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Gigante da tecnologia, Oracle demite 21 mil funcionários e aposta US$ 70 bilhões em inteligência artificial

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 25/06/2026 às 00:18 Atualizado em 25/06/2026 às 00:20
Com um plano de gastos expandido para US$ 70 bilhões, a Oracle reduziu seu quadro de funcionários para 141 mil pessoas para priorizar novos data centers.
Com um plano de gastos expandido para US$ 70 bilhões, a Oracle reduziu seu quadro de funcionários para 141 mil pessoas para priorizar novos data centers. (imagem meramente ilustrativa)
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Com um plano de gastos expandido para US$ 70 bilhões, a Oracle reduziu seu quadro de funcionários para 141 mil pessoas para priorizar novos data centers.

Um expressivo plano de investimentos fixado em US$ 70 bilhões para o atual ano fiscal foi anunciado pela Oracle como parte de sua nova estratégia de consolidação de mercado. O montante representa um salto relevante frente aos US$ 55,7 bilhões desembolsados no exercício anterior, sendo voltado primordialmente para a ampliação de centrais de processamento de dados preparadas para suportar a inteligência artificial.

Para viabilizar esse reposicionamento econômico, a multinacional de tecnologia realizou o corte de cerca de 21 mil postos de trabalho de tempo integral, reduzindo a sua força laboral global em aproximadamente 13%, segundo o relatório anual mais recente da empresa

O encolhimento das equipes acompanha decisões semelhantes tomadas por concorrentes de grande porte, as quais vêm priorizando o aporte de capital em estruturas digitais robustas em detrimento da manutenção de equipes humanas extensas.

A redução de pessoal e os custos da reorganização da Oracle

A drástica contração na folha de pagamentos fez com que o número de trabalhadores da companhia caísse de 162 mil para cerca de 141 mil indivíduos ao término do último período fiscal. Esse processo de reajuste institucional, iniciado no mês de março, segundo o The Wall Street Journal, não ocorreu sem impactos financeiros imediatos nas contas da organização.

Para cobrir o pagamento de direitos trabalhistas, pacotes de indenização e outras despesas diretas ligadas à consolidação estrutural, a corporação registrou um custo contábil de US$ 1,84 bilhão. A justificativa para a redução do quadro está na eficiência gerada pela implementação de novas plataformas autônomas de trabalho.

“A adoção e a implantação de tecnologias de IA em nossas operações resultaram e podem continuar a resultar em reduções no nosso quadro de funcionários”, disse a Oracle.

Contratos maciços impulsionam o investimento bilionário

A segurança para injetar dezenas de bilhões de dólares na expansão de sua infraestrutura física apoia-se em parcerias comerciais de altíssimo valor de mercado firmadas pela organização no setor corporativo. O principal destaque comercial da companhia envolve acordos de longo prazo que chegam à casa de centenas de bilhões de dólares.

A engrenagem financeira dessa expansão inclui projetos de cooperação de grande impacto no ecossistema de dados:

  • Parceria com a OpenAI: Acordo focado em fornecer aproximadamente US$ 300 bilhões em capacidade computacional de nuvem por um prazo estimado de cinco anos, segundo o Wall Street Journal.

Os alertas financeiros e os riscos do novo posicionamento

Embora o cenário de faturamento futuro projete números grandiosos, a agressividade dos investimentos da Oracle ligada à construção de novas infraestruturas passou a ser acompanhada com maior teor de cautela e sobriedade pelos investidores do setor financeiro.

O principal receio do mercado gira em torno do tempo necessário para que esses ativos comecem a gerar retornos líquidos consistentes.

A própria diretoria da multinacional norte-americana fez advertências formais sinalizando que o volume elevado de saídas de caixa pode acabar achatando e deprimindo suas margens de lucro operacionais nos próximos exercícios fiscais. Adicionalmente, a empresa lida com variáveis de risco de mercado tradicionais.

Caso os pacotes de serviços desenvolvidos por empresas concorrentes consigam atingir uma taxa de adesão superior entre as empresas compradoras, ou caso o desenvolvimento de engenharia de software demande mais verbas do que o teto projetado, os lucros esperados com a nova tecnologia podem ser comprometidos.

Com informações da BPMoney

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Andriely Medeiros de Araújo

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