Governo brasileiro avalia que proposta discutida pelo G7 pode manter o país no papel de fornecedor de matéria-prima, sem garantir industrialização, tecnologia e agregação de valor dentro do território nacional
O Brasil não deve endossar o texto do G7 sobre minerais críticos e terras raras, segundo apuração publicada pela CNN Brasil, no blog do jornalista Américo Martins, em 15 de junho de 2026.
A proposta em discussão entre os países do G7 prevê a criação de mecanismos de cooperação para garantir acesso a esses insumos estratégicos. Esses materiais são considerados essenciais para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos militares.
A posição brasileira ocorre em meio ao avanço da disputa global por matérias-primas usadas em setores de alto valor. Minerais críticos e terras raras ganharam peso em cadeias produtivas ligadas à energia limpa, à inovação industrial e à segurança internacional.
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Governo vê risco de Brasil continuar apenas como fornecedor de matéria-prima
Representantes do governo brasileiro ouvidos pela CNN Brasil afirmam que o texto não atende aos interesses prioritários do país.
A avaliação interna é que a proposta pode consolidar uma divisão internacional desfavorável. Nesse cenário, países como o Brasil permaneceriam concentrados na exportação de matérias-primas, enquanto economias mais ricas ficariam com as etapas mais lucrativas da cadeia.
Essa leitura preocupa o governo porque limita o avanço da industrialização nacional. O Planalto entende que a exploração de minerais críticos precisa gerar mais valor dentro do Brasil, e não apenas abastecer mercados externos.
Estratégia brasileira mira parcerias com investimento produtivo
A intenção declarada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é firmar parcerias com todos os países interessados no setor, sem reserva de mercado.
Essas parcerias, entretanto, devem incluir investimentos no desenvolvimento da cadeia produtiva brasileira. A prioridade é atrair projetos capazes de fortalecer etapas internas, como processamento, tecnologia, produção industrial e agregação de valor.
A estratégia busca evitar uma relação econômica limitada. O Brasil quer negociar seus minerais críticos, mas também pretende participar de forma mais relevante da cadeia global que envolve energia, tecnologia e defesa.
Brasil não participa da redação do documento do G7
O Brasil não integra o G7. Por esse motivo, o país não participa da elaboração do texto e também não tem direito de sugerir alterações no documento.
Mesmo fora da redação, o governo brasileiro poderia apoiar formalmente a proposta. A tendência, porém, é que esse apoio não ocorra, conforme a apuração da CNN Brasil.
A decisão reforça uma mensagem diplomática clara. O Brasil quer ampliar cooperações internacionais, mas não pretende aceitar um modelo que o coloque apenas como exportador de riqueza mineral bruta.
Agenda de Lula no G7 terá comércio e desenvolvimento
À margem da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, Lula terá compromissos bilaterais nesta terça-feira, 16 de junho de 2026.
O presidente brasileiro deve se reunir com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. A expectativa é que os dois governos anunciem o início de negociações para um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul.
Lula também terá encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A reunião deve tratar das restrições recentes impostas pela União Europeia à importação de carne bovina, ligadas a exigências sanitárias.
Discurso deve cobrar financiamento para países mais pobres
Lula fará ainda seu primeiro discurso diante dos líderes do G7 em uma sessão dedicada ao financiamento para o desenvolvimento de países mais pobres.
A fala deve criticar a redução recente da ajuda internacional ao Sul Global. O presidente também deve defender maior compromisso das nações ricas com políticas de desenvolvimento.
O discurso deve mencionar os bilhões de dólares gastos anualmente com armamentos. A comparação será feita com problemas urgentes, como o combate à fome, que seguem sem recursos suficientes.
Minerais críticos viram teste para a posição global do Brasil
A decisão brasileira mostra que o debate sobre minerais críticos e terras raras vai além da mineração. O tema envolve soberania econômica, indústria, tecnologia e poder de negociação internacional.
O governo tenta evitar que o país repita uma velha lógica: exportar riqueza natural em estado bruto e importar produtos com maior valor agregado.
A posição de não apoiar o texto do G7, portanto, coloca o Brasil em uma disputa estratégica. O país quer vender, negociar e atrair parceiros, mas também deseja transformar seus minerais em desenvolvimento industrial dentro de casa.
O que você acha que deve ser prioridade para o Brasil: vender minerais críticos rapidamente ao exterior ou investir primeiro na cadeia produtiva nacional para gerar mais valor dentro do país? Deixe sua opinião!

Não podemos fazer como acontece em 1500. Pos o Brasil e roubado des de lá. Tem que ter responsabilidade com as terras dos povos que aqui ja viviam, e nosso antepassados roubaram. Até hoje quem ficou não tem respeito, vendem tudo a preço de ****, fala sério um país deste tamanho rico em tudo e se comporta como meno pobre.
Por outro lado so tem pessoas no poder tirando aproveito “roubando tudo para seus bloso.
O governo brasileiro está de parabéns pela iniciativa. Desde o descobrimento somos exportadores de matéria prima para os países ricos. Agora com as terras raras precisamos mudar os termos dos acordos internacionais. Precisamos fazer parcerias que favoreçam nosso desenvolvimento e crescimento econômico.
Por isso concordo com o posicionamento do governo brasileiro.
Eu concordo em produzir no país e gerar recursos para o país, porque não adianta vender e depois ter que comprar com o preço mais alto e o que está acontecendo com o nosso petróleo vende **** e compra refinado