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Petrobras dá à Sete Brasil mais tempo para cumprir os termos de liquidação

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 25/06/2020 às 09:15 Atualizado em 11/08/2020 às 10:22
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Sonda DRU1 Urca (direita) e Sonda DRU2 Frade (esquerda), sendo construídas no Estaleiro BrasFELS – Angra dos Reis/RJ. FOTO SETE BRASIL
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A Petrobras prolongou o prazo para certas condições de um acordo com a Sete Brasil relacionados a um afretamento e também rescisão de contratos para 24 plataformas de perfuração

A Petrobras informou na quarta-feira (24) que seu conselho executivo adiou o prazo para o acordo entre as duas empresas, de 30 de junho de 2020 a 30 de setembro de 2020.

Para lembrar, a Sete Brasil foi criada em 2011 para construir, possuir e operar uma frota de navios de perfuração em águas ultraprofundas e semi-submersíveis para desenvolver os campos de petróleo do pré-sal operados pela Petrobras no offshore brasileiro

Era para ser um projeto de 28 plataformas, no valor de cerca de US $ 90 bilhões em receita. No entanto, um escândalo generalizado de corrupção surgiu no Brasil, envolvendo a Sete Brasil e a Petrobras.

Sete Brasil não conseguiu obter os fundos necessários para pagar pelas plataformas que encomendou à Sembcorp Marine e Keppel. A Petrobras também se recusou a se comprometer com todo o pacote de contratos da sonda.

Em abril de 2016, a Sete Brasil foi forçada a entrar em processo de falência devido à hesitação da Petrobras em assinar os contratos para as plataformas encomendadas.

Acordo Petrobras – Sete Brasil

Para entender melhor essa decisão da empresa brasileira, é necessário esclarecer qual é o contrato.

Ou seja, a Petrobras chegou a um possível acordo com seu compatriota para fretar quatro e rescindir contratos para outras 24 plataformas de perfuração em fevereiro de 2018.

No entanto, o acordo estava sujeito à aprovação de ambas as empresas. No final de dezembro de 2019, a Petrobras aprovou os termos finais do contrato com a Sete Brasil, sujeito ao cumprimento das condições anteriores.

O acordo aprovado manteve os termos previamente acordados e divulgados, incluindo manutenção de contratos de fretamento e operação para quatro plataformas, com vigência por dez anos e taxa diária de US $ 299.000.

Também envolveu a rescisão de contratos celebrados para as outras 24 plataformas, a remoção da Petrobras e de suas subsidiárias da estrutura acionária das empresas Sete Brasil e FIP Sondas, bem como a conseqüente rescisão de contratos incompatíveis com os termos do contrato. o acordo.

O FIP Sondas é um fundo de private equity do Brasil, que detém uma participação de 95% na Sete Brasil. Os 5% restantes são de propriedade da Petrobras.

Além disso, a Magni Partners, vencedora do leilão em recuperação judicial da Sete Brasil, em parceria com a Etesco, fretará e operará as quatro plataformas restantes, ainda em construção.

No momento da aprovação, a Petrobras afirmou que a assinatura dos contratos formalizaria o contrato, mas dependia do cumprimento das regras de governança da Sete Brasil e de outras empresas envolvidas.

Como resultado, a eficácia do contrato e de outros contratos dependia do cumprimento das condições que devem ocorrer ao longo do tempo, e o último deveria ser implementado até 30 de junho de 2020.

O prazo já foi adiado por alguns meses.

Outros acordos da Sete Brasil

A Sete Brasil em outubro de 2019 também alcançou acordos com os construtores de plataformas de Cingapura Keppel Offshore & Marine e Sembcorp Marine relacionados a contratos para a construção de seis plataformas semi-submersíveis e sete navios de perfuração, respectivamente.

O acordo com a Keppel implicava um acordo de liquidação referente aos contratos de engenharia, suprimentos e construção para a construção de seis plataformas de perfuração semi-submersíveis para seis subsidiárias da Sete Brasil.

Separadamente, a Sembcorp Marine chegou a um acordo com a Sete Brasil em relação a um total de sete contratos de perfuração garantidos pelas várias subsidiárias da Sete Brasil.

Sob o acordo, todos os sete contratos foram acordados para serem rescindidos e as partes concordaram em se libertar mutuamente de todas as reivindicações relacionadas aos contratos.

Para cinco dos sete navios-sonda, a Sembcorp Marine manteria todos os trabalhos realizados. Em relação a dois dos sete navios-sonda, que tiveram os avanços mais avançados na construção, os títulos dessas obras seriam distribuídos entre o estaleiro e a Sete Brasil proporcionalmente aos pagamentos efetuados.

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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