Família de Dona Emma mostra como planejamento, crédito rural, tabaco, suinocultura e sucessão familiar ajudaram uma pequena propriedade a crescer no interior de Santa Catarina
Uma propriedade rural no interior de Dona Emma, em Santa Catarina, virou exemplo de crescimento familiar no campo ao sair de uma base inicial de apenas 7 hectares herdados para uma área que hoje passa de 50 hectares.
A trajetória é conduzida pela família Torrete, com seu José, dona Lorenza, filhos, genro, nora e netos envolvidos na rotina da propriedade. O caso chama atenção porque vai na contramão de um problema comum no meio rural brasileiro: a saída dos jovens para a cidade.
O crescimento não aconteceu de uma vez. A família ampliou a área aos poucos, comprou partes de parentes e vizinhos, modernizou galpões, investiu em máquinas e diversificou a produção com tabaco, milho, leite e suinocultura.
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Mais do que uma história de aumento de área, o caso mostra como planejamento, crédito rural e sucessão familiar podem transformar uma pequena propriedade em um negócio rural estruturado, com diferentes atividades se complementando no mesmo espaço.
De 7 hectares herdados para mais de 50 hectares com compra de áreas e reinvestimento
Quando começou a tocar a propriedade, seu José trabalhava em uma área dividida com o irmão. A terra vinha da família, mas a estrutura era simples, com casa, um rancho básico e instalações antigas para as vacas.
Com o tempo, o irmão foi para a cidade, e José comprou a parte dele. Depois, a família adquiriu terrenos vizinhos e áreas que pertenciam a parentes, ampliando a propriedade até ultrapassar os 50 hectares.
A expansão foi acompanhada por mudanças na estrutura. Instalações antigas foram desmanchadas, novos espaços foram construídos e a rotina, antes baseada em ferramentas simples e tração animal, passou a contar com tratores, implementos e até drone para pulverização.
Essa evolução mostra uma realidade cada vez mais presente no agro familiar: crescer no campo não depende apenas de aumentar a terra, mas de usar melhor a área disponível, integrar atividades e fazer investimentos que reduzam gargalos do dia a dia.
Tabaco segue como principal cultura e sustenta parte importante da renda
A principal cultura da família é o tabaco. Nesta época do ano, a preparação da terra e o cuidado com as mudas ocupam boa parte da rotina da propriedade, que mantém canteiros prontos para o plantio.

Na propriedade dos Torrete, o tabaco não aparece isolado. Ele se conecta com outras frentes de produção, como o milho e a suinocultura, criando uma espécie de engrenagem interna em que uma atividade ajuda a outra.
Apesar da relevância econômica, a cultura também exige esforço intenso. A própria família reconhece que a vida no campo não tem rotina fixa de fim de semana ou feriado, já que o trabalho acompanha o ritmo da lavoura, do clima e dos animais.
Suinocultura entrou como alternativa para o filho e hoje ajuda a adubar a lavoura
A permanência do filho João na propriedade ganhou um caminho próprio. Como ele não tinha a mesma afinidade com o cultivo do tabaco, decidiu investir em granjas de suínos, ampliando a diversificação da renda familiar.
Hoje, são três granjas e cerca de 3.330 suínos alojados, segundo os dados apresentados pela própria família. A atividade passou a funcionar como uma segunda base econômica dentro da propriedade.

O ponto mais importante é a integração entre os setores. Os dejetos dos suínos são usados como adubação nas lavouras de tabaco e milho, reduzindo a dependência de parte dos fertilizantes minerais e aproveitando um resíduo que precisa de manejo correto.
Os dejetos suínos podem gerar ganhos econômicos quando usados de forma adequada na fertilização das lavouras, mas exigem plano técnico, análise da composição, atenção ao solo e boas práticas de manejo para evitar impactos ambientais.
Crédito rural permitiu comprar máquinas, construir galpão e acelerar a modernização
Um dos pontos centrais da transformação foi o acesso ao crédito rural. A família financiou implementos como espalhador de esterco, escarificador, grade aradora, espalhador de calcário e também estrutura para guardar máquinas.
Na prática, esses equipamentos mudam a produtividade e a organização do trabalho. O que antes dependia de esforço manual ou equipamentos antigos passa a ser feito com mais velocidade, melhor distribuição de insumos e menor desgaste físico.
As operações citadas pela família foram contratadas em condições específicas da época, com prazos longos e juros menores do que os praticados no crédito comum. O galpão, por exemplo, foi financiado com prazo de pagamento de 10 anos, enquanto implementos tiveram prazo de 7 anos.
O Ministério da Fazenda classifica o crédito rural em modalidades como custeio, investimento, comercialização e industrialização. No caso de propriedades como essa, o custeio ajuda a bancar o ciclo produtivo, enquanto o investimento financia bens e estruturas usados por vários períodos.
Tecnologia no campo não elimina o esforço, mas muda a forma de trabalhar
A modernização da propriedade não significa que o trabalho ficou fácil. A própria família afirma que o agricultor continua enfrentando jornadas longas, imprevisibilidade climática, custos de produção e dificuldade para conseguir melhor valorização do produto.
A diferença é que hoje há mais controle. Com máquinas, crédito planejado e tecnologia, o produtor consegue calcular melhor o que vai plantar, quanto precisa colher, quais dívidas precisa pagar e onde pode investir.
A presença de três tratores e drone de pulverização mostra como a pequena propriedade rural mudou nas últimas décadas. O que antes começava com carro de boi e uma junta de bois agora inclui equipamentos capazes de aumentar precisão, reduzir tempo de trabalho e melhorar o manejo.
Ao mesmo tempo, novas exigências também aparecem. Conforme a Cidasc, Santa Catarina publicou em 2025 regras de biosseguridade para granjas tecnificadas, incluindo controle de acesso, desinfecção e destinação adequada de dejetos, reforçando que a produção moderna precisa combinar eficiência e responsabilidade sanitária.


Que istoria bonita de lêr, parabéns ao pessoal aí ,, fazer a coisa bem pensada da certo ,da lucro , que Deus ajude mais vocês….
Essa prosperidade se dá com responsabilidade ao meio ambiente, às pessoas integradas no sistema.
No entanto, o colossal do empreendimento, se dá principalmente na mostra de não precisar de um governo ****, alienante e ****, que busca benefícios somente para sua quadrilha e puxadinhos no sistema operante de menosprezar o agro brasileiro, taxando-o como **** e outros adjetivos perniciosos e desagregador da realidade do produtor rural.