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Anuário da Cerveja 2026 mostra que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 estabelecimentos em 794 municípios

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/05/2026 às 15:07
Brasil chega a 1.954 cervejarias, 44.212 produtos registrados e exportações recordes de US$ 218,4 milhões em 2025.
Brasil chega a 1.954 cervejarias, 44.212 produtos registrados e exportações recordes de US$ 218,4 milhões em 2025.
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Com 1.954 cervejarias registradas, 44.212 produtos, exportações de US$ 218,4 milhões e produção acima de 15 bilhões de litros, o setor cervejeiro brasileiro chega ao maior tamanho histórico, mas revela avanço interno menor, concentração regional e mudanças no comércio exterior.

Com 1.954 cervejarias registradas em 2025, o Brasil atingiu o maior número da série histórica no Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, apesar de crescer apenas 0,3% no ano.

O dado importa porque mostra um setor amplo, presente em centenas de cidades, com impacto em emprego, indústria, comércio exterior e oferta ao consumidor, mas indica perda de ritmo após anos de expansão.

Anuário da Cerveja 2026 mostra recorde com freio no crescimento

A série histórica revela o tamanho da mudança. Em 2000, o país tinha 40 cervejarias registradas. Em 2025, chegou a 1.954, alta acumulada de 4.785% no período analisado pelo Mapa.

O avanço mais recente, porém, foi mínimo. O acréscimo líquido foi de apenas cinco estabelecimentos em relação a 2024, o terceiro menor aumento absoluto da série, empatado com 2002.

A comparação ajuda a dimensionar a desaceleração. Em 2016, o setor havia registrado o maior salto relativo, com alta de 48,5%. Em 2019, houve o maior aumento absoluto, com 320 cervejarias a mais.

Esse contraste indica que o mercado continua numeroso, mas entrou em fase de maturidade ou ajuste, com abertura de novos registros convivendo com cancelamentos, vencimentos e reduções em parte dos estados.

Sudeste concentra quase metade das cervejarias do país

São Paulo segue como principal polo, com 452 cervejarias registradas e crescimento de 5,9% em 2025. O estado acrescentou 25 estabelecimentos, o maior avanço absoluto entre as unidades da federação.

O Sudeste concentra 923 cervejarias, o equivalente a 47,2% do total nacional. Foi também a única região com variação positiva, ao avançar 3,8% em relação ao ano anterior.

O Sul aparece em seguida, com 759 estabelecimentos, ou 38,8% do país. Apesar da força histórica, a região perdeu 15 cervejarias no ano, a maior redução absoluta entre as regiões.

O Rio Grande do Sul teve o maior recuo em números absolutos entre os estados, com 24 cervejarias a menos. O total caiu de 349 para 325, redução de 6,9%.

O anuário também registrou 158 cancelamentos ou vencimentos de registros de cervejarias em 2025, alta de 42,3% sobre as 111 ocorrências de 2024. Rio Grande do Sul e São Paulo lideraram esses encerramentos.

Cervejarias chegam a 794 municípios brasileiros

A atividade cervejeira está presente em 794 municípios, 14,3% das cidades brasileiras. Em 2024, eram 790 municípios, o que mostra expansão territorial pequena, mas positiva.

A cidade de São Paulo lidera o ranking municipal, com 61 cervejarias. Porto Alegre aparece com 35, Curitiba com 25, Belo Horizonte com 24 e Caxias do Sul com 21.

As cinco cidades com mais cervejarias, porém, tiveram redução no número de estabelecimentos. Ao mesmo tempo, a lista de municípios com dez ou mais cervejarias subiu para 25, dois a mais que em 2024.

Na densidade cervejeira, Santa Catarina lidera entre os estados, com uma cervejaria para cada 32.625 habitantes. A média nacional é de uma cervejaria para cada 108.794 habitantes.

O município com maior densidade segue sendo Linha Nova, no Rio Grande do Sul, com uma cervejaria para cada 860 habitantes. A cidade tem duas cervejarias para 1.720 moradores.

Produtos, marcas e produção reforçam diversidade da cerveja brasileira

O número de cervejas registradas voltou a crescer em 2025. O Brasil contabilizou 44.212 produtos, aumento de 2,4% sobre o ano anterior, com acréscimo de 1.036 registros.

São Paulo também lidera nesse indicador, com 13.240 produtos registrados e alta de 3,4%. Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro aparecem entre os maiores volumes de registros de produto.

O país alcançou ainda 56.170 marcas de cerveja registradas. Esse dado reforça a diversidade da cadeia, mesmo em um ano de avanço moderado no número de estabelecimentos.

Na produção, a Declaração Anual de Produção e Estoques apontou volume superior a 15 bilhões de litros em 2025. Desse total, 29,2% correspondeu a cervejas puro malte.

Outro movimento relevante foi o crescimento das cervejas sem glúten, com aumento superior a 400% no volume produzido. O dado indica diversificação da oferta para diferentes perfis de consumo.

Exportações batem recorde em valor, mesmo com menor volume

A cerveja brasileira exportada somou 315,5 milhões de litros em 2025, queda de 5,1% em volume. Mesmo assim, o valor exportado chegou a US$ 218,4 milhões, maior marca da série histórica.

O resultado mostra que o setor vendeu menos litros ao exterior, mas obteve receita maior. A cerveja brasileira chegou a 77 países, com forte concentração na América do Sul.

O mercado sul-americano respondeu por 98,5% do volume exportado. O Paraguai foi o principal destino, com 62,3% das vendas externas, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.

As importações seguiram caminho diferente. O volume importado cresceu 251,4%, passando de cerca de 7,5 milhões para 26,3 milhões de litros. O valor subiu apenas 1,7%, para aproximadamente US$ 9,4 milhões.

Os Estados Unidos lideraram as vendas ao Brasil, com 19,5 milhões de litros, 74,2% do total importado. Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha completaram a lista de principais fornecedores.

Emprego direto passa de 41 mil postos na cadeia cervejeira

O setor de bebidas superou 143 mil empregos diretos em 2025. Dentro desse universo, fabricação de malte, cerveja e chope somou 41.976 postos, apesar de queda de 2,67%.

A fabricação de cerveja e chope respondeu por 41.305 empregos, enquanto malte e malte de uísque somaram 671. O segmento segue responsável por 70,24% dos empregos diretos das bebidas alcoólicas.

O diretor Hugo Caruso destacou o avanço no valor exportado e o superávit histórico da balança comercial. Márcio Maciel, do Sindicerv, associou os números à capacidade de adaptação do setor.

O Anuário da Cerveja 2026 reúne registros, produção, comércio exterior e emprego em um retrato de setor grande, mais internacionalizado e mais diverso, mas com sinais claros de desaceleração doméstica em 2025.

Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e Anuário da Cerveja. O conteúdo contou com apoio de ferramentas de IA na organização editorial e passou por revisão humana antes da publicação.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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