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Banco Central muda regra que durava décadas e libera contas em dólar e euro no Brasil para exportadores e empresas com capital estrangeiro, eliminando a necessidade de câmbio em algumas transferências a partir de outubro de 2026

Publicado em 19/06/2026 às 01:03
Atualizado em 19/06/2026 às 01:05
Banco Central vai liberar contas em dólar e euro no Brasil para empresas exportadoras e com capital estrangeiro, dispensando o câmbio em algumas transferências.
Banco Central vai liberar contas em dólar e euro no Brasil para empresas exportadoras e com capital estrangeiro, dispensando o câmbio em algumas transferências.
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O Banco Central anunciou em 18 de junho de 2026 novas regras que ampliam o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil, liberando dólar e euro para exportadores e empresas com dívidas ou capital estrangeiro. A informação foi divulgada pelo g1, e a medida dispensa a operação de câmbio em algumas transferências, com vigência a partir de outubro de 2026.

A mudança faz parte de uma modernização mais ampla do mercado cambial brasileiro. Segundo o Banco Central, a medida integra a regulamentação do Marco Legal do Câmbio e tem como objetivo facilitar operações internacionais e reduzir custos, mas vem com limites claros: ela não altera a proibição de usar dólar e euro em pagamentos do dia a dia dentro do país, não interfere na cotação do câmbio e vale para empresas, e não para pessoas físicas. As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026, prazo até o qual os bancos terão de adaptar seus sistemas.

Quem poderá ter contas em moeda estrangeira

Hoje, esse tipo de conta é restrito a poucos grupos no país. Atualmente, apenas instituições financeiras, embaixadas e empresas de setores específicos podem manter contas em moeda estrangeira, e é justamente esse acesso que o Banco Central decidiu ampliar.

A nova lista de autorizados é voltada a quem faz negócios internacionais. Poderão ter essas contas as empresas que exportam produtos para outros países, as que têm empréstimos ou dívidas contratadas no exterior, as que contam com participação de investidores estrangeiros e as pessoas jurídicas de fora do Brasil que realizam operações de crédito ou investimentos diretos no país. Vale destacar que a mudança vale para empresas e pessoas jurídicas, não para pessoas físicas, e, segundo o Banco Central, a ampliação acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras entre o Brasil e outros países.

O que muda na prática e o fim do câmbio em algumas transferências

Na prática, mais empresas poderão guardar dólar e euro em contas abertas no Brasil. A medida do Banco Central permitirá que companhias ligadas a negócios internacionais mantenham recursos em moedas estrangeiras dentro do país, dentro da regulamentação do Marco Legal do Câmbio.

Outra novidade promete simplificar e baratear parte das operações. Algumas transferências de recursos entre essas contas poderão ser feitas sem a necessidade de contratar uma operação de câmbio, o que tende a tornar o processo mais simples e mais barato. As novas regras passam a valer em 1º de outubro de 2026, e até lá os bancos e demais instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio terão prazo para adaptar seus sistemas.

Os possíveis benefícios apontados pelo Banco Central

O órgão regulador lista uma série de ganhos esperados com a mudança. Segundo o Banco Central, as novas regras podem trazer benefícios como mais facilidade para administrar recursos recebidos ou enviados ao exterior e um melhor gerenciamento das oscilações do câmbio para as empresas que atuam fora do país.

A lista de vantagens potenciais vai além da gestão de recursos. Ela inclui ainda a redução de custos em operações internacionais, o aumento da competitividade das empresas que fazem negócios com outros países e a atração para o Brasil de operações financeiras que hoje são realizadas no exterior. São expectativas apresentadas pelo próprio regulador, ligadas à proposta de modernizar o mercado cambial.

O que não muda e as regras de controle

Apesar da ampliação, o Banco Central reforçou limites importantes. A mudança não altera a proibição de usar moedas estrangeiras, como dólar e euro, para pagamentos do dia a dia dentro do Brasil, e também não interfere na cotação do câmbio, dois pontos que costumam gerar confusão entre os leitores.

O uso dessas contas seguirá sujeito a regras e controles. No caso das empresas exportadoras, por exemplo, os recursos mantidos nas contas deverão estar relacionados às atividades de exportação e a outras movimentações permitidas pela regulamentação, enquanto as operações de crédito externo e de investimento estrangeiro terão de seguir as regras já exigidas pelo Banco Central para esse tipo de transação.

Com as novas regras, o Banco Central amplia o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil e moderniza o mercado de câmbio para as empresas que atuam no comércio internacional, permitindo guardar dólar e euro em contas abertas no país e dispensando a operação de câmbio em algumas transferências, a partir de 1º de outubro de 2026, segundo o g1.

A medida, parte do Marco Legal do Câmbio, pode reduzir custos e elevar a competitividade, na avaliação do Banco Central, mas traz limites claros: não autoriza pagamentos em moeda estrangeira no dia a dia, não afeta a cotação, vale para empresas e não para pessoas físicas e mantém as contas sob controle. A mudança acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras do Brasil com o exterior, e seus efeitos práticos vão depender de como os bancos a implementarem até o prazo.

E você, o que acha da ampliação das contas em dólar e euro no Brasil? Acredita que a medida pode ajudar as empresas brasileiras que negociam com o exterior? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre câmbio e economia, com respeito às diferentes opiniões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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