Zerar emissões de carbono até 2050 é a meta – que necessita investimentos bilionários em tecnologia – do mundo para as próximas décadas
A Cúpula do Clima começou ontem, sendo a presença do presidente Jair Bolsonaro uma das mais esperadas do encontro. A cúpula foi criada como uma forma de recolocar os Estados Unidos na dianteira, em busca de conter as mudanças climáticas e zerar as emissões de carbono. A Agência Internacional de Energia (AIE) viu as projeções dos países como uma chance de os investimentos em energia triplicarem, gerando milhões de empregos no setor ao redor do mundo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) destacou que, para cumprir a meta de zerar as emissões de carbono até 2050, o investimento em energia será, no mínimo, triplicado ao longo da próxima década. Em discurso na cúpula do clima, Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, destacou que os investimentos gerarão milhões de novos empregos, sendo algo positivo à longo prazo.
“Vamos precisar transformar completamente nosso sistema energético. Isso vai gerar milhões de novos empregos e criar as indústrias do futuro“, destacou o diretor da Agência.
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O diretor destacou que as metas de carbono zero em 2050 terão o uso de uma tecnologia que hoje, e que ainda não está pronta para o uso comercial. Com isso, os países terão que investir milhões em novas tecnologias e inovações no ramo de energia limpa.
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O Governo brasileiro discursou na cúpula do clima, em que Bolsonaro teve um tom mais ameno e conciliador, indo contra o que ia pregando anteriormente. As suas metas também são ousadas, porém, elas demandam da ajuda internacional dos países de primeiro mundo para serem cumpridas, destacou o ministério do Meio Ambiente. Mesmo sendo um dos países mais populosos do mundo, apenas 3% da emissão de carbono global vem do Brasil. China com 30% é o grande líder. EUA vem logo atrás, com 15%. Nota-se a grande importância da coletividade para conseguir alcançar a meta.

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