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Banco Central acaba com o limite de R$ 500 no Pix por aproximação, e correntistas poderão usar o teto geral do próprio Pix para pagar qualquer valor encostando o celular no terminal a partir de outubro de 2026

Publicado em 18/06/2026 às 23:09
Atualizado em 18/06/2026 às 23:14
Banco Central acaba com o limite de R$ 500 no Pix por aproximação; correntistas vão poder pagar valores maiores pelo teto geral a partir de outubro de 2026.
Banco Central acaba com o limite de R$ 500 no Pix por aproximação; correntistas vão poder pagar valores maiores pelo teto geral a partir de outubro de 2026.
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Segundo o Banco Central, a nova instrução normativa transfere o limite para o teto geral do Pix de chaves e QR Code, configurável no aplicativo. Bancos e fintechs têm até 1º de outubro de 2026 para adaptar os sistemas, e a regra também alcança a Jornada Sem Redirecionamento.

O Banco Central acabou com o teto padrão de R$ 500 que era aplicado ao Pix por aproximação, em uma instrução normativa publicada em 18 de junho de 2026, abrindo caminho para que os correntistas paguem valores mais altos apenas encostando o celular no terminal. A informação foi divulgada pelo NSC Total, que detalhou a mudança nas regras de segurança e de operação dessa modalidade de pagamento.

Na prática, o limite específico da aproximação deixa de existir e passa a seguir outro parâmetro. De acordo com o Banco Central, o teto de R$ 500 dá lugar ao limite geral do Pix, o mesmo já usado para transferências por chaves tradicionais ou leitura de QR Code, que o próprio cliente configura no aplicativo do banco. O setor financeiro tem até 1º de outubro de 2026 para adaptar os sistemas, e a regra também passa a abranger a Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance, usada em carteiras como Samsung Pay e Google Wallet.

O que muda no limite do Pix por aproximação

Os pagamentos móveis em todo o território nacional passarão por modificações regulatórias profundas (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
Os pagamentos móveis em todo o território nacional passarão por modificações regulatórias profundas (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O centro da mudança é o fim do teto fixo de R$ 500 nessa modalidade. Com a nova determinação do Banco Central, o correntista ganha autonomia para calibrar o valor de suas transações diárias diretamente nos aplicativos bancários, integrando as compras feitas sem contato ao limite geral já estabelecido para as transferências por chaves ou por leitura de QR Code.

É importante entender o que isso significa na hora de pagar. O limite para encostar o celular deixa de ser fixo em R$ 500 e passa a ser o mesmo teto geral do Pix que o usuário já define para as demais transferências, ajustável no aplicativo. Ou seja, não se trata de um valor ilimitado, mas de um teto maior, configurado pelo próprio correntista, dentro do limite geral do Pix.

O prazo até outubro de 2026 e quem precisa se adaptar

A mudança foi publicada agora, mas não vale de imediato. O Banco Central editou a instrução normativa em 18 de junho de 2026, e o setor financeiro precisa primeiro adaptar seus sistemas, de modo que bancos comerciais, bancos múltiplos e fintechs de pagamento têm até 1º de outubro de 2026 para concluir o desenvolvimento e a homologação das novas ferramentas de controle de limites do Pix.

A medida também unifica as regras em todo o país. A instrução revoga atos normativos anteriores para padronizar os critérios de segurança e risco do Pix por aproximação em todo o território nacional. O objetivo é ter uma regra única para a modalidade, no lugar do conjunto de normas que vigorava antes.

A Jornada Sem Redirecionamento e as carteiras digitais

A flexibilização do Banco Central vai além das compras presenciais comuns. A nova regra também engloba as operações feitas por meio da Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance, ampliando o alcance da mudança no Pix.

O mecanismo técnico padroniza os pagamentos iniciados dentro das carteiras digitais. A JSR unifica as regras para pagamentos iniciados diretamente em carteiras digitais consolidadas no mercado, como o Samsung Pay e a Google Wallet. Com isso, os pagamentos por aproximação iniciados dentro dessas carteiras passam a seguir a mesma lógica do novo limite geral.

O impacto para o comércio e a segurança do usuário

Para o varejo, o fim da barreira dos R$ 500 tende a destravar vendas maiores. A expectativa é que o comércio passe a fechar diretamente nos terminais vendas de maior valor agregado, mantendo a vantagem de custos operacionais e de taxas de liquidação sensivelmente menores do que as cobradas pelas credenciadoras de cartões de crédito tradicionais.

Do lado da segurança, a responsabilidade pelo teto diário muda de mãos. Como o limite agora depende do que cada usuário configura, definir esse valor com cuidado no aplicativo do banco passa a ser mais importante, e a padronização dos critérios de segurança e risco feita pelo Banco Central busca manter a modalidade controlada. A mudança amplia o que pode ser pago pelo Pix por aproximação, mas transfere ao correntista a decisão sobre o limite das próprias transações.

Com o fim do teto de R$ 500, o Pix por aproximação ganha espaço para compras de maior valor a partir de outubro de 2026, com o limite agora atrelado ao teto geral do Pix que cada usuário configura no aplicativo, segundo a nova instrução normativa do Banco Central divulgada pelo NSC Total.

Bancos e fintechs de pagamento têm até 1º de outubro de 2026 para adaptar os sistemas, a regra também alcança a Jornada Sem Redirecionamento e carteiras como Samsung Pay e Google Wallet, e o comércio deve ganhar vendas maiores por aproximação, com taxas menores que as dos cartões.

Mais do que um número, a mudança reforça a expansão do Pix como meio de pagamento do dia a dia, agora também para quantias mais altas com um toque do celular.

E você, o que acha do fim do limite de R$ 500 no Pix por aproximação? Vai passar a usar o pagamento por aproximação para valores mais altos? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre meios de pagamento, com respeito às diferentes opiniões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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