Baía de Guanabara está cheia de sucatas de embarcações. A retirada dos navios encalhados na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, começou em 2012.
Rio de Janeiro – Nas águas da Baía de Guanabara, repousam esquecidos há décadas centenas de esqueletos de metal e madeira. O poluído manancial de 381 quilômetros quadrados de espelho d’água, é um cemitério de navios. STF bate martelo e Governo do Rio terá que pagar R$ 2 bi de indenização sobre desapropriação de terreno da refinaria de Manguinhos Refit
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As carcaças são um risco para o meio ambiente e para o tráfego de navios nas águas da Guanabara. Há no local, total ou parcialmente submersos, embarcações, carcaças, e barcos de pequeno, médio e grande porte. Alguns estão lá há 50 anos. Tem casos em que há só pedaços do barco, com apenas uma parte para fora do mar, às vezes nem isso.
Em sua maioria, apenas sucata do que costumavam ser as embarcações foram abandonadas por seus donos e formam uma espécie de cemitério náutico na Baía de Guanabara.
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Em 2012, a secretaria, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Ministério da Pesca e Aquicultura, tomou a iniciativa de pôr um fim a esses “fantasmas do mar”, que representam alto risco de acidentes ambientais e para o tráfego naval.
Os trabalhos começaram ao longo do Canal de São Lourenço, entre Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana. As primeiras carcaças foram eliminadas pelo governo do estado.
O içamento e destino final da maior parte do material, como mais de 100 toneladas de aço, madeira e fibras de vidro, vendidos para metalúrgicas, siderúrgicas e firmas de reciclagem, dividida em lotes, seriam na época, de responsabilidade da empresa Tanquefer-Comercial de Tanques Ltda, de Bangu, e do paulista Nelson Batista Ruy, que venceram leilões.
De quem é a responsabilidade em acabar com esse “cemitério” de navios da Baía de Guanabara?
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que a fiscalização de embarcações compete à Capitania dos Portos e que o órgão só é acionado quando ficam constatados danos ambientais.
A Capitania dos Portos do Rio, por sua vez, informou que realiza diariamente atividades de inspeção naval, verificando as normas de segurança da navegação e a prevenção da poluição hídrica.
Depois de identificar os barcos, a Marinha procura os proprietários e, caso os donos não se pronunciem nem apresentem um plano para a retirada, eles vão a leilão. Apesar de serem, em sua maioria, apenas carcaças, elas valem dinheiro por causa do ferro e dos outros materiais que compões os barcos.
