Quase quatro décadas depois da fundação em 1986, o ex-sócio esquecido de Luciano Hang desaparece da cena enquanto o “Véio da Havan” consolida faturamento bilionário, expande rede pelo país e encara até estátua da Havan incendiada em meio a polarização política que coloca lojas e monumentos da marca sob holofotes.
Volta à tona a história do ex-sócio esquecido de Luciano Hang, peça-chave na criação da Havan em 1986 e hoje praticamente apagado do imaginário popular. A reportagem relembra que a rede nasceu em Brusque, em Santa Catarina, da sociedade entre Luciano Hang e Vanderlei de Limas, que batizaram a loja com a junção dos próprios nomes e montaram a Havan Tecidos da Moda Ltda., antes de a relação ruir em 1991 após uma acusação de desvio de mercadorias de alto valor na empresa têxtil Renaux.
Desde 1991, quando a sociedade foi desfeita e Luciano se tornou o único dono da Havan, o caminho dos dois ex-sócios tomou direções opostas. Enquanto o ex-sócio esquecido de Luciano Hang some do mapa e evita aparições públicas, o “Véio da Havan” acumula faturamento diário de R$ 50 milhões, chega a R$ 18 bilhões por ano em 2025 e vê até a Estátua da Liberdade da rede virar alvo de incêndios e disputa política em cidades como São Carlos, Porto Velho e, mais recentemente, Petrolina.
Do chão da Renaux à fundação da Havan em 1986
Antes de se tornarem nomes ligados ao varejo, Luciano Hang e Vanderlei de Limas começaram carreira na Renaux, tradicional empresa catarinense do setor têxtil.
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Foi nesse ambiente fabril que os dois identificaram a oportunidade de montar um negócio próprio, mirando uma grande rede varejista de tecidos e utilidades.
Em 1986, a dupla formalizou a parceria e abriu a Havan em Brusque.
O nome unia “Ha”, de Hang, e “Van”, de Vanderlei, em um aceno direto à sociedade original.
O ex-sócio esquecido de Luciano Hang participava das decisões estratégicas e da rotina da nova loja, enquanto os dois buscavam espaço em um mercado competitivo, ainda distante do modelo de megalojas iluminadas com fachada azul e estátua na porta que se tornaria marca registrada anos depois.
Acusação de desvio, polícia e o rompimento em 1991
A virada dramática da relação veio em 1991.
Segundo o próprio Luciano Hang, a amizade e a sociedade foram rompidas quando ele acusou Vanderlei de Limas de ter desviado mercadorias de alto valor da Renaux, empresa na qual ambos haviam trabalhado.
O caso deixou o ambiente corporativo e passou a receber atenção policial.
Diante da pressão e das acusações do ex-sócio, Vanderlei admitiu a apropriação indevida dos produtos, segundo o relato divulgado.
A admissão abriu caminho para a assinatura do rompimento formal da sociedade, tornando Luciano Hang o único dono da Havan.
A partir daí, o ex-parceiro, que dividira a origem da marca, deixou de aparecer em público, reforçando a imagem de ex-sócio esquecido de Luciano Hang na narrativa dominante sobre a varejista.
O sumiço do ex-sócio esquecido de Luciano Hang
Depois da ruptura, o ex-sócio esquecido de Luciano Hang desaparece das páginas de economia e do noticiário geral.
Relatos apontam que o empresário passou a evitar entrevistas e registros públicos, enquanto a biografia oficial da Havan, em campanhas e discursos, passou a destacar quase exclusivamente a figura de Luciano como fundador solitário e rosto incontestável da marca.
Na prática, o destino de Vanderlei de Limas permanece incerto.
As referências mais recentes indicam que há baixas chances de que ele tenha alcançado posição semelhante no mercado após a saída da sociedade, especialmente diante do contraste com o tamanho atual do grupo comandado por Hang.
O silêncio e a ausência de novos negócios relevantes reforçam a condição de personagem apagado em uma história que começou com dois sócios, mas hoje é contada como saga de um único “Véio da Havan”.
Império bilionário do “Véio da Havan” cresce sem o cofundador
Enquanto o ex-parceiro some, a Havan se transforma em um império bilionário nacional.
Em 2025, o próprio Luciano Hang afirma que a rede atinge faturamento diário de R$ 50 milhões, equivalente a R$ 1,5 bilhão por mês e R$ 18 bilhões por ano, em um ritmo de crescimento que consolida a marca como uma das mais visíveis do varejo brasileiro.
A expansão inclui grandes lojas de fachada padronizada, forte presença em campanhas publicitárias e a figura do “Véio da Havan” em anúncios, entrevistas e redes sociais.
A narrativa oficial foca no empreendedor que arriscou, cresceu e levou a marca para todo o país, enquanto a participação original do ex-sócio esquecido de Luciano Hang quase não aparece na comunicação de massa dirigida ao público consumidor.
Estátua da Havan em chamas e disputa política nas fachadas
Em paralelo ao crescimento de receitas, a Havan passou a enfrentar episódios de vandalismo contra um de seus símbolos mais visíveis: a Estátua da Liberdade instalada em frente às lojas.
No início da semana da publicação da reportagem, vídeos que circularam na internet mostraram uma estátua da Havan em Petrolina, Pernambuco, completamente em chamas, com o monumento avaliado em R$ 1,5 milhão totalmente destruído por duas pessoas ainda não identificadas.
O próprio Luciano Hang afirmou que o ataque foi motivado por divergências políticas e lembrou que se tratava do terceiro caso semelhante, depois de ocorrências em São Carlos, em São Paulo, e em Porto Velho, em Rondônia.
Em comunicado, a empresa classificou o incêndio como “ataque à democracia e ao direito de existir”, pediu que o vídeo fosse compartilhado e divulgou um número 0800 para denúncias, transformando a estátua em símbolo de conflito político além da sua função de peça publicitária.
Como a narrativa oficial apaga o cofundador da história
A trajetória recente da Havan mostra que, quanto mais o império varejista cresce e entra em disputas públicas, mais o ex-sócio esquecido de Luciano Hang fica distante da versão oficial da história.
A escolha de destacar um único fundador em campanhas, falas públicas e materiais institucionais simplifica a origem da marca e reforça a imagem de liderança individual, ainda que documentos e relatos apontem para uma sociedade formal desde 1986.
Ao mesmo tempo, a sequência de episódios envolvendo faturamento bilionário, expansão nacional e ataques à estátua da Havan contrasta com o silêncio em torno de Vanderlei de Limas, que participou da criação da empresa, foi acusado de desviar mercadorias, rompeu a parceria em 1991 e desapareceu da arena pública.
A própria expressão ex-sócio esquecido de Luciano Hang resume o lugar que ele ocupa hoje: presente nos registros históricos, mas ausente da vitrine em que o “Véio da Havan” se tornou personagem permanente.
Diante de uma história em que o ex-sócio esquecido de Luciano Hang ajuda a criar a Havan, some após a acusação de desvio e assiste de longe ao império e até à estátua da Havan pegarem fogo no centro das polêmicas, na sua opinião o público deveria cobrar mais transparência sobre o papel de Vanderlei de Limas na origem da rede ou o mercado tende a aceitar que a narrativa fique concentrada apenas em Luciano Hang?

Ele não foi “esquecido”, não. Ele desviou mercadorias e admitiu. Ele roubou!!
Tinha que sumir do mapa mesmo.
Matéria ineficiente.
Se foi comprovado na justiça que o ex roubou, ta certo o véio da Havan esquecer mesmo! Imagina vc ser roubado e ainda ficar lembrando ou ajudar financeiramente.
O relator dessa matéria não foi feliz em sitar que o ex sócio esquecido, não sentido. Parabéns para o sr Luciano Hang, famoso véio da Havan. O admiro!