Morar em barco virou escolha residencial para Becca, apresentada pelo canal Alternative House em Londres. A embarcação wide beam tem 60 pés, quase 13 pés de largura, energia solar, baterias de lítio, Starlink, máquina de lavar e custo mensal cerca de quatro vezes menor que antigo aluguel familiar londrino anterior.
Morar em barco deixou de ser apenas uma ideia curiosa para Becca, mãe de quatro filhos, que trocou o aluguel de uma casa de três quartos em Londres por uma embarcação wide beam de 60 pés. A fonte enviada, uma transcrição do canal Alternative House, não informa a data de publicação do vídeo, mas mostra a visita à casa flutuante onde ela vive há cerca de um ano.
A mudança não é apresentada como improviso, e sim como uma escolha de moradia alternativa em meio ao alto custo residencial londrino. O barco tem energia solar, baterias de lítio, Starlink, máquina de lavar, cozinha planejada, fogão multifuel, radiadores a diesel e uma vaga residencial no rio, perto da região de Hampton Court Palace.
Barco de 60 pés virou casa no rio

A embarcação de Becca tem 60 pés de comprimento e quase 13 pés de largura. Segundo ela, esse tamanho ainda permite circular pela rede de canais, passando por Londres até a região de Surrey, no sul da capital.
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O formato wide beam oferece mais área interna do que barcos estreitos tradicionais. A decisão de morar em barco aparece como uma tentativa de combinar espaço, localização e custo mensal menor sem abrir mão de conforto doméstico.
Energia solar ajuda na rotina da casa flutuante
No exterior, o barco chama atenção pela quantidade de painéis solares. Becca explica que os painéis podem ser inclinados para aproveitar melhor a luz, e que a região onde ela está recebe uma boa quantidade de sol.
A energia captada alimenta um sistema com baterias de lítio. O barco também tem conexão elétrica da vaga residencial, usada principalmente no inverno ou quando a geração solar fica baixa. Segundo a moradora, o sistema alterna quando necessário.
Starlink resolveu falta de sinal na região
Becca também mostra uma pequena câmera de segurança e uma antena Starlink. Ela afirma que, naquela vila e naquela área, o sinal comum não funciona bem, por isso a internet via satélite se tornou importante.
Esse detalhe reforça o lado tecnológico da moradia. Morar em barco, nesse caso, não significa abrir mão de conexão: a rotina depende de energia solar, baterias, internet via satélite e planejamento para manter a casa funcionando.
Interior foi construído a partir de uma estrutura vazia

Quando Becca comprou o barco, ele era praticamente uma estrutura vazia. Segundo ela, havia apenas a base com isolamento em spray foam, e o interior foi construído depois com ajuda de uma empresa citada no vídeo como Boat Fit Co.
A moradora participou do desenho do espaço. Ela queria uma cozinha clara, colorida e funcional, com geladeira e freezer grandes por causa dos quatro filhos. Depois de anos vivendo em imóveis alugados, ela quis colocar sua própria identidade no ambiente.
Cozinha colorida acomoda a família

A cozinha tem pia Belfast, área de preparo, fogão e espaço para seis pessoas sentarem confortavelmente para jantar. Becca diz que gosta de cor, estampa, papel de parede e plantas, elementos que aparecem no interior da embarcação.
Ela também comenta que, quando alugava imóveis em Londres, não podia pintar ou decorar como queria. No barco, esse limite desapareceu. A casa flutuante virou um espaço de personalização, não apenas uma alternativa de custo.
Sala tem sofá-cama e aquecimento forte

Na sala, há um sofá-cama usado quando os filhos mais velhos, já no fim da adolescência ou início da vida adulta, passam tempo no barco. Becca afirma que o sofá abre e acomoda pelo menos três deles.
O aquecimento principal vem de um fogão multifuel, usado com carvão e lenha durante o inverno. A embarcação também tem radiadores a diesel, que podem aquecer a água, mas ela diz que quase não precisa usá-los porque o barco é bem isolado.
Banheiro tem chuveiro e sistema simples
No banheiro, Becca priorizou um chuveiro de bom tamanho, já que a família prefere banho de chuveiro a banheira. O barco também tem um vaso compostável, descrito por ela como fácil de manter.
Ela explica que, por estar em uma vaga residencial, há estrutura de apoio no local. Quando toda a família está reunida, os filhos também podem usar o banheiro da área de amarração. Em viagens, o sistema do barco precisa ser esvaziado manualmente.
Reservatório de água tem 600 litros

O barco possui tanque de água de 600 litros, localizado na parte da frente da embarcação. Becca afirma que o abastecimento costuma ocorrer cerca de uma vez por semana, dependendo de quantos filhos estão no barco e de quantos banhos são tomados.
Esse ponto mostra uma diferença importante entre casa fixa e casa flutuante. Morar em barco exige acompanhar água, energia, banheiro, aquecimento e manutenção de forma mais direta do que em uma residência convencional.
Máquina de lavar foi integrada ao corredor
A embarcação também tem máquina de lavar, instalada em um armário no corredor. Becca explica que a solução foi pensada para evitar excesso de móveis dentro dos quartos.
O espaço de lavanderia fica integrado ao corredor, junto com áreas de armazenamento. Para uma casa flutuante, esse tipo de decisão é essencial, já que cada armário, nicho e parede precisa cumprir função prática sem comprometer circulação.
Escolha veio do custo de vida em Londres

Quando perguntada por que decidiu construir um barco, Becca cita a crise do custo de vida. Ela conta que era mãe solo havia quase uma década e tinha quatro filhos, mas o vídeo trata essa mudança como escolha residencial e projeto de vida, não como narrativa de pobreza.
Ela diz que já havia considerado motorhomes, mas temia problemas mecânicos, especialmente por experiências com carros usados. A água, a tranquilidade do rio e a possibilidade de criar uma nova rotina para ela e os filhos acabaram pesando na decisão.
Aluguel anterior chegava perto de £3.000
Becca afirma que o aluguel anterior era de quase £3.000 por mês por uma casa de três quartos, sem contas incluídas. No barco, segundo ela, o custo passou a ser cerca de um quarto disso, já com as contas.
A economia é um dos pontos centrais, mas não o único. Ela também destaca a localização, a vista, a tranquilidade e a sensação de viver em um lugar onde casas ao redor podem custar milhões de libras.
Vaga residencial foi parte decisiva
Encontrar uma vaga residencial no rio não foi simples. Becca afirma que, naquela parte do Tâmisa, esse tipo de espaço é muito raro, e chegou a comparar a busca a encontrar algo quase impossível.
Ela ficou cerca de um ano em lista de espera por outra vaga enquanto o barco era construído. Quatro ou cinco semanas antes da mudança, a vaga atual ficou disponível. Para a transição da vida em terra para a vida na água, ela considera esse ponto fundamental.
Rotina no rio mistura casa e aventura
O barco também oferece áreas externas. Há plantas, espaço para sentar, paddle boards no teto e uso do rio no verão. Becca comenta que os filhos pulam do teto da embarcação e nadam em uma parte do Tâmisa usada para wild swimming.
Esse lado reforça a diferença entre apenas reduzir despesas e mudar de estilo de vida. A embarcação, chamada Anamara, foi pensada como um lugar de beleza, luz, calor e tranquilidade para a família.
Moradia alternativa não elimina trabalho diário
Apesar do conforto, Becca deixa claro que a vida a bordo exige tarefas constantes. É preciso limpar painéis solares, cuidar da água, esvaziar sistemas, acender o fogo, acompanhar energia e lidar com manutenção.
Ela se define como uma pessoa prática, que gosta de colocar a mão na massa. Morar em barco pode reduzir custo e ampliar liberdade, mas também exige rotina ativa de gestão da própria casa.
Quando morar em barco vira escolha de vida
A história de Becca mostra como morar em barco pode ser uma alternativa residencial em cidades caras como Londres, especialmente quando a embarcação reúne energia solar, baterias de lítio, internet via satélite, lavanderia, cozinha completa e vaga residencial.
A pergunta que fica é direta: você trocaria uma casa alugada cara por uma moradia flutuante com custo menor, mais autonomia e tarefas diárias de manutenção, ou ainda preferiria a segurança de uma residência tradicional em terra firme? Deixe sua opinião nos comentários.

