Chad Volk é dono de uma oficina em Lake Crystal, Minnesota. Ao substituir a ventoinha de um Ford Edge 2015, encontrou uma carteira escondida há 11 anos no compartimento do motor. Dentro: dinheiro, bilhetes de loteria, cartões da Cabela’s e o crachá de Richard Guildford, o mecânico que montou o carro.
Chad Volk está acostumado a encontrar coisas inesperadas nos carros que passa pela oficina. Como dono de um estabelecimento em Lake Crystal, Minnesota, já viu de tudo. Mas ao substituir a ventoinha de arrefecimento de um Ford Edge 2015 com 150 mil milhas rodadas, o mecânico retirou a caixa do filtro de ar e deparou com algo que claramente não fazia parte do projeto original do veículo. Ali, encaixada num pequeno buraco na estrutura do compartimento do motor, havia uma carteira.
Ele a retirou com cuidado e foi examinando o conteúdo um item por vez. Dinheiro. Bilhetes de loteria. Cartões da Cabela’s. Vales-presente no valor de US$ 250. E então, o detalhe que mudou tudo: um crachá de identificação de funcionário da Ford Motor Company. A carteira não pertencia a nenhum cliente nem a nenhum dono anterior do carro. Pertencia a quem tinha construído aquele veículo, onze anos antes, numa fábrica em Michigan.
O Facebook, o nome no crachá e a resposta que veio rápido

Digitou o nome que estava impresso ali e mandou uma mensagem direta para a pessoa que encontrou. A pergunta era simples: “Esta é a sua carteira?” A resposta chegou na hora. Richard Guildford, ex-funcionário da Ford Motor Company, confirmou. Sim, era dele.
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Richard explicou o que tinha acontecido naquele dia há onze anos. Diferente do costume, ele estava usando calças de moletom para trabalhar na linha de montagem em Michigan. A carteira estava no bolso da camisa quando ele se inclinou sobre o carro que estava montando. Ela escorregou. Richard percebeu a falta, avisou o colega que chamava de Smitty, os dois vasculharam a área. Havia dois mil carros no chão da fábrica naquele dia. A carteira não foi encontrada.
150 mil milhas rodadas antes de voltar ao dono
Do chão da fábrica em Michigan, a carteira seguiu viagem dentro do carro sem que ninguém soubesse. O Ford Edge foi para uma concessionária no Arizona. Depois chegou a Lake Crystal, Minnesota, onde eventualmente parou na oficina do mecânico Chad Volk para uma manutenção de rotina. Foram 11 anos e 150 mil milhas rodadas antes de a carteira aparecer.
Dentro dela, tudo estava intacto. O dinheiro estava lá, cada cédula no lugar. Os vales-presente de US$ 250 da Cabela’s continuavam válidos. Richard lembrou na hora para que os guardava: eram para comprar presentes de Natal para os filhos. A compra nunca aconteceu porque a carteira havia sumido antes das festas. Onze anos depois, o dinheiro e os vales voltaram para as mãos do dono.
O mecânico que foi criado para devolver
Chad não teve um segundo de hesitação sobre o que fazer com o que encontrou. Ele próprio explica a lógica de forma direta: foi criado assim. Levou a carteira intacta aos Correios, que ficavam a três portas da oficina, antes de tentar localizar o dono pelas redes sociais. Nada foi tocado. Cada dólar, cada vale-presente, cada bilhete de loteria chegou às mãos de Richard exatamente como tinha saído do bolso dele onze anos antes.
O encontro dos dois aconteceu pessoalmente pela primeira vez depois da troca de mensagens. Chad e Richard, dois apaixonados por carros, um que monta e outro que conserta, se conheceram por causa de uma carteira que viajou 150 mil milhas dentro de um motor. Richard agradeceu. Chad respondeu com bom humor: disse que vai começar a vasculhar compartimentos de motor com mais frequência para ver o que encontra.
A história que o crachá tornou possível
Sem o crachá de identificação da Ford Motor Company, a carteira seria apenas um objeto perdido sem dono rastreável. O dinheiro e os vales-presente seriam de alguém desconhecido e a história terminaria sem remate. Foi o crachá que transformou o achado num reencontro.
Richard guardava o documento de trabalho na mesma carteira que levava para a fábrica todos os dias. Um hábito que, involuntariamente, deixou uma pista precisa sobre quem havia construído aquele carro específico, naquele dia específico, onze anos atrás. A reportagem foi ao ar pelo canal WHAS11, afiliada da ABC em Louisville, Kentucky, e viralizou rapidamente nas redes sociais pelo que resume em menos de dois minutos: um mecânico honesto, um crachá com nome e uma dívida de gratidão que o tempo não apagou.
A reportagem é do canal WHAS11 News, no YouTube.
Você devolveria uma carteira com dinheiro que encontrou num lugar inesperado? Já viveu alguma situação parecida? Conta nos comentários.


Como motorista por aplicativos, por diversas vezes encontrei objetos deixados por passageiros.
Carteiras com documentos e dinheiro, celulares e outros de menos importância porém devolvendo todos do mesmo jeito que encontrei. Pix em valores equivocados bem superiores mas que também devolvi.
Também já fui enganado para não receber o valor da corrida como também já relataram que eu fiz a corrida sem o passageiro tendo o valor da corrida extornado pelo app.
Nada disso abalou minha forma de conduzir a atividade com respeito e honestidade.
Um dia li um pensamento que em resumo dizia:
Aquilo que você não merece e lhe faz mal, livre-se. Assim fiz.
Carlos Mello
Slz – MA
Meu cunhado é caminhoneiro, ano passado meu esposo recebeu uma ligação de um número desconhecido prefixo 011, a pessoa do outro lado chamou meu esposo pelo nome, ele achou que era algum golpe, a pessoa pergunta se ele era irmão do fulano, nesse momento meu esposo achou que o irmão havia sofrido um acidente na estrada. Depois de muita conversa e desconfiança, descobriu, meu cunhado perdoa carteira em SP, (moramos em SC), a pessoa encontrou e dentro dela tinha um cartão da nossa empresa com o nome do meu esposo. Coincidentemente meu cunhado e a pessoa que encontrou a carteira estavam na Dutra bem próximos um do outro, só que em sentidos opostos. O homem devolveu a carteira com todos os documentos e o dinheiro que havia nela. Enfim, pessoas honestas existem sim.
Comigo em 2023, estava a passear com meu cachorrinho na minha rua e encontrei uma carteira de motorista de uma mulher. Peguei-a e voltando para meu apartamento, comecei a pesquisar nas redes sociais e encontrei a dita pessoa no Facebook. Não havia número de telefone, mas encontrei entre os seus amigos o número de telefone do seu marido. Entrei em contato por diversas vezes até conseguir finalmente resposta. A família estava visitando a cidade e hospedados em um hotel perto de onde moro. Fui até lá e devolvi a carteira de motorista da mulher e nem pensei em recompensa, pois o que vale mesmo são as palavras de agradecimento e bençãos. Esta é a educação que recebi e levo para a vida toda. O que não é meu, devolvo.