O navio Grande Shanghai atracou na quarta-feira (27) no Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com 4.585 carros elétricos da BYD distribuídos em 14 conveses. A megaoperação para desembarcar os veículos da BYD envolve entre 100 e 150 trabalhadores da JBS Terminals, que dirigem os carros um a um para fora da embarcação de 220 metros, fazem vistoria de integridade e os levam ao pátio externo em uma operação programada para durar 48 horas. Um navio da Grimaldi Lines não atracava em Itajaí há mais de 15 anos, e após o desembarque, os carros da BYD são distribuídos para os estados do Sul e Sudeste do Brasil.
Imagine ter que sentar no banco do motorista de 4.585 carros elétricos, um de cada vez, ligar o motor e dirigir cada um deles para fora de um navio de 220 metros de comprimento e 14 andares de conveses. É exatamente isso que cerca de 150 trabalhadores estão fazendo no Porto de Itajaí para desembarcar a maior remessa de carros da BYD do ano em Santa Catarina. A megaoperação foi programada para durar 48 horas, e cada veículo da BYD é dirigido individualmente por um funcionário da JBS Terminals, que o conduz desde o convés onde estava estacionado dentro do Grande Shanghai até o pátio externo do terminal portuário.
O processo não é simplesmente tirar os carros do navio. Cada veículo da BYD passa por vistoria de integridade antes de deixar a embarcação, verificação que garante que o transporte marítimo não causou danos à pintura, lataria ou sistemas eletrônicos. Após o desembarque e a inspeção, os 4.585 carros da BYD são organizados no pátio e depois distribuídos por caminhões cegonha para concessionárias nos estados do Sul e Sudeste do Brasil, percurso que adiciona dias à jornada que começou na China.
Como funciona o desembarque dos carros da BYD

Foto: @jbs.terminais/Instagram
A operação começa nos conveses superiores do Grande Shanghai. Os trabalhadores sobem até o nível mais alto onde os carros da BYD estão estacionados, entram em cada veículo, ligam o motor elétrico e descem pelas rampas internas do navio até o nível do cais. Segundo informações do portal do ndmais, o processo é repetido 4.585 vezes ao longo de 48 horas, o que significa uma média de quase 96 carros da BYD desembarcados por hora ou um carro a cada 37 segundos em operação contínua.
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A equipe de 100 a 150 trabalhadores se reveza em turnos para manter o ritmo sem comprometer a segurança. A velocidade dentro do navio é baixa, os espaços entre os veículos são apertados e as rampas entre os conveses exigem manobras cuidadosas. Em vídeo publicado pela JBS Terminals, é possível ver a fila de carros da BYD descendo em sequência, cada um guiado por um motorista diferente que faz o percurso e retorna a pé para buscar o próximo.
O navio que trouxe os carros da BYD
O Grande Shanghai, lançado ao mar em 2025, é um dos maiores e mais modernos navios transportadores de veículos do mundo. A embarcação mede 220 metros de comprimento e 38 metros de largura, distribui os carros da BYD em 14 conveses e alcança velocidade de cruzeiro de 18 nós. Um navio da Grimaldi Lines não atracava em Itajaí há mais de 15 anos, o que torna a operação duplamente significativa para o porto catarinense.
O Grande Shanghai também foi projetado para ser convertido ao uso de amônia como combustível alternativo com zero emissão de carbono. A embarcação conta com baterias de lítio de 5 MWh de potência total, 2,5 mil metros quadrados de painéis solares e sistema de conexão à rede elétrica em terra. O motor é controlado eletronicamente e equipado com sistema de limpeza de gases de escape para reduzir emissões de óxido de enxofre e material particulado.
O que acontece depois que os carros da BYD saem do navio
Após o desembarque, os 4.585 veículos da BYD são organizados no pátio do Porto de Itajaí e carregados em caminhões cegonha para distribuição. Os carros da BYD seguem para concessionárias do Sul e Sudeste do Brasil, e o processo logístico entre o desembarque e a chegada às lojas pode levar dias adicionais dependendo da distância e da capacidade de transporte rodoviário disponível.
O Porto de Itajaí já havia movimentado 2.928 veículos em operações ro-ro em 2026 antes da chegada do Grande Shanghai. Com esta remessa da BYD e outra prevista para junho com 7.200 unidades adicionais, o terminal deve alcançar cerca de 14.713 veículos movimentados no ano. Para a cidade, cada megaoperação como essa gera empregos temporários, movimenta a cadeia logística e consolida Itajaí como ponto de entrada de veículos elétricos chineses no Brasil.
O “test drive” mais inusitado do Brasil
Os trabalhadores que desembarcam os carros da BYD fazem, na prática, o test drive mais curto e mais repetitivo do Brasil: poucos metros dentro de um navio, de um convés até o cais, centenas de vezes por turno. Cada funcionário dirige dezenas de modelos diferentes da BYD ao longo das 48 horas de operação, conhecendo por dentro veículos que a maioria dos brasileiros só viu em fotos ou concessionárias.
A operação é um lembrete de que, por trás de cada carro elétrico que chega a uma concessionária, existe uma cadeia logística que começa em uma fábrica na China, atravessa o oceano em um navio de 220 metros e termina com um trabalhador sentando no banco, ligando o motor e dirigindo o veículo da BYD para fora da embarcação, um a um, até que os 4.585 estejam todos em solo brasileiro.
Você consegue imaginar dirigir 4.585 carros elétricos da BYD para fora de um navio em 48 horas? O que mais impressiona: a escala da operação, os 14 conveses ou o fato de cada carro ser dirigido individualmente? Conta nos comentários.

Então não é mais zero km kkk
Sensacional, grande operação com a logística sendo eficiente, provando que nós os brasileiros somos capazes de trabalhar com responsabilidade. Viva os trabalhadores brasileiros. Viva nossa capacidade de ser útil e provar.
Não gosto deste enxame de carros chineses no Brasil quero só ver os descartes das baterias como vai ser……
Nossa indústria automobilística indo pro saco, e dando emprego pros trabalhadores chineses. Toda **** de produção e peças e acessórios indo pro espaço. Vão sucatear tudo aqui e a hora que os chinas resolverem picar a mula, voltaremos pra década de 50, importando veículos de outros países. Esses políticos comunas de **** vendendo o país. Esses são os t.r.a.i d.o.r.e.s. do povo brasileiro.
****, diga qual o fabricação Nacional nós temos…
Nenhuma amigo, mas se tiver dois neurônios já imagina porque as indústrias não fabrica aqui, para dar emprego aqui. Como é GM, Fiat, entre outros.