.

Energia solar nas torres reduz a dependência do diesel, mas exige manutenção

A energia solar ajuda a cortar parte do peso do diesel, mas não faz a torre funcionar sozinha para sempre. Painéis, baterias e equipamentos também precisam de manutenção para evitar falhas.

Mesmo assim, a mudança ataca um ponto central. Quanto menor a dependência de geradores movidos a diesel, menor o risco de uma comunidade perder sinal por causa de preço alto, transporte difícil ou falta de combustível.

A expansão de torres solares também pode facilitar a chegada do sinal a lugares mais afastados. Onde puxar rede elétrica custa caro, o sol passa a ser uma alternativa prática para manter a antena ativa.

A corrida por torres de celular com energia solar na África mostra que a conexão digital depende de uma base física e energética. O celular no bolso só funciona porque há antenas ligadas sem parar em algum ponto do caminho.

Com cerca de 500 mil torres no continente, a troca gradual do diesel por painéis solares pode, assim, reduzir apagões no sinal, baixar a pressão dos custos e deixar comunidades rurais menos vulneráveis.

Se uma torre solar pode manter pagamentos, chamadas de emergência e internet funcionando longe das grandes cidades, esse modelo deveria avançar mais rápido em regiões rurais do mundo inteiro?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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