Petrobras começará projeto de monitoramento sísmico no campo de Sapinhoá, no pré-sal, na Bacia de Santos

Petrobras – pré-sal – Bacia de Santos FPSO da Petrobras/ Fonte: Revista Mineração

No dia 13 de junho, a Petrobras irá iniciar a primeira das duas aquisições sísmicas do projeto de monitoramento do campo de Sapinhoá, no pré-sal, na Bacia de Santos

A Petrobras publicou em nota, na noite de ontem, que irá iniciar, no dia 13 de junho, a primeira das duas aquisições sísmicas do projeto de monitoramento do campo de Sapinhoá, no pré-sal na Bacia de Santos. A aquisição sísmica é uma ferramenta importante de gerenciamento da jazida (reservatórios) e de otimização dos sistemas de produção, buscando maximizar o valor dos ativos, através do aumento do fator de recuperação das jazidas. Veja ainda: Fugro consegue contrato no Pré-sal do RJ, onde a Petrobras, Shell, Total e chinesas operam no offshore do Mero 1

Os levantamentos com o monitoramento sísmico da Petrobras, no pré-sal, na Bacia de Santos

Os novos levantamentos da Petrobras, no pré-sal, na Bacia de Santos, irão utilizar uma solução tecnológica denominada Ocean Bottom Nodes (OBN), que permite uma melhor coleta de informações da jazida, a partir de sensores instalados no leito oceânico, para obter melhor resposta sísmica em áreas geologicamente complexas, como as do pré-sal.

O levantamento de dados geofísicos 3D em diferentes momentos, ou a aquisição 4D, permite aos geocientistas e engenheiros de reservatório acompanhar o deslocamento dos fluidos, observar a variação de saturação de óleo e água e identificar efeitos da interação da rocha com fluido e o comportamento geomecânico dos reservatórios, contribuindo para o melhor gerenciamento da recuperação de óleo da jazida e desenvolvimento da produção do campo de Sapinhoá, que é operado pela Petrobras.

O contrato com a Seabed Geosolutions do Brasil

O contrato firmado entre a Petrobras e a empresa Seabed Geosolutions do Brasil contempla a aquisição e processamento geofísico 3D e 4D, com investimentos totais de cerca de US$ 118 milhões. A sísmica base (3D), com 575 km² de área, está sendo iniciada este mês e a aquisição sísmica monitora (4D), com 478 km² de área, está prevista para início em 2024.

A pesquisa da Petrobras no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, usará o Submarino Viking, implantados por veículos operados remotamente, bem como uma embarcação de origem marinha. O levantamento deve ser adquirido em profundidades de água superiores a 2.200m e está programado para começar no segundo trimestre de 2021. A duração total combinada dos dois levantamentos é estimada em cerca de oito meses.

O campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, é operado pela Petrobras com 45% de participação, em parceria com a Shell Brasil Petróleo (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%).

Veja ainda: Construção naval: Petrobras fecha contrato com a Keppel para a construção do FPSO P-78, que será instalado no pré-sal, na Bacia de Santos

A Petrobras assinou contrato com a Keppel Shipyard Limited, de Cingapura, para a construção da plataforma FPSO P-78, que ficará no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou, em nota, que o FPSO P-78 poderá começar sua produção em 2024, e o contrato com a Keppel ainda prevê atendimento a um conteúdo local correspondente a 25%, com serviços que serão prestados no Brasil, por meio de parcerias com empresas nacionais ou terceirizadas da construção naval.

A Petrobras disse, em comunicado ao mercado, que espera que a plataforma do tipo FPSO (capaz de armazenar e transferir petróleo) entre em operação até em 2024. Além disso, a estatal acrescentou que o FPSO P-78 terá capacidade diária de processamento de 180 mil barris de petróleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos