A Engie Brasil está com tudo pronto para participar do leilão de transmissão que irá acontecer na próxima sexta-feira, 30, de junho. Espera-se que talvez a concorrência aconteça em um patamar abaixo das disputas anteriores.
Após participar de uma mesa de debates em um evento da CEBRI na quarta-feira, 28 de junho no Rio de Janeiro, o presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini disse: “Espera-se um nível de competição elevado, talvez menor que os certames anteriores por algumas especificidades com taxas de juros, investimentos adquiridos por alguns players e tamanho dos lotes. Não vai ser fácil, mas vamos fazer nosso melhor”.
Contudo, sobre a outra competição sinalizada pelo Ministério de Minas e Energia para o ano de 2024, está estipulada em R$20 bilhões, o executivo comentou que essa decisão foi acertada, afirmando que tem conversado há alguns anos com os governos de que para ter uma indústria sustentável na transmissão, é necessário ter distribuição dos investimentos ao longo do tempo.
De tal forma, outro certame também já está com data marcada, previsto para acontecer em outubro de 2023. O presidente Eduardo disse crer na efetivação do leilão e também na capacidade no fim do ano para dar maior segurança ao sistema, isso em meio a um cenário de super ofertas das renováveis intermitentes. Aliás, trabalhando com a criação de valor para hidrelétricas que hoje sofrem bastante com a estrutura de mercado e também a falta de valoração de seus atributos.
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Engie Brasil: os subsídios
O subsídios no setor, permeou uma boa parte do último painel do primeiro dia de evento. Eduardo da Engie Brasil diz ser contra a existência de mais incentivos desse tipo, a não ser que sejam muito bem estruturados e com prazo para acabar. Contudo, diferente da maior parte dos Lobbies que são vistos no Congresso Nacional.
Sendo assim, para o dirigente quando se introduzem novas tecnologias é preciso agilidade regulatória para poder corrigir as ineficiências trazidas ao sistema, ainda mais se o subsídio estiver prolongado sendo concedido para determinadas fontes. Também é importante lembrar que outro ponto que não pode ficar de fora, segundo Eduardo, é a necessidade de valorização das hidroelétricas para a oferta de preços.
Além disso, o executivo destacou que também é preciso olhar a capacidade comercial das usinas reduzidas e compensar a extensão das concessões. De tal forma, reformulando maneiras para o setor não ter GSF abaixo dos 85% atuais, a não ser que sejam por questões hidrológicas.

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