Projeto da Lagoa Mirim ganha prioridade no governo federal ao reunir concessão hidroviária, acessos portuários no Rio Grande do Sul, dragagem estimada em R$ 52,7 milhões e investimento previsto de R$ 134 milhões para ampliar a previsibilidade da navegação.
A hidrovia Lagoa Mirim pode se tornar a primeira concessão hidroviária do Brasil, com modelagem integrada aos acessos aquaviários dos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre e previsão de R$ 134 milhões em investimentos.
O avanço importa porque envolve uma rota estratégica, ligada à navegação, à logística portuária e à previsibilidade de transporte em uma bacia compartilhada entre Brasil e Uruguai.
Hidrovia Lagoa Mirim ganha prioridade no governo
A decisão do governo federal busca acelerar um projeto que passa por atualizações desde 2024. A hidrovia ainda depende de etapas como consulta pública e análise do Tribunal de Contas da União, mas é vista internamente como mais madura que outras iniciativas.
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O modelo inclui canais de acesso aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, trechos da Lagoa dos Patos, do Lago Guaíba e rios como Jacuí, Caí, dos Sinos e Gravataí. Hoje, essas estruturas estão sob gestão da autoridade portuária estadual.
A expectativa é que a concessão permita manutenção contínua dos canais e melhores condições de navegação. A proposta busca reduzir incertezas em uma malha aquaviária relevante para o escoamento regional.

Dragagem tem licitação estimada em R$ 52,7 milhões
Em 1º de abril, o governo federal abriu propostas da licitação para dragagem da hidrovia da Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul. O investimento estimado é de R$ 52,7 milhões.
A dragagem é relevante porque a Lagoa Mirim tem profundidades naturais reduzidas em parte de sua extensão.
Lago transfronteiriço amplia peso do projeto
A Lagoa Mirim fica na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. É o segundo maior lago do Brasil, atrás da Lagoa dos Patos, e o primeiro do território uruguaio.
Sua bacia hidrográfica tem cerca de 62.250 km². Desse total, 47.310 km² estão no Brasil, o equivalente a 76%, e aproximadamente 14.940 km² ficam no Uruguai, correspondendo a 24%.
Por ser uma bacia transfronteiriça, prevalece o regime de águas compartilhadas, amparado pelo Tratado de Limites de 1909 e pelo Tratado da Lagoa Mirim de 1977.
Com 185 quilômetros de extensão, largura média de 20 quilômetros e máxima de 37 quilômetros, a Lagoa Mirim reúne escala geográfica e função logística. Por isso, a hidrovia entrou na estratégia federal para destravar concessões aquaviárias.
Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pela CNN Brasil em abril. O conteúdo contou com apoio de ferramentas de IA na organização editorial e passou por revisão humana antes da publicação.

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