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Um mecânico abriu o compartimento do motor de um Ford de 11 anos para trocar uma peça e encontrou uma carteira com dinheiro, vales-presente e o crachá do operário que tinha montado aquele carro na fábrica

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 17/06/2026 às 15:45
Atualizado em 17/06/2026 às 15:47
Assista o vídeoUm mecânico encontrou uma carteira perdida no compartimento do motor de um Ford Edge 2015. O crachá levou ao dono. Uma história de honestidade e devolução.
Um mecânico encontrou uma carteira perdida no compartimento do motor de um Ford Edge 2015. O crachá levou ao dono. Uma história de honestidade e devolução.
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Chad Volk é dono de uma oficina em Lake Crystal, Minnesota. Ao substituir a ventoinha de um Ford Edge 2015, encontrou uma carteira escondida há 11 anos no compartimento do motor. Dentro: dinheiro, bilhetes de loteria, cartões da Cabela’s e o crachá de Richard Guildford, o mecânico que montou o carro.

Chad Volk está acostumado a encontrar coisas inesperadas nos carros que passa pela oficina. Como dono de um estabelecimento em Lake Crystal, Minnesota, já viu de tudo. Mas ao substituir a ventoinha de arrefecimento de um Ford Edge 2015 com 150 mil milhas rodadas, o mecânico retirou a caixa do filtro de ar e deparou com algo que claramente não fazia parte do projeto original do veículo. Ali, encaixada num pequeno buraco na estrutura do compartimento do motor, havia uma carteira.

Ele a retirou com cuidado e foi examinando o conteúdo um item por vez. Dinheiro. Bilhetes de loteria. Cartões da Cabela’s. Vales-presente no valor de US$ 250. E então, o detalhe que mudou tudo: um crachá de identificação de funcionário da Ford Motor Company. A carteira não pertencia a nenhum cliente nem a nenhum dono anterior do carro. Pertencia a quem tinha construído aquele veículo, onze anos antes, numa fábrica em Michigan.

O Facebook, o nome no crachá e a resposta que veio rápido

Um mecânico encontrou uma carteira perdida no compartimento do motor de um Ford Edge 2015. O crachá levou ao dono. Uma história de honestidade e devolução.
Com o crachá em mãos, Chad foi ao Facebook.

Digitou o nome que estava impresso ali e mandou uma mensagem direta para a pessoa que encontrou. A pergunta era simples: “Esta é a sua carteira?” A resposta chegou na hora. Richard Guildford, ex-funcionário da Ford Motor Company, confirmou. Sim, era dele.

Richard explicou o que tinha acontecido naquele dia há onze anos. Diferente do costume, ele estava usando calças de moletom para trabalhar na linha de montagem em Michigan. A carteira estava no bolso da camisa quando ele se inclinou sobre o carro que estava montando. Ela escorregou. Richard percebeu a falta, avisou o colega que chamava de Smitty, os dois vasculharam a área. Havia dois mil carros no chão da fábrica naquele dia. A carteira não foi encontrada.

150 mil milhas rodadas antes de voltar ao dono

Do chão da fábrica em Michigan, a carteira seguiu viagem dentro do carro sem que ninguém soubesse. O Ford Edge foi para uma concessionária no Arizona. Depois chegou a Lake Crystal, Minnesota, onde eventualmente parou na oficina do mecânico Chad Volk para uma manutenção de rotina. Foram 11 anos e 150 mil milhas rodadas antes de a carteira aparecer.

Dentro dela, tudo estava intacto. O dinheiro estava lá, cada cédula no lugar. Os vales-presente de US$ 250 da Cabela’s continuavam válidos. Richard lembrou na hora para que os guardava: eram para comprar presentes de Natal para os filhos. A compra nunca aconteceu porque a carteira havia sumido antes das festas. Onze anos depois, o dinheiro e os vales voltaram para as mãos do dono.

O mecânico que foi criado para devolver

Chad não teve um segundo de hesitação sobre o que fazer com o que encontrou. Ele próprio explica a lógica de forma direta: foi criado assim. Levou a carteira intacta aos Correios, que ficavam a três portas da oficina, antes de tentar localizar o dono pelas redes sociais. Nada foi tocado. Cada dólar, cada vale-presente, cada bilhete de loteria chegou às mãos de Richard exatamente como tinha saído do bolso dele onze anos antes.

O encontro dos dois aconteceu pessoalmente pela primeira vez depois da troca de mensagens. Chad e Richard, dois apaixonados por carros, um que monta e outro que conserta, se conheceram por causa de uma carteira que viajou 150 mil milhas dentro de um motor. Richard agradeceu. Chad respondeu com bom humor: disse que vai começar a vasculhar compartimentos de motor com mais frequência para ver o que encontra.

A história que o crachá tornou possível

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Sem o crachá de identificação da Ford Motor Company, a carteira seria apenas um objeto perdido sem dono rastreável. O dinheiro e os vales-presente seriam de alguém desconhecido e a história terminaria sem remate. Foi o crachá que transformou o achado num reencontro.

Richard guardava o documento de trabalho na mesma carteira que levava para a fábrica todos os dias. Um hábito que, involuntariamente, deixou uma pista precisa sobre quem havia construído aquele carro específico, naquele dia específico, onze anos atrás. A reportagem foi ao ar pelo canal WHAS11, afiliada da ABC em Louisville, Kentucky, e viralizou rapidamente nas redes sociais pelo que resume em menos de dois minutos: um mecânico honesto, um crachá com nome e uma dívida de gratidão que o tempo não apagou.

A reportagem é do canal WHAS11 News, no YouTube.

Você devolveria uma carteira com dinheiro que encontrou num lugar inesperado? Já viveu alguma situação parecida? Conta nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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