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Embrapa leva caju, amendoim e gergelim ao maior banco de sementes do mundo, na Noruega, onde o Brasil já tem mais de 8 mil amostras guardadas desde 2012 contra pragas e mudanças climáticas

Publicado em 16/06/2026 às 01:18
A Embrapa levou caju, amendoim e gergelim ao maior banco de sementes do mundo, em Svalbard, onde o Brasil já guarda mais de 8 mil amostras desde 2012.
A Embrapa levou caju, amendoim e gergelim ao maior banco de sementes do mundo, em Svalbard, onde o Brasil já guarda mais de 8 mil amostras desde 2012.
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A entrega ocorreu em 10 de junho, feita pela presidente Silvia Massruhá, e somou 24 acessos ao acervo brasileiro. O maior banco de sementes do mundo guarda cerca de 1,38 milhão de amostras de 223 países, e a Embrapa ainda mantém outras 126 mil em Brasília.

A Embrapa enviou uma nova remessa de sementes ao maior banco de sementes do mundo, o Banco Global de Sementes de Svalbard, na Noruega, reforçando a participação do Brasil em uma das principais iniciativas de preservação da biodiversidade agrícola. A entrega, com culturas como caju, amendoim e gergelim, foi feita em 10 de junho pela presidente da instituição, Silvia Massruhá, e ampliou um acervo brasileiro que já passa de 8 mil amostras guardadas desde 2012.

O novo envio reúne 24 acessos de diferentes culturas. Entre elas estão caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, segundo a Embrapa, que detalhou o conteúdo da remessa. Localizado no arquipélago de Svalbard, o banco global reúne hoje cerca de 1,38 milhão de amostras de mais de 5 mil espécies, vindas de 223 países e territórios, com o objetivo de preservar recursos genéticos essenciais para a produção de alimentos diante de ameaças como mudanças climáticas, conflitos e pragas.

O que a Embrapa enviou ao maior banco de sementes do mundo

Foto: Elcio Guimarães
Foto: Elcio Guimarães

A nova remessa juntou cinco culturas de destaque ao acervo nacional. Entregue em 10 de junho pela presidente Silvia Massruhá, ela inclui 24 acessos de diferentes culturas, entre elas caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, que passam a integrar um acervo que já supera as 8 mil amostras brasileiras guardadas na estrutura. Cada acesso representa uma amostra catalogada, pronta para ser recuperada caso a variedade se perca no campo.

A presença do país no maior banco de sementes do mundo não é nova. Desde 2012, a Embrapa representa o Brasil na iniciativa, e, entre os materiais já depositados, aparecem culturas centrais para a alimentação, como arroz, feijão e milho, além de forrageiras, fruteiras, hortaliças e outras espécies de interesse agrícola. A escolha das sementes leva em conta critérios como a relevância para a segurança alimentar e a adaptação às condições brasileiras.

Um cofre no Ártico com 1,38 milhão de amostras

O destino das sementes é uma das estruturas mais simbólicas da agricultura mundial. Localizado no arquipélago de Svalbard, na Noruega, o banco reúne atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de mais de 5 mil espécies, provenientes de 223 países e territórios, o que o torna a maior reserva de segurança agrícola do planeta. É essa escala que sustenta o título de maior banco de sementes do mundo.

A função do cofre é servir de seguro para a comida do futuro. O propósito é preservar os recursos genéticos essenciais à produção de alimentos diante de ameaças como mudanças climáticas, conflitos armados e pragas, funcionando como uma cópia de segurança que permite a um país recuperar suas variedades caso a coleção original seja perdida. É uma proteção pensada para décadas, não para o uso imediato.

Por que guardar sementes virou questão de segurança alimentar

Conservar diversidade genética é conservar opções para a agricultura. Preservar muitas variedades significa manter características que podem resistir a futuras secas, doenças ou pragas e que correriam o risco de desaparecer se dependessem apenas do cultivo no campo. O maior banco de sementes do mundo concentra essa rede de proteção em um só lugar, à disposição de instituições de todo o planeta.

Para o Brasil, a participação tem peso estratégico e também doméstico. A presença reforça o compromisso do país com a biodiversidade e com uma agricultura mais sustentável, além de evidenciar a contribuição da pesquisa nacional para desafios globais ligados à produção de alimentos. Em casa, o país mantém uma das maiores estruturas de conservação genética da América Latina, com o banco de Brasília reunindo cerca de 126 mil amostras de mais de 1.200 espécies, em condições controladas que preservam a viabilidade por longos períodos.

Acordo com a Noruega amplia a cooperação científica

A viagem rendeu mais do que o depósito de sementes. Durante a agenda na Noruega, a presidente da Embrapa participou de reuniões com autoridades locais e representantes de centros de pesquisa, com foco na ampliação de parcerias em áreas como bioeconomia, sustentabilidade, inovação agrícola e segurança alimentar, na mesma viagem que levou novas culturas ao maior banco de sementes do mundo. O esforço de aproximação acompanhou a entrega científica.

O ponto alto foi a assinatura de uma carta de intenções. O documento foi firmado com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia, o NIBIO, e prevê o desenvolvimento conjunto de projetos científicos e tecnológicos, com prioridade para temas como biotecnologia, cadeias produtivas sustentáveis, uso eficiente de recursos naturais e soluções para a mitigação das mudanças climáticas. As agendas reforçam a estratégia da Embrapa de ampliar a inserção internacional em um cenário de demanda crescente por sistemas alimentares mais resilientes.

Com caju, amendoim, gergelim e outras culturas em 24 acessos, a Embrapa ampliou para mais de 8 mil amostras a presença do Brasil no maior banco de sementes do mundo, o cofre de Svalbard, onde o país deposita material desde 2012.

A estrutura guarda cerca de 1,38 milhão de amostras de 223 países como uma cópia de segurança contra mudanças climáticas, conflitos e pragas, enquanto o Brasil mantém outras 126 mil amostras em Brasília. A mesma viagem rendeu uma carta de intenções com o NIBIO, reforçando a cooperação científica entre os dois países em bioeconomia e sustentabilidade.

E você, já sabia que o Brasil guarda milhares de sementes em um cofre no Ártico para proteger a agricultura do futuro? Acha que iniciativas como essa deveriam receber mais atenção? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre ciência e segurança alimentar, com respeito às diferentes visões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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