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Santa Catarina pode enfrentar o pior cenário climático dos últimos anos com Super El Niño batendo na porta e 80% de chance de trazer enchentes deslizamentos e destruição a partir de julho

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/04/2026 às 10:36
Atualizado em 21/04/2026 às 10:38
A Defesa Civil alerta que o Super El Niño tem 80% de chance de atingir Santa Catarina a partir de julho, com risco de enchentes, deslizamentos e granizo até 2027.
A Defesa Civil alerta que o Super El Niño tem 80% de chance de atingir Santa Catarina a partir de julho, com risco de enchentes, deslizamentos e granizo até 2027.
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A Defesa Civil e a Epagri/Ciram alertaram que o Super El Niño tem 80% de chance de se formar entre julho e agosto em Santa Catarina, podendo se estender até o verão, e que o fenômeno eleva drasticamente o risco de enchentes, deslizamentos, ventos e granizo.

Santa Catarina pode estar diante do cenário climático mais severo dos últimos anos com a possível chegada de um Super El Niño que, segundo projeção publicada pela Defesa Civil e pela Epagri/Ciram estadual na segunda-feira (20), tem cerca de 80% de chance de se formar entre julho e agosto. Os dados que sustentam a previsão vêm do Climate Prediction Center, centro de referência internacional em monitoramento climático, e indicam que o fenômeno pode se prolongar por toda a primavera e adentrar o verão, justamente os períodos que já registram os maiores volumes de chuva em território catarinense. Se confirmado, o Super El Niño intensificaria precipitações em meses que historicamente já provocam desastres, criando uma sobreposição perigosa entre a sazonalidade chuvosa e o aquecimento anômalo das águas do Pacífico.

A preocupação não é abstrata. Santa Catarina acumula um histórico de tragédias climáticas agravadas pelo El Niño, com enchentes que isolam municípios inteiros, deslizamentos que soterram casas em encostas ocupadas e enxurradas que destroem pontes e estradas em questão de horas. Se o fenômeno de 2026 atingir a intensidade projetada, o estado precisará lidar simultaneamente com chuvas volumosas, tempestades severas com ventos destrutivos e possibilidade de granizo, combinação que coloca em risco direto as populações de regiões com histórico de catástrofes climáticas.

O que torna este Super El Niño diferente dos anteriores em Santa Catarina

A Defesa Civil alerta que o Super El Niño tem 80% de chance de atingir Santa Catarina a partir de julho, com risco de enchentes, deslizamentos e granizo até 2027.

O alerta emitido pela Epagri/Ciram chama atenção pela antecedência e pela probabilidade elevada. Oitenta por cento de chance de formação é um número que os meteorologistas consideram praticamente uma confirmação, e o fato de o aviso ter sido publicado meses antes do período crítico indica que os órgãos estaduais já tratam o Super El Niño como cenário provável e não apenas possível. Em episódios anteriores, a confirmação costumava chegar mais tarde, deixando menos tempo para preparação.

A permanência do fenômeno durante os meses de primavera e verão é o fator que multiplica o perigo de enchentes e deslizamentos. Se o Super El Niño se mantiver ativo de julho até o início de 2027, Santa Catarina enfrentará meses consecutivos de chuvas acima da média, condição que satura o solo, eleva o nível dos rios e torna cada nova precipitação um gatilho potencial para enchentes e deslizamentos. O terreno encharcado não absorve mais água, e o que em condições normais seria uma chuva forte se transforma em enxurrada. Encostas que resistiriam a um temporal isolado podem ceder após semanas de umidade acumulada.

Os riscos concretos que o Super El Niño traz para Santa Catarina

A Defesa Civil alerta que o Super El Niño tem 80% de chance de atingir Santa Catarina a partir de julho, com risco de enchentes, deslizamentos e granizo até 2027.

A nota da Defesa Civil e da Epagri/Ciram lista os principais perigos associados ao fenômeno: enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra, tempestades severas com ventos destrutivos e precipitação de granizo. Cada um desses eventos isoladamente já causa danos significativos, mas a característica do Super El Niño é que eles tendem a ocorrer de forma simultânea ou em sequência rápida, impedindo a recuperação entre um episódio e outro. Um município atingido por enchente num dia pode sofrer deslizamento na semana seguinte, simplesmente porque o solo não teve tempo de secar.

As áreas mais vulneráveis em Santa Catarina são conhecidas. Vales dos rios Itajaí, Tubarão e Araranguá concentram populações que vivem em zonas de enchentes recorrentes, e encostas urbanizadas em cidades como Blumenau, Joinville e Florianópolis já demonstraram fragilidade diante de deslizamentos em eventos anteriores. O Super El Niño de 2026 testará novamente a infraestrutura de drenagem, os sistemas de alerta e a capacidade de resposta desses municípios, que apesar dos investimentos realizados após tragédias passadas ainda possuem ocupações irregulares em áreas de risco.

O que Santa Catarina está fazendo para se preparar para o Super El Niño

Os órgãos estaduais já iniciaram a articulação de medidas preventivas. As ações incluem intensificação do monitoramento climático em tempo real, revisão de estratégias de redução de riscos e preparação logística para responder a ocorrências nos meses que antecedem o período mais crítico do Super El Niño. A Defesa Civil orienta que moradores fiquem atentos aos comunicados oficiais e reforcem os cuidados, sobretudo quem vive em localidades com histórico recorrente de catástrofes naturais.

A preparação antecipada é o principal diferencial que Santa Catarina pode ter neste ciclo. Com três meses entre o alerta e a formação prevista do Super El Niño, há tempo para que prefeituras limpem canais de drenagem, reforcem encostas críticas, atualizem planos de evacuação e comuniquem à população quais áreas devem ser evitadas em caso de chuva intensa. O desafio é transformar o tempo disponível em ação concreta antes que as primeiras chuvas extraordinárias cheguem, porque uma vez que o fenômeno se instala, a janela de prevenção se fecha e resta apenas a resposta emergencial.

O que a população catarinense pode fazer diante da ameaça do Super El Niño

A responsabilidade não recai apenas sobre os órgãos públicos. Moradores de áreas de risco em Santa Catarina devem conhecer as rotas de fuga do seu bairro, manter documentos importantes em local protegido da água e estabelecer um plano familiar de evacuação antes que o Super El Niño comece a produzir seus efeitos. Acompanhar os boletins da Defesa Civil e da Epagri/Ciram é essencial, já que os alertas são emitidos com horas de antecedência e podem fazer a diferença entre sair a tempo ou ficar preso numa enchente.

A experiência de eventos anteriores mostra que as maiores perdas humanas ocorrem quando pessoas subestimam os avisos ou se recusam a abandonar suas casas. O Super El Niño de 2026 pode ser o mais intenso a atingir Santa Catarina em anos, e a diferença entre tragédia e resiliência estará na capacidade do estado, dos municípios e de cada família de tratar o alerta de 80% como certeza e agir antes que a primeira tempestade severa prove que a previsão estava correta.

E você, mora em Santa Catarina e está preocupado com o Super El Niño? Já viveu alguma enchente ou deslizamento em eventos climáticos anteriores? Deixe sua experiência nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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