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Um buraco na estrada parecia algo pequeno, mas revelou uma passagem subterrânea de 500 a 100 a.C. com várias câmaras, marcas de ferramentas nas paredes e até cerâmica medieval escondida sob a via

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 15/04/2026 às 00:44 Atualizado em 15/04/2026 às 21:32
Buraco na estrada em Finistère revelou sítio gaulês com câmaras subterrâneas, marcas de ferramentas e cerâmica medieval.
Buraco na estrada em Finistère revelou sítio gaulês com câmaras subterrâneas, marcas de ferramentas e cerâmica medieval.
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Um buraco na estrada entre Plovan e Ty Broc’h, em Finistère, revelou uma cavidade subterrânea datada de 500 a 100 a.C., com câmaras interligadas, marcas de ferramentas nas paredes e até cerâmica medieval, abrindo nova frente de escavação arqueológica na Bretanha

Um buraco na estrada em Plovan, na França, levou à descoberta de um sítio arqueológico subterrâneo atribuído ao período gaulês. O caso começou em uma pequena via entre Plovan e Ty Broc’h, onde funcionários municipais perceberam que o solo estava cedendo e identificaram uma cavidade muito maior sob a superfície.

A partir dessa constatação, arqueólogos foram acionados para avaliar a área e concluíram que o local poderia esconder uma estrutura antiga. Desde 16 de março, uma equipe trabalha nas escavações para investigar o que estava encoberto pelo terreno.

Buraco na estrada revelou passagem subterrânea

Ao ampliarem a abertura inicial, os arqueólogos encontraram uma passagem subterrânea datada de 500 a 100 a.C. A estrutura se encaixa em um tipo de cavidade já conhecido na Bretanha, onde mais de 400 exemplos semelhantes foram identificados.

Mesmo assim, cada descoberta apresenta características próprias. A arqueóloga Muriel Fily, do departamento de Finistère, destacou que essas cavidades costumam ser encontradas por acaso, muitas vezes após episódios de chuva forte.

Estrutura tem câmaras interligadas

O sítio descoberto após o buraco na estrada é formado por várias câmaras conectadas por espaços menores. Para os arqueólogos, esses ambientes podem ter sido usados pelos gauleses para armazenar alimentos.

Em uma das câmaras, foram identificadas várias linhas verticais nas paredes. Essas marcas podem ser vestígios deixados pelas ferramentas usadas na escavação da estrutura subterrânea.

Marcas antigas e cerâmica medieval

Muriel Fily afirmou que as marcas de ferramentas encontradas nessa câmara foram o elemento que mais a comoveu durante a escavação. O detalhe reforça a singularidade do local, mesmo dentro de um tipo de cavidade já conhecido na região.

Outra descoberta importante no espaço revelado pelo buraco na estrada foi a presença de cerâmica datada da Idade Média. A avaliação dos arqueólogos indica que a cavidade provavelmente foi preenchida por volta dos séculos X ou XI, muito tempo depois de sua origem gaulesa.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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