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Carnaval de Salvador transforma lixo em R$ 1,4 milhão, bate recorde mundial e entra para o Guinness

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 19/02/2026 às 16:22
Atualizado em 19/02/2026 às 16:23
Operação de coleta seletiva no circuito Barra-Ondina durante Carnaval
Operação de coleta seletiva no circuito Barra-Ondina durante Carnaval
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O Carnaval de Salvador 2026 não entrou para a história apenas pela grandiosidade cultural ou pelo impacto turístico. Desta vez, a capital baiana conquistou reconhecimento internacional ao alcançar o Guinness World Records com o título de maior ação de reciclagem de latinhas do mundo, após recolher mais de 46 toneladas de alumínio em apenas quatro dias de festa.

Além disso, a operação de reciclagem estruturada durante o evento consolidou o Carnaval como uma verdadeira plataforma de impacto socioambiental, combinando sustentabilidade, geração de renda e inclusão produtiva em larga escala.

A informação foi divulgada pela organização do evento em parceria com a Prefeitura de Salvador, conforme comunicado institucional da SECIS e da Limpurb, com apoio da startup de impacto SOLOS e da Ambev.

Operação histórica: 131 toneladas de resíduos e R$ 1,4 milhão em renda

Durante os dias de folia, a operação de coleta seletiva recolheu 131 toneladas de materiais recicláveis. Entre eles estavam latas de alumínio, garrafas PET, plásticos rígidos e embalagens flexíveis. No entanto, o grande destaque foi o volume de alumínio, que superou 46 toneladas marca suficiente para garantir o recorde mundial.

Paralelamente, a estrutura movimentou aproximadamente R$ 1,4 milhão em renda para catadores e cooperativas locais. Portanto, além de reduzir impactos ambientais, o Carnaval de Salvador fortaleceu a cadeia produtiva da reciclagem e ampliou oportunidades econômicas para milhares de trabalhadores.

Ao todo, cerca de 3.000 catadores autônomos participaram da operação. Além disso, mais de 10 cooperativas de reciclagem foram selecionadas por chamamento público conduzido pela Prefeitura, via Limpurb, para operar as centrais de triagem.

Para garantir eficiência logística, a organização instalou Centros de Reciclagem nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande. Nessas estruturas, os catadores podiam entregar os materiais, realizar a pesagem e receber pagamento imediato.

Adicionalmente, a ação distribuiu kits com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), fardamento e ofereceu bonificação de R$ 50 a cada 15 kg de embalagens plásticas coletadas.

Segundo Saville Alves, cofundadora da SOLOS, estruturar reciclagem em grandes celebrações significa estruturar renda, dignidade e cidadania. Portanto, o Carnaval se transformou em vitrine prática de que sustentabilidade e cultura caminham juntas.

Economia circular e legado ambiental permanente

Mais do que um evento pontual, a iniciativa reforçou o conceito de economia circular na gestão pública. Afinal, a articulação envolveu setor público, empresas privadas, cooperativas e trabalhadores autônomos em uma cadeia integrada de coleta, triagem e destinação correta dos resíduos.

Carlos Gomes, presidente da Limpurb, destacou que a operação exigiu alto nível de coordenação entre os diferentes setores. Segundo ele, o reconhecimento do Guinness World Records comprova a eficiência do modelo adotado.

Além disso, Ivan Euler, secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), afirmou que a sustentabilidade está cada vez mais integrada às grandes celebrações da cidade. Dessa forma, o Carnaval deixou de ser apenas festa e passou a ser também instrumento de política pública ambiental.

Outro diferencial relevante foi a criação de espaços de convivência e cuidado para crianças, oferecendo alimentação, hidratação e descanso às famílias dos catadores durante os dias de trabalho intenso. Assim, o impacto da ação ultrapassou a dimensão econômica e alcançou também o aspecto social.

Consequentemente, o Carnaval de Salvador se consolida como modelo replicável para outros grandes eventos no Brasil e no mundo.

Salvador mostra que festa e sustentabilidade podem caminhar juntas

Enquanto muitos enxergam o Carnaval apenas como entretenimento, Salvador demonstra que grandes eventos podem se tornar motores de transformação socioambiental.

Com 46 toneladas de alumínio recicladas em quatro dias, 131 toneladas de resíduos reaproveitados e R$ 1,4 milhão gerados para catadores, a capital baiana prova que economia circular, inclusão produtiva e gestão pública eficiente podem coexistir.

Portanto, mais do que um recorde mundial, o feito representa um novo padrão para eventos sustentáveis no Brasil.

Você acredita que outros grandes eventos do Brasil deveriam seguir o modelo sustentável adotado pelo Carnaval de Salvador?

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Jefferson Augusto

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