Segundo dados da Fenabrave, maio foi o melhor mês de 2026 para os ônibus elétricos no Brasil, com 132 emplacamentos, sendo 59 da BYD. Ainda assim, o mercado é pequeno: foram 311 unidades de janeiro a maio, e a frota nacional segue concentrada em São Paulo.
A presença chinesa no setor de veículos elétricos avança sobre o transporte público brasileiro, e a BYD, uma das maiores fabricantes de veículos eletrificados do mundo, já responde por quase 45% dos ônibus elétricos emplacados no Brasil em maio de 2026. Os números são da Fenabrave e mostram que a eletrificação, antes restrita aos carros, começa a ganhar peso também no transporte coletivo.
O domínio da fabricante chinesa, porém, convive com um mercado ainda modesto. De acordo com a Fenabrave, maio foi o melhor mês de 2026 para os ônibus elétricos no país, com 132 emplacamentos, dos quais 59 foram da BYD, o equivalente a 44,7% de participação, quase um em cada dois registrados no período. Mesmo com esse avanço, foram apenas 311 unidades de janeiro a maio, e a frota nacional continua bastante concentrada em São Paulo.
A BYD lidera com quase 45% dos emplacamentos

O melhor mês do ano para o setor teve a marca chinesa no topo. Segundo dados da Fenabrave, maio foi o melhor período de 2026 para o mercado brasileiro de ônibus elétricos, com 132 novos emplacamentos. Desses, 59 unidades foram da BYD, o equivalente a 44,7% de participação, ou seja, quase um em cada dois ônibus elétricos registrados no país naquele mês saiu das linhas da fabricante.
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A liderança não surgiu da noite para o dia. A BYD já vinha ampliando sua presença no segmento havia anos, fornecendo chassis e veículos completos para operadoras de transporte urbano em diferentes cidades brasileiras. Esse histórico ajuda a explicar por que a empresa chegou à frente justamente no mês mais forte do mercado.
A presença chinesa no transporte coletivo

O movimento repete nos ônibus o que já se viu nos automóveis. Os carros elétricos chineses se tornaram comuns nas ruas brasileiras, e agora a mesma transformação avança sobre o transporte coletivo, no que o setor tem chamado de “invasão chinesa”.
No centro desse processo está justamente a fabricante que lidera o segmento. A BYD, uma das maiores produtoras de veículos eletrificados do mundo, encabeça o mercado de ônibus elétricos no país, e a presença chinesa na eletrificação do transporte brasileiro, por enquanto, está bastante apoiada nessa única marca.
Um mercado em alta, mas ainda pequeno
Os números crescem, ainda que a partir de uma base baixa. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil registrou 311 ônibus elétricos novos, um crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, sinal de que o segmento começa a ganhar tração, mesmo com a BYD concentrando boa parte das vendas.
Ainda assim, o volume é modesto diante do tamanho do transporte coletivo brasileiro. Os dados sugerem uma mudança importante, com a eletrificação deixando de ser restrita a projetos experimentais e passando a ganhar escala comercial, mas os números absolutos continuam pequenos, e a liderança da fabricante chinesa se dá dentro de um mercado ainda limitado.
São Paulo concentra 80% da frota elétrica
A expansão dos ônibus elétricos no Brasil ainda é bastante desigual. Atualmente, cerca de 80% de toda a frota elétrica do país está concentrada na cidade de São Paulo, que tem aproximadamente 1,3 mil veículos desse tipo em circulação, um peso que ofusca o avanço da BYD e dos concorrentes no restante do território.
A capital paulista puxa esse processo por uma combinação de metas e regras. São Paulo vem investindo há anos na substituição gradual dos ônibus movidos a diesel, impulsionada por metas ambientais e por legislações que exigem a redução das emissões do transporte público. Fora da cidade, o avanço acontece em ritmo mais lento, o que ajuda a explicar por que os ganhos da BYD estão tão atrelados a poucos grandes mercados.
Com quase 45% dos ônibus elétricos emplacados em maio de 2026, a BYD reforça a presença chinesa na eletrificação do transporte público brasileiro, segundo dados da Fenabrave, mesmo com um mercado ainda pequeno e muito concentrado em São Paulo, que detém cerca de 80% da frota elétrica nacional.
Os 311 ônibus registrados de janeiro a maio, com alta de 12,3%, apontam um segmento que começa a deixar a fase experimental, mas os números absolutos mostram que ainda há um longo caminho até que os ônibus elétricos se tornem comuns em todo o país. Por ora, a chamada “invasão chinesa” no transporte coletivo avança liderada pela BYD, ainda que em ritmo desigual.
E você, o que acha da liderança da BYD nos ônibus elétricos e do avanço da presença chinesa no transporte brasileiro? Acredita que a eletrificação vai se espalhar para além de São Paulo nos próximos anos? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores, com respeito às diferentes visões.


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