Esse cenário ‘tenebroso’, que forma consenso entre analistas de mercado e economistas, já foi classificado de ‘bomba fiscal’, cuja ‘detonação’ está prevista para ocorrer, logo no início do próximo mandato presidencial, no ano que vem, qualquer que seja o ocupante do Planalto.
Alto endividamento exige ajustes estruturais profundos
Como ‘pano de fundo’ de tal situação imprevisível, constata-se a urgência de ajustes estruturais profundos, face ao patamar elevado do endividamento público e o engessamento do orçamento da União por gastos obrigatórios.
Nessa toada perversa, calcula-se que a Dívida Pública Federal (DPF) encerrará dezembro de 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões (80% de um montante do PIB, estimado em R$ 13 trilhões), conforme previu o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado pelo Tesouro Nacional.
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Sinal amarelo para continuidade de desequilíbrio fiscal
Pelo viés eleitoral, o aumento da vantagem de Lula sobre Flávio nas pesquisas de intenção de voto acendeu o sinal amarelo do mercado, por entenderem que a eventual vitória do petista no pleito de outubro próximo indicaria a perpetuação do desequilíbrio fiscal.
Olhando no médio prazo, o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, ressalta que o próximo governante, independentemente da coloração partidária, terá de enfrentar, já a partir de 2027, uma ‘situação fiscal muito difícil’.
Saída da encruzilhada demanda uma série de medidas
Como saída da atual encruzilhada fiscal decorrente da atual gestão perdulária de esquerda – marcada por um déficit nominal de 9% do PIB e um déficit primário de 0,4% do PIB – Salto destaca as seguintes medidas:
- O montante destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou de R$ 20 bilhões para R$ 65 bilhões;
- Os superssalários no serviço público teriam um corte dos penduricalhos de até R$ 11 bilhões;
- As emendas parlamentares, reduzidas à metade;
- Gastos parafiscais;
- Política de abono salarial;
- A desindexação da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao salário mínimo;
- Desvinculação dos pisos de Saúde e Educação dos indicadores de receita.
Ao considerar ‘vital’ a adoção desse conjunto de ações, dentro de um compromisso sério de ajuste fiscal, por parte do próximo mandatário, o economista-chefe da Warren entende ser viável a meta de sair, em dois anos, de um déficit primário de 0,4% do PIB para um superávit de 2% do PIB, o que “permitiria a redução, tanto da taxa Selic, quanto da curva dos juros”.
Superávit primário permitirá estabilização da dívida
Caso o superávit mencionado seja atingido, Salto avalia ser possível estabilizar a dívida no nível de 85% do PIB, antes de seu recuo efetivo. Didático, o executivo da Warren assinala que, “por apresentar uma relação dívida/PIB muito acima dos demais emergentes, o Brasil amarga um prêmio de risco no custo da dívida pública brasileira”.
Em contrapartida, mediante um resultado primário positivo, com superávit de 0,2% do PIB no ano que vem, e de 0,7% do PIB, em 2028, a dívida pública chegaria a 83,4% do PIB e 87% do PIB, respectivamente.
Risco de solvência do país está afastado, por enquanto
Ao desfazer a expectativa de que o Brasil poderia ‘quebrar’, Salto sustenta que o país exibe ‘solvência externa’, além de confiança na moeda e uma situação fiscal ruim, mas não ‘desastrosa’.
Ele explica que não se trata de “um quadro de insolvência, mas uma situação de muito tempo, desde 2014, como reflexo da política adotada entre 2008 e 2014, da chamada ‘contabilidade criativa’, que desmontou o sistema de resultado primário por dentro”.
Ao acentuar que o quadro atual é diverso de há 12 anos, Salto observa que o déficit primário é conhecido (entre 0,4% e 0,5% do PIB ao ano), e os gastos parafiscais são comparativamente inferiores. Ele acrescenta, ainda, que há equilíbrio nas contas externas, uma vez que, mesmo com a piora do déficit corrente (2,5% do PIB), o Investimento Direto no País (IDP) corresponde a 3,3% do PIB no acumulado em 12 meses.

Até parece que o PAINHO DO TRÁFICO cai dar volta na situação que ele mesmo criou! Ademais, as pesquisas eleitorais ainda não absorveram o efeito Jaques Wagner, que se recusa a deixar o cargo e ainda faz ameaças celadas ao chefe.
Mesmo que o cachaceiro ganhe a eleição, o caminho dele será o mesmo da Dilma II: ele não vai desarmar a bomba relógio que montou, que vai explodir numa inflação braba e numa recessão BRUTA, e o povo na rua, exigindo seu impeachment. E a solução do sistema será entregar a sua cabeça ao povo.
Vamos ver se o povo vai cair no golpe de novo. Se cair, merece levar no lombo tudo o que vem por aí.