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Telescópio James Webb descobre galáxia gigante “que não gira” e possui mais estrelas que a Via Láctea: A galáxia XMM-VID1-2075 foi observada a menos de 2 bilhões de anos do Big Bang e intriga os cientistas

Publicado em 08/05/2026 às 08:56
Atualizado em 08/05/2026 às 08:58
A galáxia XMM-VID1-2075 não gira, desafiando as leis da evolução cósmica. Saiba como o telescópio James Webb descobriu este enigma a 2 bilhões de anos após o Big Bang.
A galáxia XMM-VID1-2075 não gira, desafiando as leis da evolução cósmica. Saiba como o telescópio James Webb descobriu este enigma a 2 bilhões de anos após o Big Bang. (Imagem meramente ilustrativa)
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A galáxia XMM-VID1-2075 não gira, desafiando as leis da evolução cósmica. Saiba como o telescópio James Webb descobriu este enigma a 2 bilhões de anos após o Big Bang.

A compreensão atual sobre o nascimento das grandes estruturas do cosmos está sendo desafiada pela descoberta da XMM-VID1-2075. Localizada a uma distância temporal de menos de 2 bilhões de anos após o Big Bang, esta galáxia massiva surpreendeu astrônomos por não apresentar qualquer movimento de rotação líquida, segundo informações do Olhar Digital.

Segundo os dados captados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), o objeto — que possui mais estrelas do que a nossa própria Via Láctea — exibe uma dinâmica interna de puro caos estelar, sugerindo que as regras tradicionais de formação galáctica podem precisar de uma revisão profunda.

O teste definitivo para os modelos astronômicos

Até o momento, as simulações que tentam descrever o início do universo previam que galáxias gigantes e estáticas seriam fenômenos quase impossíveis de encontrar tão cedo na linha do tempo cósmica. A existência da XMM-VID1-2075 oferece uma oportunidade rara para os cientistas validarem ou descartarem essas teorias.

De acordo com Ben Forrest, pesquisador da Universidade da Califórnia, Davis, e autor principal do estudo publicado na Nature Astronomy:

“Existem simulações que preveem um número muito pequeno dessas galáxias não rotativas muito cedo no universo, mas esperam que sejam bastante raras. Esta é uma forma de testarmos essas simulações e descobrirmos quão comuns elas são, o que pode nos dar informações sobre se nossas teorias de evolução estão corretas.”

A galáxia XMM-VID1-2075 não gira, desafiando as leis da evolução cósmica. Saiba como o telescópio James Webb descobriu este enigma a 2 bilhões de anos após o Big Bang.
A galáxia XMM-VID1-2075 não gira, desafiando as leis da evolução cósmica. Saiba como o telescópio James Webb descobriu este enigma a 2 bilhões de anos após o Big Bang. Fonte: Forrest et al.

A hipótese do “cancelamento” por colisão

Para explicar como uma galáxia de tamanha magnitude pode existir sem o movimento giratório que normalmente a sustenta, a equipe internacional de astrônomos propõe um cenário de impacto direto.

Em vez de pequenas fusões graduais, a XMM-VID1-2075 teria sido formada por um encontro frontal violento entre dois sistemas com rotações opostas.

Essa colisão teria agido como um freio gravitacional, resultando em:

  • Anulação do momento angular: O giro de uma compensou o da outra, zerando o movimento líquido.
  • Movimentos caóticos: As estrelas passaram a se mover de forma desordenada, sem um eixo central.
  • Morte estelar precoce: O choque pode ter expulsado o gás combustível, tornando a galáxia “quiescente” (sem novas estrelas).

Assimetria e o “excesso de luz” detectado pelo telescópio James Webb

Um dos detalhes mais intrigantes observados pelo telescópio James Webb foi uma mancha de luminosidade irregular em um dos flancos da galáxia. Esse dado técnico é a peça-chave que sustenta a teoria da interação externa.

Ao analisar o sistema por meio do projeto MAGAZ3NE, os pesquisadores notaram que a luz não se distribuía de forma concêntrica. Sobre este fenômeno, Forrest comenta: “Vemos um grande excesso de luz de um lado, sugestivo de algum outro objeto que veio e está interagindo com o sistema, potencialmente mudando sua dinâmica.”

Além dessa assimetria, a ausência de rotação foi confirmada por espectroscopia de alta precisão, que monitorou a velocidade individual dos astros no interior do sistema. “Esta galáxia em particular não mostrou evidências de rotação, o que foi surpreendente e muito interessante”, conclui o pesquisador.

Com informações do Olhar Digital

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Andriely Medeiros de Araújo

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