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Câmara reage após onda de golpes digitais e cria nova proteção à pessoa idosa que promete impedir prejuízos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 01/12/2025 às 19:33
Câmara cria nova proteção voltada à pessoa idosa para enfrentar golpes digitais e reduzir riscos de prejuízos financeiros
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A crescente exposição de vítimas em golpes afetivos digitais levou a Câmara a criar uma nova camada de proteção focada especialmente na pessoa idosa, ampliando a resposta diante das fraudes que usam perfis falsos para obter vantagem financeira

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Código Penal para tratar do estelionato sentimental praticado por meios eletrônicos.

O texto define a fraude amorosa como crime quando o agente simula vínculo afetivo para obter vantagem ilícita, especialmente em situações que envolvam pessoa idosa.

A conduta é caracterizada pelo uso de perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de relacionamento, com prejuízo direto para a vítima.

Pessoa idosa e impacto das mudanças

A pena prevista para o crime será reclusão de três a oito anos e multa. A ação penal será pública incondicionada, permitindo que o Ministério Público inicie o processo mesmo sem manifestação da vítima.

A medida foi aprovada após a comissão acolher o parecer da deputada Maria do Rosário, que apresentou substitutivo ao PL 69/25.

A versão original, apresentada por Socorro Neri e outras parlamentares, sugeria uma tipificação ampla e autônoma para o estelionato sentimental, com enquadramento de alto potencial ofensivo.

As autoras defenderam que o estelionato sentimental representa prática insidiosa, pois manipula vínculos afetivos com o objetivo de obter vantagens financeiras e provoca abalo profundo na confiança de quem sofre o golpe.

Limitações adotadas pelo substitutivo

A nova redação reduz o alcance da proposta ao restringir sua aplicação às fraudes cometidas de forma eletrônica.

O foco recai sobre o uso de perfis falsos e aplicativos de namoro pela internet, estabelecendo fronteira objetiva para diferenciar esse tipo de golpe de condutas que, embora moralmente reprováveis, não alcançam nível de lesividade que justifique a intervenção penal.

Maria do Rosário afirmou que a tipificação ampla poderia levar à criminalização de comportamentos presentes nas relações pessoais, criando insegurança jurídica e incentivando judicialização desnecessária em situações que já encontram solução no campo cível ou familiar.

Ela destacou que a fraude digital oferece ao criminoso anonimato, distância e alcance ampliado, fatores que dificultam identificar o autor e comprovar a prática.

O uso de meios eletrônicos, segundo a relatora, potencializa a eficácia do golpe, o que demanda resposta penal específica e diferente daquela aplicada à fraude presencial, que pode ser enquadrada com mais facilidade no tipo geral de estelionato.

Consequências quando a vítima é pessoa idosa

O substitutivo também altera o Estatuto da Pessoa Idosa. Quando a vítima tiver 60 anos ou mais, a pena será aumentada em um terço.

Maria do Rosário destacou que pessoas idosas enfrentam maior vulnerabilidade, podem vivenciar solidão e possuem patrimônio acumulado, fatores que tornam esse grupo alvo recorrente e mais atingido pelos efeitos do crime.

Proteção à mulher

A proposta inclui ainda o estelionato sentimental eletrônico na Lei Maria da Penha. A fraude será reconhecida como violência patrimonial e psicológica em contexto doméstico e familiar. Isso permitirá que vítimas acessem medidas protetivas previstas na legislação.

Tramitação

A iniciativa já havia sido aprovada com substitutivo pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O texto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois dessa etapa, será votado pelo Plenário da Câmara.

Para entrar em vigor, precisará ser aprovado por deputados e senadores, mantendo atenção especial às garantias previstas para a pessoa idosa.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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