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A NASA detalhou o plano de construir uma cidade permanente perto do polo sul da Lua, com os primeiros passos já em 2028 e a meta de manter astronautas vivendo no satélite de forma contínua na próxima década

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 31/05/2026 às 20:30
Atualizado em 31/05/2026 às 20:35
A NASA detalhou o plano de uma base permanente do tamanho de uma cidade no polo sul da Lua, com os primeiros passos em 2028 e presença humana contínua após 2032.
A NASA detalhou o plano de uma base permanente do tamanho de uma cidade no polo sul da Lua, com os primeiros passos em 2028 e presença humana contínua após 2032.
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Apesar do tamanho que pode chegar a centenas de quilômetros quadrados, não se trata de uma metrópole com prédios e avenidas. A comparação com uma cidade vem da própria arquiteta do projeto, que explica: o terreno hostil obriga a espalhar habitats, reatores e laboratórios por uma área enorme, em vez de concentrá-los.

A NASA detalhou o plano de construir uma base permanente perto do polo sul da Lua, tão extensa que poderia lembrar uma cidade pelo tamanho. O projeto, parte do programa Artemis, prevê os primeiros passos já em 2028 e tem como meta manter astronautas vivendo e trabalhando no satélite natural de forma contínua a partir da próxima década, marcando uma virada da exploração espacial rumo à permanência.

Os detalhes foram apresentados pela agência espacial americana em uma coletiva de imprensa realizada em 26 de maio de 2026, em sua sede, em Washington, semanas após o sucesso da missão Artemis II, que levou astronautas a sobrevoarem a Lua. Antes de imaginar uma metrópole lunar, porém, vale um esclarecimento: a comparação com uma cidade se refere à extensão física da base, e não a arranha-céus ou ruas, e os prazos divulgados são metas ambiciosas, sujeitas aos atrasos comuns em grandes programas espaciais.

Por que a base seria do tamanho de uma cidade

A NASA detalhou o plano de uma base permanente do tamanho de uma cidade no polo sul da Lua, com os primeiros passos em 2028 e presença humana contínua após 2032.
A escala impressionante tem uma explicação prática, e não de ficção científica. 

Segundo a NASA, a base poderia se estender por centenas de quilômetros quadrados, porque não existe um único local na Lua capaz de atender a todas as necessidades de ciência, tecnologia e habitação ao mesmo tempo, o que obriga a espalhar as estruturas pelo terreno.

A arquiteta-chefe do programa, Nujoud Merancy, explicou o raciocínio. Os habitats ficariam no topo de colinas, para receber luz solar, enquanto os sistemas de energia, incluindo reatores nucleares, precisariam ficar a um quilômetro ou mais de distância, por causa da radiação. “Quando você começa a juntar todas essas coisas, elas acabam se espalhando um pouco mais, como uma cidade, à medida que você vai construindo”, disse Merancy. Ou seja, a comparação é sobre dispersão geográfica, não sobre uma metrópole povoada.

A primeira fase começa em 2028

O plano da NASA está dividido em três grandes etapas, e a primeira já tem data para arrancar. A fase inicial, que se estende até cerca de 2029, foca em mapear o polo sul lunar, garantir acesso confiável à superfície e coletar dados ambientais, por meio de missões robóticas com drones e veículos não tripulados, antes de qualquer construção de fato.

Nessa etapa, estão previstos os drones saltadores do projeto MoonFall, que vão pular pela superfície para mapear áreas de difícil acesso e marcar os pontos da futura base, lançados em 2028 por um módulo da empresa Firefly Aerospace. Também entram em cena novos veículos lunares, desenvolvidos por empresas como Astrolab e Lunar Outpost, e módulos de pouso da Blue Origin, de Jeff Bezos. Parte desses equipamentos pode até operar remotamente, controlada da Terra, antes da chegada dos astronautas.

As fases seguintes até a presença contínua

Depois do mapeamento, vem a construção propriamente dita. A segunda fase, planejada para o período entre 2029 e 2032, prevê garantir os locais iniciais da base, estabelecer a infraestrutura necessária para estadias mais longas e realizar missões tripuladas semestrais à Lua, aproximando aos poucos a ideia de morar no satélite.

Já a terceira fase, a partir de 2032, ampliaria o número de lançamentos para estabelecer uma presença humana contínua na superfície lunar, com o objetivo, segundo a NASA, de chegar a um posto avançado permanente movido a energia nuclear ao longo da década. A própria agência reconhece que o plano é “muito ambicioso”, e que faz isso de forma deliberada, mas é justamente essa ambição que exige cautela na hora de tratar as datas como garantidas.

Por que justamente o polo sul da Lua

A escolha do local não é por acaso e tem um motivo valioso. O polo sul da Lua é uma das regiões menos compreendidas do satélite e abriga grandes quantidades de gelo de água, acumulado por bilhões de anos no fundo de crateras permanentemente sombreadas, um recurso precioso para qualquer assentamento humano duradouro.

Esse gelo poderia, em tese, ser transformado em água potável, oxigênio para respirar e até combustível para foguetes, reduzindo a necessidade de levar tudo da Terra, o que é extremamente caro. Por isso, dominar o polo sul lunar é visto como estratégico não só para a ciência, mas para viabilizar economicamente a permanência humana no espaço, tornando a região o ponto mais cobiçado da nova corrida à Lua.

Uma nova corrida espacial

O ambicioso plano americano não acontece no vácuo, em termos geopolíticos. A NASA acelerou seus planos lunares em meio a uma nova corrida espacial, na qual a China também mira o polo sul da Lua e tem planos de levar seus próprios astronautas ao satélite até o fim desta década, o que adiciona um componente de disputa estratégica entre as duas potências.

O programa também se apoia fortemente na indústria espacial privada, com contratos bilionários para empresas como Blue Origin, SpaceX, Firefly e outras, num modelo que divide tarefas entre a agência e o setor privado para acelerar e baratear a empreitada. É uma mudança de paradigma em relação à era das missões Apollo, mostrando que a exploração da Lua, agora, mira a permanência, e não apenas visitas rápidas e simbólicas.

O plano da NASA para erguer uma base permanente do tamanho de uma cidade no polo sul da Lua é, sem dúvida, um dos projetos mais audaciosos da exploração espacial moderna. Se cumprido nos prazos, ele marcaria o momento em que a humanidade deixa de apenas visitar a Lua para começar a viver nela de forma contínua. Mas, como todo grande sonho espacial, é preciso acompanhar com entusiasmo e, ao mesmo tempo, com os pés no chão, lembrando que cronogramas tão ambiciosos costumam enfrentar adiamentos. De qualquer forma, a próxima década promete ser histórica para quem sempre sonhou em ver o homem morando entre as estrelas.

E você, acredita que a NASA vai mesmo conseguir construir uma base permanente na Lua até a próxima década? Você toparia viver no satélite se tivesse a chance? Deixe seu comentário, conte o que acha dessa nova corrida espacial e compartilhe a matéria com quem sonha em explorar o espaço e se encanta com o futuro da humanidade fora da Terra.

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Tiqgo
Tiqgo
04/06/2026 19:35

Completamente falso e irrealista . Quantas mais guerras vamos ter no mundo para que os que têm dinheiro e controlam o resto possam fazer estas viagens ?

Yuri Rodrigues
Yuri Rodrigues
04/06/2026 12:43

Meu sonho é ir pra Lua, ir pra fora do planeta Terra, tive vários problemas aqui, enfrentei a morte duas vezes e superei…minha meta seria acompanhar as estrelas e os astros, tendo sempre em mente a colaboração para com todos nesse projeto, visa também expandir os horizontes de ” só aqui ” há inúmeras locais no espaço habitáveis ou não, a Lua ascendência uma grande geração, a nós humanos cabe também tentar evoluir fora daqui,.mantendo um linear mais abrandado,.expandindo novos horizontes, a partir desta desde já o meu muito obrigado, vale ressalva que também exige muito compromisso e responsabilidade

Eliane
Eliane
04/06/2026 08:16

Esse pessoal são completamente loucos…querendo mexer com as coisas de Deus!!! A lua diariamente é atingida por meteoros e eles brincando.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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