Duplicação de grande porte sobre o Rio Tietê avança no interior paulista, envolve uma das principais estruturas viárias do estado e concentra expectativa sobre mobilidade, segurança e logística regional em uma ligação usada por motoristas, transportadores, pedestres e ciclistas.
As obras de duplicação da Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, na Rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), chegaram a 75% de execução e têm previsão de conclusão ainda em 2026, segundo o Governo de São Paulo.
Localizada entre Novo Horizonte e Pongaí, no noroeste paulista, a estrutura cruza o Rio Tietê em um ponto considerado estratégico para o tráfego regional, especialmente por conectar áreas produtivas e corredores usados no transporte de cargas.
Sem substituir a travessia atual, o projeto prevê a construção de uma ponte paralela para ampliar a capacidade de circulação na SP-333, enquanto a estrutura existente será revitalizada e adaptada ao uso de pedestres e ciclistas.
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O investimento informado para a obra é de R$ 387,3 milhões, em valores atualizados para abril de 2026, conforme publicações oficiais e registros divulgados pela Agência SP, vinculada ao governo paulista.
Duplicação da Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona avança sobre o Rio Tietê
Apontada pelo governo estadual como a maior ponte de São Paulo, a Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona tem cerca de 2,4 quilômetros de extensão e fica entre os quilômetros 229 e 232 da SP-333.

Nesse trecho, a rodovia atravessa o Rio Tietê e integra a ligação entre municípios do interior paulista, o que torna a obra relevante para deslocamentos regionais, transporte de mercadorias e circulação diária de moradores.
No sentido leste da rodovia, a nova ponte está sendo construída para operar com duas faixas de rolamento após a conclusão dos trabalhos, enquanto a estrutura atual receberá melhorias de iluminação e segurança.
A duplicação busca reorganizar o fluxo de veículos em uma travessia longa, usada por motoristas, transportadores e moradores da região, reduzindo gargalos e separando melhor os sentidos de circulação no trecho.
Obra na SP-333 exige operação complexa no rio
Por ocorrer diretamente sobre o Rio Tietê, a duplicação exige uma operação de engenharia complexa, com uso de balsas, embarcações de apoio e equipamentos específicos para serviços realizados no leito do rio.
Nas fundações da nova estrutura, o projeto prevê 124 estacas de sustentação, das quais 112 ficarão dentro do rio, exigindo planejamento técnico para garantir estabilidade e permitir o avanço seguro das frentes de trabalho.
Além das fundações, a construção utiliza vigas pré-moldadas de concreto e o método de balanços sucessivos no vão central, solução adotada para viabilizar a obra sem interromper a navegação na Hidrovia Tietê-Paraná.
Como a hidrovia participa do transporte regional de cargas, a manutenção da navegação durante os serviços se tornou um ponto central do planejamento, evitando bloqueios significativos para a atividade econômica local.
Ligação estratégica para o interior paulista

Na malha rodoviária paulista, a SP-333 funciona como um eixo de circulação entre áreas agrícolas, industriais e urbanas, com papel importante para o escoamento de produção e para viagens entre cidades do interior.
Entre Novo Horizonte e Pongaí, a ponte sobre o Rio Tietê concentra parte desse deslocamento regional, razão pela qual a duplicação é tratada pelo governo estadual como intervenção estratégica para a logística paulista.
Com a nova estrutura, a expectativa oficial é ampliar a capacidade de tráfego e tornar a circulação mais segura, especialmente porque a separação dos fluxos reduz conflitos entre veículos em sentidos opostos.
Além do impacto no transporte de cargas, a melhoria da ligação viária deve facilitar deslocamentos cotidianos entre municípios próximos, atendendo motoristas que dependem da SP-333 para trabalho, serviços e circulação regional.
Ao reforçar a conexão entre rodovia e malha logística, o projeto busca reduzir limitações operacionais em uma travessia sensível sobre o Rio Tietê, sobretudo para veículos pesados e viagens de maior distância.
Ponte atual será reaproveitada para pedestres e ciclistas
Após a entrega da nova estrutura, a ponte existente não será desativada nem demolida, pois o projeto prevê sua revitalização para uso de pedestres e ciclistas, com reforço de iluminação e adequações de segurança.
Com essa mudança, a travessia antiga passará a cumprir uma função complementar, separada do tráfego principal de veículos, preservando a estrutura já consolidada e ampliando alternativas de mobilidade não motorizada.
Em obras desse porte, a reorganização do uso das estruturas permite distribuir melhor as funções da travessia, deixando a nova ponte concentrar o fluxo rodoviário e destinando a antiga a deslocamentos locais mais seguros.
Entrega da duplicação está prevista para 2026
A previsão divulgada pelo Governo de São Paulo indica que a duplicação será concluída ainda em 2026, embora o cronograma dependa da finalização das estruturas, da revitalização da ponte existente e dos ajustes para operação plena.
Com 75% dos trabalhos executados, a obra entrou em etapa avançada dentro de um conjunto de investimentos voltados à infraestrutura rodoviária paulista, com foco em capacidade de tráfego, segurança viária e eficiência logística.
Quando a nova ponte entrar em operação, a SP-333 deverá ter melhor distribuição de fluxo entre Novo Horizonte e Pongaí, reduzindo limitações em uma ligação regional usada por motoristas, transportadores, pedestres e ciclistas.


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