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Casal comprou o último moinho de vento de Suffolk, de 1891, e em 2 anos transformou a torre de 4 andares numa moradia improvável com sala-mirante de zinco, hoje hospedagem de luxo na Inglaterra

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 25/06/2026 às 00:42 Atualizado em 25/06/2026 às 00:44
Casal transformou o último moinho de vento de 1891 numa moradia improvável: a torre de 4 andares virou casa, hoje hospedagem de luxo, na Inglaterra.
Casal transformou o último moinho de vento de 1891 numa moradia improvável: a torre de 4 andares virou casa, hoje hospedagem de luxo, na Inglaterra.
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Em Cockfield, em Suffolk, na Inglaterra, Steve e Natalie Roberts compraram em ruínas o último moinho de vento do condado, de 1891. Em pouco menos de dois anos, por volta de 2014 a 2016, transformaram a torre de 4 andares numa moradia improvável que hoje é hospedagem de luxo.

Tem gente que olha para uma ruína e só vê problema. Steve e Natalie Roberts olharam para um velho moinho de vento caindo aos pedaços e enxergaram uma casa dos sonhos. O casal comprou, no interior de Suffolk, na Inglaterra, o último moinho de vento construído no condado, erguido em 1891, e o transformou numa moradia improvável de quatro andares, coroada por uma sala de estar com vista panorâmica num pod revestido de zinco. A história foi contada pela revista Grand Designs.

Vale o aviso de cara, para não confundir: não é uma obra de ontem. A conversão aconteceu por volta de 2014 a 2016, e hoje a torre funciona como hospedagem de luxo, alugada para quem quer passar uns dias dormindo dentro de um moinho de vento histórico. Mesmo assim, a façanha de devolver vida a uma estrutura condenada continua sendo um dos exemplos mais charmosos de moradia improvável da Inglaterra.

O último moinho de vento construído em Suffolk

Crédito da imagem: Host Unusual
Crédito da imagem: Host Unusual

A estrutura já nasceu especial. O moinho de Cockfield foi o último moinho de vento erguido em Suffolk, em 1891, substituindo um antigo moinho que existia no mesmo terreno.

Por mais de um século, porém, ele perdeu a função, virou depósito e foi definhando, até chegar ao casal num estado que assustaria qualquer comprador.

Steve Roberts não esconde o tamanho do desafio que encontrou. “Estava caindo aos poucos. As janelas tinham caído, não havia pisos internos, só um meio-mezanino onde o antigo dono guardava sua maquete de trem”, contou.

Ou seja, por dentro a torre era basicamente uma casca oca de tijolos, sem andares, sem janelas inteiras, à beira do desabamento.

Comprar um moinho de vento nesse estado, na Inglaterra, é assumir uma obra de risco. A maioria das pessoas teria recuado.

O casal, ao contrário, viu na ruína a chance de criar algo único, uma moradia improvável que poucos teriam coragem de tentar. A decisão de salvar o último moinho de vento do condado deu o tom de tudo o que veio depois.

Quase dois anos de obra para erguer uma casa na torre

Crédito da imagem: Host Unusual
Crédito da imagem: Host Unusual

Transformar uma casca de tijolos em casa exigiu fôlego. Steve passou pouco menos de dois anos na obra, trabalhando ao lado de dois construtores locais.

Foi preciso começar quase do zero por dentro: novo piso de concreto, uma escada que encaixasse na forma cilíndrica e a inserção de andares onde antes só havia vão vazio.

O resultado foi uma torre de 4 andares totalmente reaproveitada. Em vez de demolir e construir do lado, o casal respeitou a estrutura original do moinho de vento e organizou a vida para dentro dela, andar por andar.

Cada nível ganhou uma função, transformando a verticalidade que antes movia as pás num jeito inusitado de morar.

Essa é a essência da boa moradia improvável: não brigar com o prédio antigo, e sim trabalhar a favor dele. A torre de 4 andares deixou de ser um problema estrutural para virar o maior charme da casa, com a obra preservando a identidade do último moinho de vento de Suffolk em vez de apagá-la.

Os quatro andares, do térreo ao pod de zinco

Crédito da imagem: Host Unusual
Crédito da imagem: Host Unusual

A distribuição dos ambientes acompanha a subida. No térreo fica a cozinha integrada à sala de jantar, o coração da casa. No primeiro e no terceiro andar ficam os quartos, e no segundo, o banheiro. A escada costura tudo, levando o morador num passeio vertical por dentro da torre de 4 andares.

A joia da coroa está lá em cima. O quarto andar é ocupado por um pod, uma estrutura arredondada revestida de zinco que funciona como sala de estar e mirante.

De lá, a vista varre a paisagem do interior de Suffolk, transformando o topo do moinho de vento no melhor lugar da casa. Foram cerca de 200 painéis de zinco feitos sob medida para se encaixar na curva, e o trabalho na cobertura elíptica rendeu um prêmio nacional de telhados.

É esse pod que define o visual da moradia improvável. O contraste entre a base de tijolos do século 19 e o topo moderno de zinco prateado virou a assinatura do projeto.

A torre de 4 andares ganhou um remate contemporâneo sem perder a alma de moinho de vento, e é exatamente esse encontro de épocas que faz o lugar chamar tanta atenção.

Uma moradia improvável que virou hospedagem de luxo

Terminada a obra, a casa ganhou o mundo. O projeto foi indicado a prêmios de arquitetura como os do RIBA e do RICS, levou reconhecimento por marcenaria e turismo e ainda apareceu na televisão britânica, num programa dedicado a espaços fora do comum. A repercussão transformou um moinho de vento esquecido num case celebrado de reúso.

Hoje, o destino da torre é receber hóspedes. O antigo moinho de vento opera como hospedagem de luxo, conhecido como The Windmill Suffolk, onde turistas pagam para viver a experiência de dormir dentro de uma estrutura histórica de quatro andares.

A moradia improvável que começou como casa do casal virou um endereço de turismo na Inglaterra.

Essa virada de uso é parte do enredo, e vale registrar com honestidade. O que se vê hoje não é uma família recém-instalada, e sim um negócio de hospedagem de luxo montado em cima de uma reforma feita há cerca de uma década.

Ainda assim, a base da história permanece: alguém comprou uma ruína e a devolveu ao mundo como algo útil e bonito.

Por que histórias de moradia improvável encantam

Casos como o do moinho de vento de Suffolk mexem com a imaginação por um motivo simples. Eles provam que estruturas dadas como perdidas, antigas, esquisitas, fora do padrão, podem virar lares cheios de personalidade.

Uma torre de 4 andares que um dia moeu grãos hoje abriga cozinha, quartos e uma sala com vista de cinema.

Há também um valor de preservação embutido. Em vez de deixar o último moinho de vento do condado desabar, o casal o manteve de pé, agora com função nova.

Esse tipo de reúso evita demolição, guarda um pedaço de história e ainda entrega um imóvel único, três ganhos de uma vez que explicam o fascínio por moradia improvável.

No Brasil, a lógica se repete com outras estruturas. Caixas d’água, silos, galpões, vagões e até igrejas já viraram casas mundo afora, e a vontade de transformar o incomum em lar não tem fronteira.

O moinho de vento na Inglaterra é só a versão mais fotogênica de uma ideia que cabe em qualquer lugar: olhar para o que parece inútil e enxergar um teto possível.

A reforma de Steve e Natalie Roberts mostra que uma ruína de 1891 pode virar uma moradia improvável de tirar o fôlego, com direito a sala-mirante de zinco no alto de uma torre de 4 andares, hoje funcionando como hospedagem de luxo na Inglaterra. Bastou enxergar potencial onde os outros viam só um moinho de vento condenado.

E você, toparia morar numa estrutura fora do comum como essa? Conta aqui nos comentários qual prédio ou construção antiga da sua região você acha que daria uma casa incrível se alguém resolvesse reformar com carinho.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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