Uma missão do Ministério das Comunicações à China negociou com o Banco dos Brics o financiamento de projetos estratégicos de infraestrutura digital, incluindo a expansão da TV 3.0, data centers, cabos submarinos, redes de fibra óptica e cobertura 5G em rodovias e áreas rurais. A ex-presidente Dilma Rousseff, que comanda o Banco dos Brics, “foi muito receptiva aos projetos”, segundo o ministro Frederico de Siqueira Filho. A comitiva também visitou a SpaceSail, empresa chinesa de satélites de baixa órbita que recebeu autorização da Anatel para operar no Brasil com até 324 satélites até 2031, posicionando-se como rival da Starlink para conectar regiões remotas como a Amazônia.
O Brasil foi à China entre os dias 25 e 29 de maio buscar dinheiro e tecnologia para dois objetivos que a infraestrutura atual não resolve: reinventar a televisão brasileira com a TV 3.0 e levar internet a regiões onde a fibra óptica não chega. A missão do Ministério das Comunicações incluiu reunião com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics, para discutir financiamento de projetos que vão de cabos submarinos a cobertura 5G em rodovias rurais. O ministro Frederico de Siqueira Filho afirmou que “a presidente Dilma foi muito receptiva aos nossos projetos para ampliar as parcerias do Governo do Brasil com o Banco dos Brics”, sinalizando que o banco pode se tornar fonte de recursos para a transformação digital do país.
A agenda na China foi além do Banco dos Brics. A comitiva visitou a SpaceSail, empresa chinesa de satélites de baixa órbita que recebeu em abril autorização da Anatel para operar no Brasil. A SpaceSail deve iniciar atividades comerciais ainda em 2026, com autorização para explorar até 324 satélites até 2031, posicionando-se como concorrente direta da Starlink de Elon Musk na corrida para conectar regiões remotas. O conselheiro da Anatel Octavio Pieranti classificou a operação como de “potencial gigantesco em termos de conectividade”, especialmente para a Amazônia.
O que o Brasil negocia com o Banco dos Brics
Segundo informações divulgadas pelo portal gov.br, a conversa com o Banco dos Brics tratou de financiamento para cinco frentes de infraestrutura digital: expansão da TV 3.0, construção de data centers, implantação de cabos submarinos, ampliação de redes de fibra óptica e cobertura 5G em rodovias e áreas rurais. O Banco dos Brics, formalmente chamado de Novo Banco de Desenvolvimento, é comandado por Dilma Rousseff desde 2023 e tem entre seus mandatos o financiamento de projetos de infraestrutura em países membros.
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A TV 3.0, nova tecnologia de radiodifusão que integra televisão e internet, já está em fase de testes no Brasil. As primeiras transmissões estão previstas para os próximos meses em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com expansão gradual para outras regiões. As emissoras já contam com financiamento de 500 milhões de dólares aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Banco Mundial, mas a busca por recursos adicionais no Banco dos Brics indica que o custo total da transição tecnológica pode ser significativamente maior.
A rival chinesa da Starlink que vai operar no Brasil
A SpaceSail opera uma constelação de satélites de baixa órbita, modelo semelhante ao da Starlink, e recebeu autorização da Anatel em abril de 2026 para explorar até 324 satélites no Brasil até 2031. O ministro Frederico declarou que “onde a fibra óptica ainda não chega, a forma mais rápida de conectar a população será por meio das soluções via satélite”, e a visita à sede da SpaceSail na China sinaliza que o governo brasileiro vê a empresa como parceira estratégica para conectividade em áreas remotas.
A Amazônia é o principal alvo dessa tecnologia. A região tem comunidades inteiras sem acesso à internet de banda larga, e a geografia de floresta densa e rios extensos torna a instalação de fibra óptica economicamente inviável em muitas áreas. Satélites de baixa órbita, como os da SpaceSail e da Starlink, contornam esse obstáculo ao fornecer internet diretamente do espaço, sem necessidade de infraestrutura terrestre. A entrada de um concorrente chinês pode pressionar preços e ampliar opções para o governo brasileiro.
Os componentes japoneses para a TV 3.0
A missão à China também incluiu reunião com representantes da Sony Semiconductor em Shenzhen. A comitiva discutiu níveis de criticidade de componentes produzidos pela Sony que podem ser utilizados na TV 3.0, acompanhada pela Sociedade de Engenharia de Televisão, indicando que a cadeia de fornecimento da nova tecnologia de radiodifusão é global.
A TV 3.0 não é apenas uma atualização de imagem. A tecnologia permite que a televisão funcione como plataforma de internet, integrando conteúdo linear com aplicativos, interatividade e serviços digitais. Para que isso funcione, são necessários semicondutores específicos nos aparelhos receptores, e a negociação com a Sony visa garantir que esses componentes estejam disponíveis em escala para o mercado brasileiro.
O que a missão ao Banco dos Brics e à China significa para o Brasil
A agenda combinou diplomacia financeira com diplomacia tecnológica. No Banco dos Brics, o Brasil buscou dinheiro para projetos de longo prazo que exigem investimentos de bilhões. Na SpaceSail e na Huawei, buscou parceiros tecnológicos dispostos a ampliar investimentos em infraestrutura digital no país. A visita à Huawei, embora com poucos detalhes divulgados, reforça a relação do Brasil com a gigante chinesa de telecomunicações em um momento de expansão do 5G.
O Banco dos Brics já se mostrou aberto a financiar infraestrutura brasileira, e os projetos de conectividade se encaixam no mandato do banco de apoiar o desenvolvimento de países membros. Para o governo, a estratégia é clara: usar recursos do Banco dos Brics e tecnologia chinesa para conectar o Brasil inteiro, da Amazônia ao sertão, e preparar o país para a economia digital e a inteligência artificial.
Você sabia que o Brasil foi ao Banco dos Brics pedir dinheiro para a TV 3.0 e negociou com uma rival chinesa da Starlink para conectar a Amazônia? Acha que o país deveria depender mais da China ou diversificar parceiros tecnológicos? Conta nos comentários.

Viva Eduardo ****, bundão, cai fora irmão dormir com Eduardo Bolsonaro e Ramagem e **** o grão do Trump, da no pé.
O governo brasileiro está certo, não podemos ficar na dependência exclusiva dos EUA, temos que procurar novas opções. Ainda mais agora que temos um louco no governo americano.
Pra que tecnologia, pra que infraestrutura. Tem que dar essas terras pros EUA explorarem as terras raras e produzirem bombas pra explodir essa bagaça toda! Viva TRUMP, viva EUA, um salve aos irmãos PATRIOTAS.
“Patriotismo é defender os interesses do próprio país, não torcer para que uma potência estrangeira explore nossas riquezas ou decida nosso futuro. Se você acha que entregar terras e recursos estratégicos para outro país é ser patriota, então está confundindo patriotismo com submissão. O Brasil tem problemas, mas a solução é fortalecer nossa tecnologia, indústria e infraestrutura, não comemorar a dependência de outros
Esse aí quer aplauso, pessoas assim tem que ser ignorada. Não levantei a bandeira dele.