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Onde a falta de água e energia afeta comunidades no deserto colombiano, 30 famílias receberam casas de 80 m² com painéis solares, banheiro sem descarga e coleta de chuva

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 07/07/2026 às 19:24 Atualizado em 07/07/2026 às 19:26
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As casas sustentáveis de Alta Guajira unem captação de água da chuva, energia solar e banheiro seco
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As casas sustentáveis de Alta Guajira unem captação de água da chuva, energia solar e banheiro seco para reduzir dificuldades básicas, mas mostram que a moradia adaptada depende de manutenção, participação das famílias e acesso aos equipamentos.

Trinta casas sustentáveis de 80 m² foram construídas e entregues para famílias Wayuu em Uribia, na Alta Guajira, norte da Colômbia. As unidades usam painéis solares, banheiro seco e captação de água da chuva, recursos pensados para uma região marcada por seca, calor e isolamento.

Cada moradia foi planejada para grupos de 7 a 10 pessoas e fica em terreno pertencente à família. A primeira etapa teve construção e entrega entre julho de 2024 e julho de 2025, portanto as 30 unidades já foram concluídas.

As informações foram divulgadas por Cementos Argos, empresa privada que apresentou a ficha do projeto. O Miiroku reúne moradia, água, energia e saneamento em uma mesma proposta para comunidades Wayuu.

Uma casa feita para enfrentar seca, calor e isolamento

A Alta Guajira enfrenta seca extrema, temperaturas elevadas e longas distâncias até serviços básicos. A situação limita o acesso à água, à energia e ao saneamento para parte das famílias da região.

As casas foram pensadas para reduzir parte dessas dificuldades dentro da própria moradia. Cada unidade reúne energia solar, coleta de chuva e banheiro seco, sem depender apenas de uma rede tradicional de serviços.

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O projeto das casas sustentáveis também incluiu contratação de trabalhadores locais, compra de materiais da região e treinamento contínuo. Isso ajuda a aproximar a construção da rotina e dos costumes das famílias que vivem no território.

Captação de água da chuva pode chegar a 2 mil litros por mês chuvoso

O sistema instalado nas casas recolhe e purifica a água da chuva. A capacidade pode alcançar até 2 mil litros por família a cada mês da estação chuvosa.

Esse volume está ligado aos meses em que há chuva na região. Por isso, não representa uma quantidade fixa para todo o ano, mas cria uma alternativa importante em um local onde a água é escassa.

A captação de água da chuva mostra que uma casa em área seca precisa ser planejada além de paredes e telhado. O acesso à água entra como parte central das casas sustentáveis.

Banheiro seco não usa água na descarga e exige cuidado no dia a dia

O banheiro seco funciona sem água na descarga. A escolha reduz o uso de um recurso limitado em uma região onde muitas famílias também enfrentam falta de saneamento.

Uma casa feita para enfrentar seca, calor e isolamento
Uma casa feita para enfrentar seca, calor e isolamento

Esse tipo de banheiro não é uma solução improvisada. Ele precisa de orientação para uso e cuidados constantes, motivo pelo qual o projeto incluiu treinamento junto às comunidades.

Cementos Argos, empresa privada que apresentou a ficha do projeto, registrou banheiros secos e energia solar em 100% das unidades construídas.

Estrutura de aço e revestimento de terra unem segurança e costumes locais

As casas combinam uma estrutura industrializada de aço com conhecimentos tradicionais das comunidades Wayuu. A união busca entregar mais segurança à construção sem deixar de lado técnicas ligadas ao território.

Os revestimentos de terra passaram por testes em laboratório e no campo para melhorar misturas já usadas na região. Em termos simples, a terra recebeu ajustes para funcionar melhor nas paredes das casas.

Estrutura de aço e revestimento de terra unem segurança e costumes locais
Estrutura de aço e revestimento de terra unem segurança e costumes locais

A escolha procurou unir rapidez na obra, resistência e respeito ao modo de morar das famílias. A moradia não foi desenhada como uma construção igual para todos os lugares.

Levar materiais a áreas isoladas também fez parte do desafio

O acesso difícil tornou o transporte de materiais, ferramentas e equipamentos uma etapa importante da obra. Em Alta Guajira, a distância e a falta de serviços básicos aumentam a dificuldade de construir e manter uma casa.

O transporte de insumos foi feito com participação das comunidades. Essa relação ajuda a explicar por que uma solução de casas sustentáveis precisa considerar não apenas a entrega, mas também o uso e o cuidado após a construção.

Placas solares, coleta de água e banheiro seco exigem equipamentos que precisam continuar funcionando ao longo do tempo. Por isso, treinamento e participação das famílias fazem diferença no resultado.

O semiárido brasileiro pode aprender sem copiar a casa colombiana

A experiência colombiana não deve ser copiada de forma automática para qualquer cidade ou comunidade rural do Brasil. Cada região tem volume de chuva, acesso à água, materiais disponíveis e necessidades próprias.

O ponto principal está em planejar casas sustentáveis para lidar com o clima local. Captação de água da chuva, energia solar e banheiro seco podem ajudar, mas precisam de projeto adequado, manutenção e participação das pessoas que vão morar no local.

Em Uribia, as 30 casas mostram que água, energia, saneamento e espaço para famílias maiores podem ser pensados juntos. A solução não elimina todos os problemas da região, mas melhora condições básicas dentro da própria moradia.

Na sua opinião, qual recurso deveria chegar primeiro a uma comunidade isolada, água, energia ou saneamento, para uma casa melhorar de fato a vida das famílias? Deixe seu comentário e compartilhe esta publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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