Contrato anunciado em 29 de maio prevê a primeira fase da rede AMTI, formada por satélites em órbita baixa para rastrear aeronaves, mísseis de cruzeiro e outras ameaças aéreas em escala global
A Força Espacial dos Estados Unidos fechou com a SpaceX um contrato de US$ 4,16 bilhões para desenvolver a primeira fase dos satélites AMTI, uma rede em órbita baixa voltada a rastrear aeronaves, mísseis de cruzeiro e outras ameaças aéreas. O acordo, anunciado em 29 de maio, reforça a mudança do Pentágono para levar ao espaço parte da vigilância antes feita por aviões militares.
Satélites AMTI vão rastrear alvos aéreos em movimento
A rede Air Moving Target Indicator, conhecida pela sigla AMTI, foi planejada para detectar, monitorar e manter o acompanhamento de alvos que se deslocam no ar. Entre eles estão caças, bombardeiros, mísseis de cruzeiro e, potencialmente, armas hipersônicas.
O contrato foi firmado por meio do Space Systems Command, que indicou o objetivo de acelerar a implantação de uma camada de sensores espaciais com capacidade de rastrear ameaças aéreas em escala global.
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Pentágono amplia vigilância a partir do espaço
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do Pentágono para transferir missões de sensoriamento militar, tradicionalmente feitas por aeronaves, para constelações de satélites. A aposta busca ampliar a cobertura e aumentar a resistência dos sistemas de vigilância.
Autoridades militares defendem que os satélites oferecem vantagem diante do avanço de capacidades adversárias de negação de acesso e área, cenário em que aeronaves de vigilância podem enfrentar mais limitações operacionais.
Primeira implantação está prevista para 2028
O número de satélites que será construído pela SpaceX não foi divulgado. A expectativa, porém, é que a constelação opere em órbita terrestre baixa, região usada para sistemas com menor distância em relação ao planeta.
Segundo o Space Systems Command, a implantação inicial da rede deve ocorrer até 2028. Essa etapa deverá entregar uma capacidade operacional preliminar às forças armadas dos Estados Unidos.
SpaceX ganha espaço na arquitetura militar americana
O novo contrato foi anunciado poucos dias depois de a Space Force conceder à SpaceX outro acordo, de US$ 2,29 bilhões, para construir a espinha dorsal da Space Data Network, uma constelação de comunicações em malha para transferência de dados entre satélites militares.
Somados, os dois contratos colocam a empresa em dois pontos centrais da arquitetura espacial em formação do Pentágono: sensoriamento e comunicações.
A Força Aérea ainda mantém aeronaves como os E-3 AWACS e E-7 Wedgetail, mas os sistemas espaciais passam a ser tratados como complemento vital para a vigilância aérea.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Space Systems Command e da Força Espacial dos Estados Unidos, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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