Paul Powlesland e o River Roding Trust retiraram 200 sacos de lixo de um trecho de 250 metros do riacho Alders Brook, em Londres. Após anos de apelos ignorados, a limpeza do rio poluído reanimou a fauna, mas levou a Agência Ambiental a investigar o grupo por obras sem licença.
Um advogado britânico pediu por anos que o governo limpasse um rio poluído no leste de Londres, não teve resposta, organizou voluntários para remover 200 sacos de lixo em 10 dias e agora enfrenta até dois anos de prisão. O caso expõe o choque entre ação cívica e regras ambientais.
Segundo o The Guardian, Paul Powlesland, ativista ambiental de 40 anos, passou 10 dias no fim de fevereiro organizando uma ação comunitária no riacho Alders Brook, um afluente do rio Roding, em Barking, no leste de Londres. Junto à organização River Roding Trust, os voluntários removeram cerca de 200 sacos de lixo, lodo, ervas daninhas e galhos de um trecho de 250 metros. Powlesland afirma ter passado anos pedindo à Agência Ambiental que agisse contra a poluição, sem resposta, e, uma semana após a limpeza, o órgão passou a investigar o grupo por obras não autorizadas, com pena máxima de até dois anos de prisão.
Anos de apelos antes de limpar o rio poluído

O britânico Paul Powlesland, de 40 anos, alegou ter passado anos pedindo à Agência Ambiental que tomasse medidas em relação à poluição e ao descarte ilegal de lixo no Roding, mas não obteve resposta. Diante da inação, o grupo dele decidiu agir por conta própria para recuperar o rio poluído.
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No fim de fevereiro, o advogado passou 10 dias organizando uma ação comunitária no riacho Alders Brook, um afluente do rio Roding, em Barking. Junto à organização River Roding Trust, os voluntários partiram para limpar um trecho que, segundo relatos, estava obstruído e estagnado.
200 sacos de lixo e a fauna de volta

De um trecho de 250 metros do rio poluído, os voluntários retiraram cerca de 200 sacos de lixo, lodo, ervas daninhas e galhos. A ação transformou um pedaço do riacho que antes estava parado e sem vida.
Segundo o The Guardian, a limpeza funcionou: em poucos dias, moradores locais relataram o retorno de peixes, libélulas, garças e dos juncos à área revitalizada. A resposta rápida da natureza virou um dos pontos mais marcantes do caso e reforçou o argumento de quem defende a iniciativa.
A investigação da Agência Ambiental
Os problemas começaram uma semana após a limpeza, quando investigadores da Agência Ambiental visitaram o local e enviaram uma carta a Powlesland informando que o grupo estava sendo investigado por obras não autorizadas no rio poluído, em violação ao Regulamento de Licenciamento Ambiental de 2016, da Inglaterra e do País de Gales. A agência sustenta que havia infrações a apurar.
“O local está atualmente sob investigação por infrações relacionadas a licenças e resíduos”, dizia a carta, vista pelo The Guardian.
A agência argumenta que a dragagem pode representar um risco de inundação e alega crimes ambientais relacionados a resíduos. A pena máxima para esse tipo de crime é de até dois anos de prisão, o que colocou a recuperação do rio poluído no centro de uma disputa jurídica.
A revolta de Powlesland e a reação online
Em resposta, Powlesland declarou ao The Guardian que, após décadas ignorando graves violações ambientais no rio Roding, a Agência Ambiental finalmente decidiu agir, mirando os voluntários e não os despejos de esgoto da Thames Water ou o descarte ilegal de lixo. Para ele, a fiscalização escolheu o alvo errado na recuperação do rio poluído.
“Tudo o que fazem é perseguir alvos fáceis”, disse Powlesland.
Segundo o ativista, a agência não processa o que deveria e persegue alvos fáceis, mesmo com o trecho restaurado prosperando e a vida selvagem retornando. O caso gerou reações negativas na internet, com muitos questionando por que uma ação de limpeza voluntária está sendo investigada enquanto os grandes poluidores enfrentam medidas menos imediatas.
O caso de Paul Powlesland expõe uma tensão entre ação cívica e regulação ambiental: após anos pedindo que a Agência Ambiental agisse sobre o rio poluído em Londres, o advogado britânico organizou voluntários, removeu 200 sacos de lixo em 10 dias e viu a fauna voltar, mas agora enfrenta até dois anos de prisão por ter feito a limpeza sem autorização.
A agência cita o risco de inundação por causa da dragagem e infrações relacionadas a licenças e resíduos, enquanto Powlesland a acusa de perseguir alvos fáceis em vez dos grandes poluidores. Entre os dois lados, o caso levantou uma pergunta incômoda sobre quem realmente deveria responder pelo estado dos rios.
E você, o que achou do caso do advogado que limpou um rio poluído e pode ir para a prisão? Acredita que as regras deveriam ser aplicadas dessa forma? Com respeito às diferentes visões, comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre meio ambiente e cidadania.

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