Durante a Cúpula do Clima, o Governo Federal, representado pelo presidente Bolsonaro, sinalizou sobre as emissões de carbono e desmatamento
Hoje, durante a Cúpula dos Líderes sobre o Clima, o Governo Federal brasileiro, que foi representado pelo presidente Jair Bolsonaro, falou sobre as propostas para reduzir as emissões de carbono e enfrentar o desmatamento no Brasil. Bolsonaro disse que, para fortalecer os órgãos de fiscalizações contra o desmatamento, iria aumentar os investimentos nesse setor.
Governo Federal revela metas para neutralizar as emissões de carbono e desmatamento
O evento, que tinha como objetivo elevar os compromissos ambientais, contou com representantes de diversos países. O presidente Jair Bolsonaro apresentou suas metas para poder neutralizar as emissões de carbono e parar o desmatamento. Bolsonaro disse que a nova meta do Brasil para alcançar a neutralidade climática é em 2050.
No seu discurso, Bolsonaro diz que a meta estabelecida pelo Governo Federal para atingir a neutralidade climática – quando a nação reduz suas emissões de carbono de forma drástica e compensa as emissões restantes com medidas ambientais – foi reduzida em 10 anos (anteriormente, a meta era 2060).
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
Para conter o desmatamento ilegal, o Governo Federal informou que isto irá acontecer até 2030 – data que já havia sido anunciada em carta destinada ao Presidente Americano, Joe Biden, na semana passada. O presidente brasileiro diz que se alcançarem a meta de acabar com o desmatamento ilegal até em 2030, cerca de 50% das emissões de carbono iriam ser reduzidas.
“Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa. Medidas de comando e controle são parte da resposta. Apesar das limitações orçamentárias do Governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização”, diz Bolsonaro durante o evento.
Bolsonaro ainda citou que o Brasil precisa de apoio financeiro de outros países para preservar a Amazônia. No entanto, os países desenvolvidos e dispostos a investirem na Amazônia já disseram que só irão realizar os aporte quando o Governo Federal divulgar dados verdadeiros sobre a diminuição do desmatamento no Brasil.
Metas anteriores do Governo Federal para reduzir as emissões de carbono e acabar com o desmatamento
Anteriormente, o Governo Federal havia dito que a meta era realizar a redução de 43% das emissões de carbono até o ano de 2030. Entretanto, no fim do ano passado, mesmo com os números absolutos apresentados durante o Acordo de Paris, a meta para neutralizar as emissões de carbono e desmatamento foi mantida.
Esses dados são revisados a cada período e, caso seja necessário, os percentuais para neutralizar as emissões de carbono e desmatamento podem ser mudados. Caso o Governo Federal brasileiro mantivesse a meta em 43%, as emissões de carbono iriam aumentar.
Diversos países anunciaram metas ambiciosas para reduzir as emissões de carbono
Com o anúncio do Presidente Joe Biden, o Governo Federal Americano anunciou o maior compromisso contra o aquecimento global. Biden disse que até o final desta década, os Estados Unidos iriam cortar as emissões de carbono em 50% a 52%.
A UE – União Europeia – anunciou que irá reduzir, em pelo menos 55%, as suas emissões de carbono até o ano de 2030. O Canadá, por sua vez, anunciou que sua redução chegará a 40% e 45% até daqui uma década. A terceira maior economia do mundo, o Japão disse, durante o evento, que irá colocar uma meta de 46% para a redução de emissões de carbono até 2030.

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