Novo acordo divulgado pela Engeko amplia participação da empresa na retomada da fábrica de fertilizantes da Petrobras em Mato Grosso do Sul, projeto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro
A Engeko Engenharia anunciou na segunda-feira, 22 de junho de 2026, a assinatura de seu segundo contrato com a Petrobras para atuar nas obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), localizada em Três Lagoas (MS). O comunicado foi divulgado pela própria empresa em suas redes sociais e marca mais um avanço na retomada de um empreendimento que ficou paralisado por mais de dez anos.
O anúncio ocorre poucos dias após a Petrobras confirmar a continuidade do projeto, considerado um dos mais importantes investimentos industriais da estatal no segmento de fertilizantes. A conclusão da unidade integra a estratégia da companhia para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.
Cronologia da retomada da UFN-3
A história da UFN-3 começou em 2011, quando a Petrobras iniciou a construção da unidade em Três Lagoas. O projeto avançou até atingir aproximadamente 80% de execução física.
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Entretanto, em dezembro de 2014, a Petrobras rescindiu o contrato de construção da planta após problemas envolvendo o consórcio responsável pela obra. A partir daquele momento, o empreendimento entrou em um longo período de paralisação.
Durante mais de uma década, a estatal realizou estudos técnicos e avaliações econômicas para decidir o futuro da unidade. Somente em 2024, a Petrobras voltou a incluir oficialmente a retomada da UFN-3 em seu planejamento estratégico.
Em abril de 2026, a companhia concluiu importantes etapas de contratação para a retomada das obras, definindo empresas responsáveis por diferentes pacotes de engenharia, construção e montagem.
Já em 29 de maio de 2026, a Engeko anunciou seu primeiro contrato relacionado à retomada da UFN-3, consolidando sua entrada em um dos maiores projetos industriais em andamento no país.
Menos de um mês depois, em 22 de junho de 2026, a empresa divulgou a assinatura de um segundo contrato com a Petrobras, ampliando sua participação no empreendimento e reforçando o cronograma de execução da obra.
Petrobras prevê conclusão da UFN-3 até 2029
A retomada da UFN-3 ganhou força após a aprovação do projeto pelo Conselho de Administração da Petrobras em abril de 2026. A estatal estima investimentos próximos de US$ 1 bilhão para finalizar a unidade.
Segundo o planejamento divulgado pela companhia, a expectativa é que a fábrica entre em operação em 2029, tornando-se uma das maiores produtoras de fertilizantes nitrogenados do Brasil.
Quando estiver concluída, a unidade terá capacidade para produzir aproximadamente 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, produtos essenciais para a cadeia do agronegócio nacional.
Projeto deve gerar milhares de empregos em Mato Grosso do Sul
A retomada das atividades já começou a movimentar o mercado de trabalho em Três Lagoas. As primeiras fases de mobilização das empresas contratadas ocorreram ao longo de maio e junho de 2026.
A expectativa divulgada por veículos regionais é que a Engeko realize cerca de 2 mil contratações diretas durante as etapas de construção sob sua responsabilidade.
Considerando todas as empresas envolvidas no empreendimento, a Petrobras estima a geração de até 8 mil empregos diretos e indiretos ao longo da execução da obra.
As oportunidades abrangem áreas como:
- Soldagem;
- Caldeiraria;
- Montagem industrial;
- Carpintaria;
- Construção civil;
- Operação de equipamentos;
- Supervisão técnica;
- Engenharia.
UFN-3 é estratégica para reduzir importações de fertilizantes
A conclusão da fábrica é vista pela Petrobras como um passo importante para fortalecer a produção nacional de fertilizantes.
Atualmente, o Brasil importa grande parte dos fertilizantes nitrogenados utilizados pelo agronegócio. Com a entrada em operação da UFN-3, a expectativa é ampliar a oferta doméstica e reduzir a dependência do mercado externo.
A localização da unidade em Três Lagoas também foi considerada estratégica por sua proximidade com importantes regiões produtoras de grãos e commodities agrícolas do Centro-Oeste e Sudeste.
Com o anúncio do segundo contrato pela Engeko em 22 de junho de 2026, o projeto entra em uma nova fase de execução e reforça a expectativa de que a UFN-3 finalmente seja concluída após mais de uma década de paralisação, tornando-se um dos maiores investimentos industriais em andamento no Brasil.

