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Ásia entra em nova corrida bilionária por supremacia aérea após turismo explodir e aeroportos atingirem o limite; o Vietnã aposta US$ 16 bilhões em Long Thanh, um megaempreendimento arriscado que pode redesenhar o mapa global da aviação

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 08/01/2026 às 19:16
Assista o vídeonova corrida bilionária no Sudeste Asiático: Vietnã acelera Long Thanh, aeroporto de US$ 16 bilhões, para 100 milhões de passageiros, com fases, pistas, terminais e pressão por capacidade regional.
nova corrida bilionária no Sudeste Asiático: Vietnã acelera Long Thanh, aeroporto de US$ 16 bilhões, para 100 milhões de passageiros, com fases, pistas, terminais e pressão por capacidade regional.
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Na nova corrida bilionária, o Vietnã ergue Long Thanh para aliviar Tan Son Nhat, em Ho Chi Minh, e tentar virar o grande aeroporto do Sudeste Asiático, em área de 5.000 hectares, com quatro terminais, quatro pistas de 4.000 metros e expansão em três fases até 100 milhões de passageiros.

A nova corrida bilionária por infraestrutura aérea no Sudeste Asiático ganhou tração quando mais de 100 milhões de pessoas visitaram a região no ano anterior ao 1º trimestre de 2025, e a demanda segue subindo com novos fluxos turísticos.

Com aeroportos próximos do limite e planos de expansão se multiplicando, o Vietnã colocou Long Thanh no centro da estratégia: um aeroporto de US$ 16 bilhões que pretende absorver a saturação de Tan Son Nhat e disputar o papel de hub regional.

Por que a nova corrida bilionária virou disputa por mega-hubs no Sudeste Asiático

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A projeção citada para os próximos vinte anos é direta: a Boeing espera que o tráfego aéreo para o Sudeste Asiático mais do que triplique.

Com esse horizonte, a nova corrida bilionária deixou de ser obra isolada e virou competição por capacidade, conectividade e escala.

Singapura expande Changi, descrito como o maior aeroporto da região, com cerca de 60 milhões de visitantes por ano.

O plano inclui US$ 10 bilhões para um Terminal 5, e a capacidade total citada para o complexo pode chegar a 150 milhões de pessoas quando a entrega ocorrer em meados da década de 2030.

Em paralelo, a Malásia mira ampliar Kuala Lumpur International para 150 milhões por ano, a Tailândia redesenvolve Suvarnabhumi para 120 milhões, e as Filipinas constroem Bulacan, um novo aeroporto de US$ 14 bilhões que pode receber 100 milhões de pessoas por ano.

Long Thanh no Vietnã: um aeroporto de US$ 16 bilhões para aliviar Tan Son Nhat

nova corrida bilionária no Sudeste Asiático: Vietnã acelera Long Thanh, aeroporto de US$ 16 bilhões, para 100 milhões de passageiros, com fases, pistas, terminais e pressão por capacidade regional.

Long Thanh aparece como a aposta mais ambiciosa desta nova corrida bilionária.

O projeto foi descrito com custo de US$ 16 bilhões e uma área de 5.000 hectares, mais de quatro vezes o tamanho de London Heathrow.

A justificativa imediata está a 40 quilômetros dali: Tan Son Nhat, em Ho Chi Minh, recebe cerca de 40 milhões de pessoas por ano e é considerado superlotado, sem espaço para ampliar por estar cercado por urbanização.

A ambição, porém, vai além de criar um escape. O Vietnã tenta posicionar Long Thanh como o grande aeroporto internacional do Sudeste Asiático.

O desenho prevê quatro terminais inspirados no formato de uma flor de lótus, além de quatro pistas, cada uma com 4.000 metros.

Engenharia e cronograma: três fases até 100 milhões de passageiros

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A construção de Long Thanh foi dividida em três fases. Na fase 1, o foco começa antes do concreto: limpeza de área florestada e nivelamento do terreno.

Em 2018, foi citado que quase 2.000 veículos e máquinas atuavam no canteiro em grandes movimentos de terra, com escavação, aterro e compactação dentro do perímetro do aeroporto.

Durante essas escavações, um risco histórico travou o avanço em momentos críticos: bombas e minas remanescentes da Guerra do Vietnã, retiradas antes que a obra seguisse.

Com a área considerada segura, a fase 1 avança para o primeiro terminal, uma pista e a torre de controle.

O terminal inicial foi descrito com 373.000 m², distribuído em quatro níveis, com estrutura em aço apoiada por colunas e vigas de concreto armado.

O teto adota conceito de vão livre de 82 metros, sem ser sustentado por grande quantidade de colunas internas, para manter áreas abertas.

A cobertura foi descrita com milhares de toneladas de aço em cinco camadas, pensadas para isolar, impermeabilizar e aumentar a durabilidade.

No lado ar, foi citada a concretagem da primeira pista de 4.000 metros.

A torre de controle, com 123 metros, foi desenhada como um botão de lótus. Para isolar o sítio, o projeto inclui um muro de perímetro de 8.668 metros.

Ao fim da fase 1, a capacidade citada é de 25 milhões de passageiros e 1,2 milhão de toneladas de carga por ano.

A fase 2 adiciona mais dois terminais e uma pista adicional. Na fase 3, entra o quarto terminal e duas novas pistas de 4.000 metros, elevando a meta a 100 milhões de passageiros e cinco milhões de toneladas de carga, em patamar comparado ao de Hartsfield Jackson, em Atlanta.

Conectar o aeroporto ao entorno: o gargalo dos 40 quilômetros

O desafio logístico aparece na pergunta prática: como levar e trazer volume de passageiros de um aeroporto desse porte até Ho Chi Minh.

O material cita transformação do sistema viário ao redor do canteiro e, além do trajeto rodoviário de 40 quilômetros, planos para duas linhas ferroviárias conectando o aeroporto à região metropolitana.

Poeira, saúde e lavouras: a crise do solo basáltico vermelho

O problema mais visível descrito até aqui não veio do aço nem do concreto, mas do chão.

O canteiro de Long Thanh fica sobre solo basáltico vermelho e, quando revolvido, gera nuvens densas de poeira.

Foi citado que a poeira se espalhou por áreas residenciais até sete quilômetros de distância, carregada pelo vento e pelas rodas de milhares de veículos.

Moradores relataram problemas respiratórios e disseram que a tosse ficou pior do que no auge da pandemia.

A poeira também cobriu plantações: com folhas recobertas, as culturas não conseguem fotossintetizar e podem morrer rapidamente.

As respostas citadas incluem reservatórios para molhar o solo e limites de velocidade para reduzir dispersão, mas o material indica que as medidas não eliminaram o problema.

O preço das curvas e o risco da dívida em um projeto de US$ 16 bilhões

Desde a proposta de 2006, o custo esteve no centro das críticas.

O desenho com curvas de lótus exige geometria mais complexa do que arquitetura em ângulos retos, e isso amplia trabalho e dificuldade técnica.

O material também aponta limitações físicas: concreto pode ficar mais frágil em geometrias curvas, e aço mais espesso exige esforço adicional para conformação.

O temor citado é de que empréstimos para financiar Long Thanh, em um país ainda em trajetória de crescimento, produzam dívidas de longo prazo capazes de pressionar as contas públicas caso a demanda não se materialize no ritmo esperado.

Turismo, previsão e aposta escalonada no Vietnã

Nos dados citados, o Vietnã registrou, no 1º trimestre de 2025, o sexto maior crescimento de chegadas internacionais do mundo, com alta de 30% em relação ao mesmo período de 2024, e liderança na área Ásia-Pacífico.

Essa aceleração se conecta à nova corrida bilionária: infraestrutura corre atrás do turismo, enquanto o turismo depende da infraestrutura.

O projeto tenta reduzir risco ao avançar por etapas, permitindo ajustar a expansão de Long Thanh conforme a ocupação.

Ainda assim, a disputa regional permanece aberta, com Changi e outros aeroportos avançando a partir de posições já consolidadas.

A nova corrida bilionária do Sudeste Asiático está sendo travada no detalhe de pistas, terminais e acesso terrestre, mas também em custos ambientais e sociais ao redor de cada aeroporto.

Se você acompanha aviação, logística ou turismo, vale monitorar o cronograma por fases de Long Thanh no Vietnã e a evolução real de passageiros e carga ao longo da implantação.

Você acha que Long Thanh vai virar o símbolo de eficiência desta nova corrida bilionária ou o exemplo mais caro do risco?

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Bruno Teles

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