Visão no mercado de energia eólica torna filho de agricultor o maior fabricante mundial de torres eólicas

Flavia Marinho
por
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13-02-2021 14:23:55
em Energia Renovável
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Visão empreendedora no mercado de energia eólica faz filho de fazendeiro ficar bilionário e ser dono da maior empresa fabricante mundial de torres eólicas

O filho de fazendeiro, Gim Seong-gon cuidava uma usina de aço no final da década de 1980 quando se encantou pela energia eólica. O empresário que nasceu em uma lar simples teve uma visão empreendedora e enxergou potencial de crescimento nessa área e partiu para ação. Boas notícias, A multinacional fabricante de veículos General Motors anuncia investimento bilionário em fábricas de São Paulo

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Sua CS Wind se tornou a maior fabricante mundial de torres eólicas, depois de uma injeção de capital do Goldman Sachs Group. As ações CS Wind dispararam nos últimos quatro anos e no ano passado a cotação quintuplicou. A expectativa é ainda maior com a mudança de governo nos EUA.

Gim Seong-gon, atalmente com 67 anos, se tornou um dos indivíduos mais ricos da Coreia do Sul. De acordo com os dados do Bloomberg, sua participação de 51% na empresa controlada junto com a família é avaliada em US$ 1,4 bilhão,

“Gim foi ágil em identificar o potencial de crescimento global”, disse Han Byung-hwa, analista da Eugene Investment & Securities em Seul. “O setor teve crescimento mais rápido do que outros negócios tradicionais.”

Investimento do Goldman na fábrica de torres eólicas da CS Wind

A fim de aproveitar mão de obra mais barata, Gim montou a primeira fábrica em 2003 de torres eólicas da CS Wind no Vietnã. Em apenas 5 anos, o empresário recebeu um investimento de 47,2 bilhões de won (US$ 43 milhões) do Goldman Sachs que ajudou na expansão das operações para sete países.

Atualmente, a CS Wind também opera fábricas na Malásia, China e Reino Unido e vende suas torres eólicas para clientes como Siemens Gamesa Renewable Energy, General Electric e Vestas Wind Systems.

A companhia planeja expandir e construir fábricas nos EUA, onde o atual governo se comprometeu a priorizar fornecedores com instalações locais.

“Administrar um negócio consiste em encontrar novos objetivos constantemente”, disse Gim, em entrevista a uma publicação interna em 2014. “Quando um objetivo é alcançado, é preciso ir para outro. Foi assim que gerenciei o negócio.”

Os investimentos em tecnologias e projetos ligados à energia de baixo carbono mais que dobraram na última década para US$ 501,3 bilhões no ano passado, sendo dois terços na área de energia renovável, principalmente solar e eólica, de acordo com um relatório divulgado pela BloombergNEF em janeiro.


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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.