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China transforma 7 bilhões de toneladas de resíduos de carvão em areia, cascalho e tijolos para construção e tenta reduzir a pressão sobre rios, pedreiras e antigas áreas de mineração

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 15/06/2026 às 21:27
China reaproveita resíduos de carvão para produzir areia, cascalho e tijolos, reduzindo rejeitos da mineração e extração natural.
China reaproveita resíduos de carvão para produzir areia, cascalho e tijolos, reduzindo rejeitos da mineração e extração natural.
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Enquanto a China tenta reduzir a pressão sobre rios e pedreiras, resíduos de carvão acumulados por décadas começam a ganhar novo uso na construção civil, em fábricas automatizadas que transformam rejeitos tóxicos em areia, cascalho, tijolos não queimados e outros materiais industriais.

A China acumula cerca de 7 bilhões de toneladas de resíduos de carvão e passou a transformar parte desse passivo ambiental em areia, cascalho e tijolos para construção, em uma tentativa de reduzir impactos da mineração e da extração de areia natural.

Resíduos de carvão viram matéria-prima em Shanxi

No condado de Gaoping, no sudeste da China, uma instalação de reciclagem iniciou operações voltadas ao reaproveitamento da ganga de carvão, resíduo rochoso ultraduro e tóxico gerado após a mineração e a lavagem do carvão.

A unidade está localizada em Shanxi, principal província carbonífera do país, e opera com produção diária semelhante à de uma pedreira comum. São cerca de 1.000 toneladas de areia, cascalho e tijolos não queimados destinados ao setor da construção.

A diferença está na origem do material. Em vez de retirar areia de rios ou cascalho de montanhas, a fábrica usa rejeitos de carvão acumulados, que historicamente representam um problema ambiental para cidades dependentes da mineração.

Tecnologia separa, tritura e purifica os rejeitos

Os resíduos de carvão podem contaminar a água, espalhar poeira no ar e provocar incêndios espontâneos quando não recebem gestão adequada. Menos de 60% desse volume foi reutilizado, deixando uma grande massa de rejeitos sem aplicação produtiva.

Na unidade de Gaoping, sistemas automatizados classificam os resíduos recebidos com equipamentos de separação por raios X. Depois, o material passa por trituração, peneiramento e purificação, gerando agregados manufaturados e tijolos ecológicos não queimados.

Esse tipo de tijolo dispensa o processo de queima em alta temperatura, associado a emissões elevadas. Autoridades locais também citam aplicações em cerâmica e em revestimentos de alta tecnologia para espaçonaves.

Substituição da areia natural tem limites técnicos

A estratégia faz parte de uma economia circular mais ampla. A China consome quase metade da areia e do cascalho usados na construção civil no mundo, pressão que tem afetado ecossistemas fluviais frágeis.

Substituir areia natural por resíduos de carvão pode atacar dois problemas ao mesmo tempo: reduzir pilhas de rejeitos e diminuir a extração de areia. Pesquisas também indicam que resíduos de construção e demolição poderiam suprir metade da demanda chinesa até 2050.

O avanço, porém, não elimina restrições. Agregados feitos com resíduos de carvão ainda representam pequena fração do consumo anual e não servem para estruturas de alta resistência, como pilares de arranha-céus ou grandes pontes.

Testes de toxicidade também são obrigatórios para evitar liberação de metais pesados em futuras construções. A experiência chinesa mostra um caminho industrial para reaproveitar rejeitos, mas depende de controle técnico, escala e segurança.

O que você acha dessa solução para resíduos de carvão: ela pode ser uma alternativa real para reduzir a extração de areia natural ou ainda parece limitada demais para mudar o setor da construção? Comente sua opinião e diga quais cuidados deveriam vir primeiro.

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Ildefonsino de Freitas júnior
Ildefonsino de Freitas júnior
16/06/2026 07:25

👏🏽👏🏿👏🏻👏🏾 🙏🏽💙💦

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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