A interrupção da operação em sete plataformas da Petrobras na Bacia de Campos serão solicitadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro NF) vão solicitar à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e à Vigilância Sanitária, devido ao número de casos de trabalhadores contaminados pelo coronavírus.
Leia também
- Informação de que Petrobras oferece combustível de graça é golpe
- Sumitomo fecha parceria com a Yinson e adere projeto FPSO Marlim 2, na Bacia de Campos
- Licenciamento de até 17 poços de petróleo avançam pela ExxonMobil, nas bacias de Campos e Santos
Os casos ocorreram nas unidades da Petrobras P-26, P-50, P-18, P-35, P-20, P-33 e P-62, todas na Bacia de Campos, informou a Federação Única dos Petroleiros.
-
A ANP abre a porteira de 86 novos blocos de petróleo na Margem Equatorial e amplia a fronteira da Foz do Amazonas
-
A OPÉP+ acelerou o retorno de 188 mil barris por dia ao mercado em julho de 2026 e o petróleo caiu de US$ 112 para US$ 89 o barril em menos de dois meses
-
A TotalEnergies assinou um acordo de 20 anos para comprar 2 milhões de toneladas de GNL do Alaska LNG e deu ao projeto a demanda que faltava para sair do papel
-
A Turquia mandou seu navio de perfuração Çağrı Bey para o fundo do mar na costa da Somália e abriu uma nova fronteira de exploração de petróleo na África
A FUP informou também que de acordo com informações recebidas pelo canal de denúncias criado pelo Sindipetro-NF, diariamente, de dois a três trabalhadores embarcados têm deixado seus postos de trabalho nas plataformas com sintomas da doença.
Os sindicatos acusam a Petrobras de estar sendo negligente na adoção de medidas de saúde preventivas para evitar a contaminação dos empregados pelo novo coronavírus.
Segundo a entidade, as Vans e os helicópteros que transportam os trabalhadores para as plataformas estão sempre lotados e a testagem nos que embarcam não estaria sendo feita em alguns aeroportos.
“E como várias unidades estão registrando casos suspeitos e confirmados da covid-19, a testagem de quem desembarca, que deveria ser feita, não está ocorrendo, o que coloca em risco seus familiares na volta para a casa. Mesmo a locomoção dos funcionários está sendo feita de uma maneira irregular. Vans e helicópteros seguem operando com a sua capacidade normal, gerando aglomerações”, afirma a FUP.
Número de contaminados pelo continua crescendo em plataformas da Petrobras
Ontem (29), a ANP informou que até as 23h59 do dia 28, 234 petroleiros testaram positivo para o coronavíus, dez casos a mais do que no dia anterior.
Ao todo, foram registrados 625 casos de trabalhadores contaminados, incluindo os que atuam nas empresas que executam as atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil. No dia anterior, eram 582 casos.
