SpaceX negocia nova venda de ações que pode elevar a empresa de Elon Musk a US$ 800 bilhões e torná-la a startup mais valiosa do mundo.
A SpaceX iniciou negociações para uma nova venda de ações, envolvendo principalmente insiders, em uma transação que pode redefinir o valor de mercado da companhia de Elon Musk.
O movimento, revelado por fontes próximas ao assunto, ocorre nesta sexta-feira (05/12/2025) nos Estados Unidos e pode elevar a avaliação da empresa para US$ 800 bilhões, reposicionando-a no topo da indústria espacial global.
A negociação envolve executivos, investidores internos e o conselho da companhia, que se reuniu na Starbase, no Texas, para discutir o formato da oferta.
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Segundo pessoas envolvidas, a operação é considerada estratégica porque poderia tornar a SpaceX novamente a startup mais valiosa do planeta, ultrapassando a OpenAI — avaliada em US$ 500 bilhões desde outubro, após a expansão global do ChatGPT.
Embora o Wall Street Journal tenha divulgado o valor recorde, a Bloomberg informou que não conseguiu confirmar a cifra de forma independente até agora.
Avaliação da SpaceX pode dobrar em menos de seis meses
O interesse pela venda de ações se intensificou devido ao salto de valorização observado desde julho. Naquele mês, a SpaceX realizou uma captação que avaliou a empresa em US$ 400 bilhões, com ações negociadas a US$ 212 cada.
Agora, discussões internas indicam um preço preliminar de cerca de US$ 300 por ação, o que elevaria o valuation para algo próximo de US$ 560 bilhões — com possibilidade de atingir até US$ 800 bilhões, dependendo da demanda.
Pessoas familiarizadas com as tratativas afirmaram que os detalhes da transação ainda podem mudar antes do fechamento. A SpaceX, como de praxe, não comentou publicamente o assunto.
Transação movimenta mercado e impulsiona empresas do setor
A repercussão do possível valuation recorde se espalhou rapidamente pela indústria aeroespacial. As ações da EchoStar chegaram a subir até 18% nesta sexta-feira, logo após a notícia.
O movimento vem na esteira de dois acordos recentes com a SpaceX: um de US$ 2,6 bilhões pela compra de licenças de espectro e outro de US$ 17 bilhões para aquisição de frequências wireless, reforçando a expansão agressiva dos negócios de Musk.
Esse fortalecimento externo ecoa o domínio consolidado da SpaceX como a maior empresa de lançamento de foguetes do mundo, graças principalmente ao Falcon 9 — veículo que revolucionou o envio de satélites e missões tripuladas para a órbita terrestre.
Starlink aparece como trunfo estratégico dentro da SpaceX
Outro componente crucial dessa nova escalada de valorização é o Starlink, serviço de internet via satélite que já ultrapassa a marca de 9.000 satélites em operação.
O sistema coloca a empresa muito à frente de concorrentes como o Amazon Leo, da Amazon.com, e se tornou uma das unidades mais rentáveis dentro do conglomerado.
Executivos da SpaceX chegaram a mencionar, em anos anteriores, a possibilidade de transformar o Starlink em uma companhia independente por meio de um IPO.
Gwynne Shotwell, presidente da empresa, citou a hipótese em 2020. Musk, porém, tem demonstrado cautela.
Em 2024, o diretor financeiro Bret Johnsen afirmou que uma oferta pública inicial seria algo “mais provável nos próximos anos”.
SpaceX pode abrir capital já em 2026, dizem fontes
O cenário ganhou ainda mais força com informações divulgadas pelo site The Information, segundo as quais a SpaceX teria comunicado a investidores que pretende realizar um IPO — não apenas do Starlink, mas da empresa inteira — já na segunda metade do próximo ano.
Se confirmada, a operação representaria uma mudança profunda na estrutura do grupo e abriria caminho para novos aportes da indústria global de tecnologia e defesa, setores que acompanham de perto os movimentos de Elon Musk.
Enquanto isso, a atenção do mercado se concentra na atual transação privada, que pode redefinir os limites de valor para empresas de capital fechado e consolidar a SpaceX como a líder incontestável da nova corrida espacial comercial.
