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Dono de uma fortuna de R$ 3 bilhões decidiu abrir mão de mais da metade de tudo o que construiu, prometendo doar 60% do patrimônio ainda em vida e se tornando o primeiro brasileiro a entrar no clube de bilionários de Bill Gates e Warren Buffett

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 31/05/2026 às 20:04
Atualizado em 31/05/2026 às 20:08
Dono de uma fortuna de R$ 3 bilhões, o fundador da Cyrela Elie Horn prometeu doar 60% em vida e foi o primeiro brasileiro no clube de Bill Gates e Warren Buffett.
Dono de uma fortuna de R$ 3 bilhões, o fundador da Cyrela Elie Horn prometeu doar 60% em vida e foi o primeiro brasileiro no clube de Bill Gates e Warren Buffett.
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A decisão não foi de agora: o empresário assinou o compromisso em 2015 e diz doar parte do que ganha desde os 40 anos, inspirado pelo pai. Em vez de entregar tudo de uma vez, ele criou um comitê que distribui os recursos a centenas de projetos sociais, mostrando que generosidade também se planeja.

Dono de uma fortuna de cerca de R$ 3 bilhões, o fundador da Cyrela, Elie Horn, decidiu abrir mão de mais da metade de tudo o que construiu. O empresário prometeu doar 60% do patrimônio ainda em vida e se tornou o primeiro brasileiro a entrar no The Giving Pledge, o clube de bilionários filantropos criado por Bill Gates e Warren Buffett, que reúne grandes fortunas dispostas a destinar a maior parte de seus bens a causas sociais.

É importante situar a data dessa decisão, que volta a circular periodicamente na imprensa. O compromisso formal foi assumido em 2015, durante um fórum de filantropos em São Paulo, e não é um anúncio recente. Na verdade, segundo o próprio Horn, hoje com 81 anos, ele já destinava parte de seus ganhos a causas sociais desde os 40 anos, quando perdeu a mãe e decidiu, junto com a família, comprometer a maior fatia de sua riqueza com o bem.

Quem é Elie Horn

A trajetória do empresário é uma das mais notáveis da história empresarial brasileira. Elie Horn é o fundador da Cyrela, uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil, e construiu sua fortuna começando praticamente do zero, comprando e vendendo imóveis até erguer um dos maiores grupos do setor imobiliário do país.

Diagnosticado com a doença de Parkinson em 2012, Horn decidiu se afastar do comando do dia a dia da Cyrela para se concentrar na filantropia e cuidar da saúde. Mesmo assim, manteve-se ligado à empresa que criou e passou a dedicar boa parte de seu tempo e de sua energia a um novo propósito: o de usar a fortuna que acumulou para tentar deixar o mundo um pouco melhor, algo que se tornou a missão central de sua vida.

O que é o The Giving Pledge

Entrar para esse seleto grupo tem um significado simbólico forte. O The Giving Pledge é um movimento criado em 2010 por Bill Gates, Melinda French Gates e Warren Buffett, que incentiva bilionários do mundo todo a se comprometerem a doar pelo menos metade de suas fortunas para a filantropia, em vida ou em testamento. Elie Horn foi o primeiro brasileiro a assinar esse compromisso.

Ao lado da esposa, Suzy, ele aderiu ao pacto em 2015, prometendo doar 60% de seu patrimônio, uma fatia ainda maior do que o mínimo sugerido pelo movimento. Por muito tempo, Horn permaneceu como o único brasileiro na lista, o que dá a dimensão de como esse tipo de compromisso público com a doação ainda é raro entre os super-ricos do país, um ponto que o próprio empresário faz questão de tentar mudar.

Como funciona a doação

Ao contrário do que muita gente imagina, a doação não acontece de uma só vez. Em vez de entregar 60% da fortuna num único gesto, Elie Horn criou uma estrutura em que os recursos são administrados por um comitê de cerca de 20 pessoas, responsável por decidir para quais projetos sociais o dinheiro será destinado, garantindo que as doações sejam planejadas e tenham impacto real.

Com esse modelo, o empresário já apoiou mais de 200 iniciativas nas áreas de saúde, educação, combate à pobreza e proteção de crianças e adolescentes. Para ele, uma vez que o dinheiro é destinado a uma doação, ele deixa de ser seu e passa a pertencer à causa. É uma filosofia que transforma a generosidade em algo organizado e contínuo, e não em um gesto isolado de impacto passageiro.

O exemplo que ele quer multiplicar

A ambição de Horn vai além de sua própria fortuna. Ele fundou o Movimento Bem Maior, ao lado de outros empresários, com o objetivo de ampliar a cultura de doação no Brasil, um país em que as doações representam apenas cerca de 0,2% do PIB, índice que ele considera baixíssimo diante do potencial das grandes fortunas nacionais.

Horn também é fundador do Instituto Liberta, voltado ao combate à exploração de crianças e adolescentes, e tornou-se uma voz ativa no debate público, defendendo inclusive a taxação de grandes fortunas e heranças. Ele costuma dizer que a verdadeira riqueza não está nas posses, mas na contribuição para um mundo melhor, e usa o próprio exemplo para tentar convencer outros empresários brasileiros a doarem mais.

Uma herança que vai além do dinheiro

No fundo, a história de Elie Horn fala sobre legado. Inspirado pelo pai, que segundo ele doou toda a sua fortuna, o empresário enxerga a generosidade como algo que se transmite de geração em geração, uma “herança do bem” mais valiosa do que o próprio dinheiro. Foi conversando com a família que ele definiu o percentual de 60% a ser doado.

Recentemente, Horn reuniu suas reflexões em um livro, intitulado “Tijolos do Bem”, em que fala menos sobre sua biografia e mais sobre o que pensa a respeito de fazer o bem no presente e no futuro. A obra reforça a imagem de um empresário que, em vez de simplesmente acumular, escolheu transformar parte do que conquistou em impacto social, deixando uma marca que pretende ir muito além dos prédios que ajudou a construir.

A história de Elie Horn e de sua fortuna comprometida com a filantropia é um lembrete poderoso de que riqueza e generosidade podem caminhar juntas. Primeiro brasileiro a integrar o clube de Bill Gates e Warren Buffett, o fundador da Cyrela escolheu doar mais da metade do que construiu e, mais do que isso, tenta inspirar outros a fazerem o mesmo num país onde a cultura da doação ainda engatinha. Num tempo em que tanto se fala em desigualdade, exemplos como o dele reacendem o debate sobre o papel social das grandes fortunas.

E você, o que acha da decisão de Elie Horn de doar 60% de sua fortuna em vida? Acredita que mais bilionários brasileiros deveriam seguir esse caminho da filantropia? Deixe seu comentário, conte sua opinião sobre o papel dos super-ricos na sociedade e compartilhe a matéria com quem se interessa por economia, negócios e responsabilidade social.

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Marlene
Marlene
03/06/2026 08:03

Parabéns que essa atitude possa beneficiar pessoas que realmente sejam necessitados.

João Bragante Filho
João Bragante Filho
02/06/2026 12:08

Parabéns pela iniciativa, espero que outros Empresários Milionários também tenham o mesmo Pensamento e Atitude que o Sr. Elie Horn ousou à fazer em Vida , Deus Abençoe Sempre

Edmilson Figueiredo
Edmilson Figueiredo
01/06/2026 14:58

Grande exemplo a ser seguido e que deve ser muito divulgado nas mídias sociais.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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