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Após 16 anos de planejamento, o Reino Unido acaba de iniciar as obras do maior túnel rodoviário do país, uma passagem de 4,2 quilômetros sob o rio Tâmisa que vai custar 9 bilhões de libras e usar hidrogênio verde na construção

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 14/04/2026 às 11:00 Atualizado em 15/04/2026 às 19:39
Entrada do túnel do Lower Thames Crossing, maior projeto rodoviário do Reino Unido
O Lower Thames Crossing terá dois túneis paralelos de 4,2 km cada sob o rio Tâmisa, conectando Essex e Kent
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O Lower Thames Crossing será o maior túnel rodoviário do Reino Unido, com 4,2 quilômetros sob o Tâmisa e um orçamento que pode chegar a 11 bilhões de libras

Depois de 16 anos entre planejamento, consultas públicas e aprovações, o Reino Unido finalmente deu início às obras do maior projeto rodoviário de sua história.

O Lower Thames Crossing consiste em dois túneis paralelos de 4,2 quilômetros cada, escavados sob o rio Tâmisa, conectando Essex ao norte e Kent ao sul.

O custo total varia entre 9 e 11 bilhões de libras, dependendo da fonte consultada.

A rota completa se estende por 23 quilômetros e promete quase dobrar a capacidade de travessia ao leste de Londres.

As obras preliminares começaram em março de 2026, com a construção principal e a escavação dos túneis previstas para 2028.

O Lower Thames Crossing vai reduzir em 50% o congestionamento do Dartford Crossing, a travessia mais sobrecarregada da Inglaterra

O projeto nasce da necessidade urgente de aliviar o Dartford Crossing, a ponte e túnel existentes que estão sobrecarregados há décadas.

Com a nova rota, a capacidade de travessia do Tâmisa ao leste de Londres praticamente dobrará.

Segundo o projeto, o congestionamento no Dartford Crossing deve cair em 50%.

Cerca de 50% dos trabalhadores virão de um raio de 20 milhas, e pelo menos 1 libra em cada 3 do orçamento de construção será gasta com pequenas e médias empresas locais.

Máquina tuneladora que será usada na construção do Lower Thames Crossing sob o Tâmisa

Hidrogênio verde e maquinário elétrico farão do Lower Thames Crossing a estrada mais verde da história britânica

O projeto não é apenas grande — é ambiciosamente sustentável.

Shaun Pidcock, diretor de entrega do Lower Thames Crossing na National Highways, afirmou que a obra será “a estrada mais verde da Grã-Bretanha”.

A construção utilizará 6 geradores de hidrogênio, representando o maior volume de hidrogênio de baixo carbono já comprado para uma obra de infraestrutura.

Além disso, o projeto prevê a criação de 1.000 hectares de novo habitat ecológico.

As áreas incluem wetlands para aves migratórias, parques públicos como o Tilbury Fields em Thurrock e o Chalk Park em Gravesham, além de trilhas para pedestres, ciclistas e cavaleiros.

A redução no número de caminhões durante a obra — de 17.500 para 9.500 — mostra a preocupação em minimizar o impacto ambiental durante a construção.

  • Túnel: 4,2 km (duplo), maior rodoviário do Reino Unido
  • Rota total: 23 km conectando M25 a A2/M2
  • Custo: £9-11 bilhões
  • Habitat: 1.000 hectares de área ecológica
  • Empregos: milhares, com 50% de contratação local
  • Inauguração: início dos anos 2030
Rio Tâmisa na região onde o Lower Thames Crossing passará por baixo

De março de 2026 à inauguração nos anos 2030: a timeline completa do Lower Thames Crossing

O contrato principal foi concedido à joint venture Bouygues Travaux Publics–Murphy em dezembro de 2023.

Em 2025, o governo confirmou o apoio financeiro e a aprovação de planejamento.

As obras preliminares iniciaram em março de 2026, incluindo escavações arqueológicas em Coalhouse Fort, onde 50 arqueólogos trabalham.

A etapa também envolve proteção de infraestrutura existente, realocação de utilidades e instalação de canteiros em East Tilbury e Thong.

A construção principal e a escavação dos túneis começarão em 2028, com inauguração prevista para o início dos anos 2030.

Projetos de infraestrutura dessa magnitude, como a obra de R$ 300 milhões para levar água a São Paulo usando túnel em montanha, demonstram que resolver gargalos de transporte e infraestrutura exige décadas de planejamento e bilhões em investimento.

Ainda assim, como acontece com megaprojetos no mundo todo, atrasos são possíveis.

Área de habitat ecológico que será criada pelo projeto do Lower Thames Crossing

O que pode dar errado: discrepâncias de custo e prazos cercam o Lower Thames Crossing

Como todo megaprojeto, o Lower Thames Crossing apresenta incertezas.

As estimativas de custo variam: algumas fontes apontam £9 bilhões, outras chegam a £11 bilhões.

As datas de inauguração também oscilam entre “início dos anos 2030” e “meados dos anos 2030”.

O financiamento depende em parte de investimento privado, cuja captação ainda está em andamento.

Não há dados públicos sobre oposição comunitária organizada, embora projetos dessa escala invariavelmente gerem impactos durante a construção.

Contudo, a National Highways reforça o compromisso com a sustentabilidade e a geração de empregos locais.

A Barbour ABI acompanha as atualizações do projeto com dados técnicos detalhados sobre cronograma e licitações.

Se concluído conforme planejado, o Lower Thames Crossing transformará a infraestrutura do sudeste da Inglaterra para as próximas décadas.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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