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A “invasão chinesa” chegou: BYD já domina quase 45% dos ônibus elétricos emplacados no Brasil em maio de 2026, enquanto 80% de toda a frota elétrica do país está concentrada em São Paulo com 1,3 mil veículos

Publicado em 19/06/2026 às 00:45
Atualizado em 19/06/2026 às 00:47
Assista o vídeoA BYD respondeu por quase 45% dos emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil em maio de 2026, enquanto São Paulo concentra 80% da frota elétrica do país. imagem ilustrativa
A BYD respondeu por quase 45% dos emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil em maio de 2026, enquanto São Paulo concentra 80% da frota elétrica do país. imagem ilustrativa
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Segundo dados da Fenabrave, maio foi o melhor mês de 2026 para os ônibus elétricos no Brasil, com 132 emplacamentos, sendo 59 da BYD. Ainda assim, o mercado é pequeno: foram 311 unidades de janeiro a maio, e a frota nacional segue concentrada em São Paulo.

A presença chinesa no setor de veículos elétricos avança sobre o transporte público brasileiro, e a BYD, uma das maiores fabricantes de veículos eletrificados do mundo, já responde por quase 45% dos ônibus elétricos emplacados no Brasil em maio de 2026. Os números são da Fenabrave e mostram que a eletrificação, antes restrita aos carros, começa a ganhar peso também no transporte coletivo.

O domínio da fabricante chinesa, porém, convive com um mercado ainda modesto. De acordo com a Fenabrave, maio foi o melhor mês de 2026 para os ônibus elétricos no país, com 132 emplacamentos, dos quais 59 foram da BYD, o equivalente a 44,7% de participação, quase um em cada dois registrados no período. Mesmo com esse avanço, foram apenas 311 unidades de janeiro a maio, e a frota nacional continua bastante concentrada em São Paulo.

A BYD lidera com quase 45% dos emplacamentos

Ciete Silvério/Prefeitura SP
Ciete Silvério/Prefeitura SP

O melhor mês do ano para o setor teve a marca chinesa no topo. Segundo dados da Fenabrave, maio foi o melhor período de 2026 para o mercado brasileiro de ônibus elétricos, com 132 novos emplacamentos. Desses, 59 unidades foram da BYD, o equivalente a 44,7% de participação, ou seja, quase um em cada dois ônibus elétricos registrados no país naquele mês saiu das linhas da fabricante.

A liderança não surgiu da noite para o dia. A BYD já vinha ampliando sua presença no segmento havia anos, fornecendo chassis e veículos completos para operadoras de transporte urbano em diferentes cidades brasileiras. Esse histórico ajuda a explicar por que a empresa chegou à frente justamente no mês mais forte do mercado.

A presença chinesa no transporte coletivo

Ônibus articulado BC22 da BYD durante cerimônia de entrega em São Paulo. (Divulgação)
Ônibus articulado BC22 da BYD durante cerimônia de entrega em São Paulo. (Divulgação)

O movimento repete nos ônibus o que já se viu nos automóveis. Os carros elétricos chineses se tornaram comuns nas ruas brasileiras, e agora a mesma transformação avança sobre o transporte coletivo, no que o setor tem chamado de “invasão chinesa”.

No centro desse processo está justamente a fabricante que lidera o segmento. A BYD, uma das maiores produtoras de veículos eletrificados do mundo, encabeça o mercado de ônibus elétricos no país, e a presença chinesa na eletrificação do transporte brasileiro, por enquanto, está bastante apoiada nessa única marca.

Um mercado em alta, mas ainda pequeno

Os números crescem, ainda que a partir de uma base baixa. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil registrou 311 ônibus elétricos novos, um crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, sinal de que o segmento começa a ganhar tração, mesmo com a BYD concentrando boa parte das vendas.

Ainda assim, o volume é modesto diante do tamanho do transporte coletivo brasileiro. Os dados sugerem uma mudança importante, com a eletrificação deixando de ser restrita a projetos experimentais e passando a ganhar escala comercial, mas os números absolutos continuam pequenos, e a liderança da fabricante chinesa se dá dentro de um mercado ainda limitado.

São Paulo concentra 80% da frota elétrica

A expansão dos ônibus elétricos no Brasil ainda é bastante desigual. Atualmente, cerca de 80% de toda a frota elétrica do país está concentrada na cidade de São Paulo, que tem aproximadamente 1,3 mil veículos desse tipo em circulação, um peso que ofusca o avanço da BYD e dos concorrentes no restante do território.

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A capital paulista puxa esse processo por uma combinação de metas e regras. São Paulo vem investindo há anos na substituição gradual dos ônibus movidos a diesel, impulsionada por metas ambientais e por legislações que exigem a redução das emissões do transporte público. Fora da cidade, o avanço acontece em ritmo mais lento, o que ajuda a explicar por que os ganhos da BYD estão tão atrelados a poucos grandes mercados.

Com quase 45% dos ônibus elétricos emplacados em maio de 2026, a BYD reforça a presença chinesa na eletrificação do transporte público brasileiro, segundo dados da Fenabrave, mesmo com um mercado ainda pequeno e muito concentrado em São Paulo, que detém cerca de 80% da frota elétrica nacional.

Os 311 ônibus registrados de janeiro a maio, com alta de 12,3%, apontam um segmento que começa a deixar a fase experimental, mas os números absolutos mostram que ainda há um longo caminho até que os ônibus elétricos se tornem comuns em todo o país. Por ora, a chamada “invasão chinesa” no transporte coletivo avança liderada pela BYD, ainda que em ritmo desigual.

E você, o que acha da liderança da BYD nos ônibus elétricos e do avanço da presença chinesa no transporte brasileiro? Acredita que a eletrificação vai se espalhar para além de São Paulo nos próximos anos? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores, com respeito às diferentes visões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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